30 outubro 2009

Viagens

Viajar é maravilhoso, conhecer novas culturas, novas pessoas, novos lugares.
Tem o lado do cansaço, indisposição e falta de adaptação.
Me lembro que Jesus viajava por entre as cidades circunvizinhas de Jerusálem.
Viagens que demoravam dias e até meses, a pé ou de barco, até o grande destino.
Numas dessas encontrou uma samaritana, pediu água e ela lhe respondeu que ele deveria saber que judeus e samaritanos não se falam.
Dentre as respostas, tais quais de que se ela soubesse quem é que lhe pedira ao invés de oferecer água pediria ao Judeu Galileu água viva e também de que não adorarão em Jerulasém ou Samaria mas sim em espírito e em verdade.
Viajar é preciso, envolve conquistas, meninos saindo de casa e voltando anos depois homens.
Como Miguel Sutil que saiu de Sorocaba, via Bacia Platina, rumo a Cuiabá, para descobrir aquilo que a história relata como a maior descoberta de ouro da história mundial.
Miguel Sutil morreu pobre e esquecido, em Sorocaba, seu corpo anos depois foi cedido a cidade de Cuiabá que concedeu a ele as honrarias in memorian que era de direito.
Jesus morreu crucificado. Não fosse a intervenção divina na morte, tornando-a em vida novamente, estaria esquecido ou com algum túmulo em sua homenagem, talvez.
Tudo na história começa quando alguém, em algum lugar, sai de sua aldeia, e viaja rumo ao desconhecido.

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