05 novembro 2014

O corrupto que vive em nós

Diante das eleições, mudanças de governo que virão, ouso dizer, tudo é mais do mesmo.

Não há um justo sequer, já diz as escrituras faz tempo.

A coisa vai se repetir, como disse o Eclesiasta.

Também tem a célebre frase do violeiro, a coisa tá feia e preta, que não for filho de Deus, tá na unha do capeta.

A corrupção, o desvio de verba, etc sempre existiu, e não deixará de existir, já que é um dos elementos do DNA humano, desde o primeiro homem.

Ignorante somos nós, em pensar que um país recém saído da escravatura (120 anos é um pulo, historicamente falando), vai ter mudanças significativas em seu bojo.

O financiamento de campanha é ridículo. Milhões de reais doados.

Se ninguém dá nada de graça. Se todos emprestam a juros. Logo, quem financia campanha, vai cobrar depois.

E como pagar? Através de contratinhos, diziminhos, mensalinhos, nepotismozinhos etc.

Digo eu, não os outros, que o sistema jurídico brasileiro é bom, bem pensado e honestamente falando, sério e justo.

Contudo, existem brechas, que devem ser melhor trabalhadas por todos, inclusive nossos congressistas. Afinal, precisamos nos proteger com leis eficazes, de nós mesmos.

Sem perder o foco em Jesus ouso dizer que isto me importa mais do que deveria, dentro de mim.

O Mestre estava preocupado mais nas vidas que hoje receberiam o fome zero, que nas cúpulas romanas que governavam e desviavam recursos da petroroma.

Não, não tenho a pretensão de mudar o mundo que nem meu Mestre mudou, almejo segui-lo de modo a que as vidas mais carentes possam ser afetadas de algum modo pelo Mestre através de mim.

A questão é, know how? Enquanto só sei perguntar, vou capacitando aqui e acolá na pretensão de abraçar o maior número de conhecimento possível, a fim de não ser pego de calças curtas, situação que não pretendo que aconteça.

A realidade é uma só e a gente vive fugindo dela, somos o tal de ying e yang, parte bom e parte mau, metade honesta e metade desonesta, parte corrupta e outra incorrupta.  E não adianta escapar.



16 setembro 2014

Diversas coisinhas, incluindo política

A vida segue mais rápido do que meu espírito a assimila. Por falar nisso, quando viajo, lembro-me da historinha dos índios que auxiliaram um branco em uma expedição. Primeiro dia, seguiram o caminho, andaram e andaram. Segundo e terceiro dia caminhada repetida. Já no quarto dia os índios decidiram não ir naquele dia. O branco perguntou o motivo e eles responderam: Nosso corpo caminhou demais, nosso espírito ficou para trás, precisa nos alcançar.

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Acho que só os loucos, como eu, perceberam que as irreverências e safadezas do mundo político são inerentes a nós, os humanos. Não tem para onde fugir. Somos bombardeados pela caricatura de nós mesmos. Aqui, tem candidato que foi governador por 8 meses, era vice, e recebe R$ 9 MIL de 'aposentadoria'. Ele explicou dias atrás que era legal, não seria ele que iria questionar, talvez não aprovasse tal lei, mas daí a rejeitá-la. E eu pensando com meus botões, nove milzinho na conta de grátis todo fim de mês, e lícito, será que eu na minha avançada inicial meia idade, desistiria de tal benesse? Então.

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Ainda sobre política, não sendo eu tão chato, ou como diria um ser do além que um dia me disse ser minha rede relacional deveras retraída e inexpressiva, talvez pela raiva da filha feia dele ter sido apaixonada por mim na sua adolescência, sinto vontade de candidatar-me. Não para salvar a saúde, educação ou segurança, coisas 'insalváveis', mas talvez para não ser eleito, mas como disse o Levi Fidélix (que se parece com meu querido sogro), só para incomodar e levar à reflexão.

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Minha vozinha me ensinou o que ensinou aos seus filhos, que o caminho a ser seguido é árduo e demanda esforço. Palavras dela: "Se lá na frente você me encontrar no seu caminho te atrapalhando, passe por cima e siga em frente". Aí vem Jesus e diz: se um desconhecido tá na beira do caminho jogado, trate-o e ame-o. Se um seguidor dele não cuida da sua família, é pior que o que não o segue. 

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Situações complexas do dia a dia estas, que necessitam da nossa compreensão, atenção e reflexão. Amemos, como se não houvesse amanhã, como aquele que deu sua vida por amor, e morte de cruz.





05 julho 2014

O caminho que nos traz a paz

Não vos enganeis, disse o filho do carpinteiro, estreito é o caminho.

Largos são os caminhos que conduzem à perdição, completou.

No caminho ousamos andar, correr, descansar, comer, por vezes ousamos ousar.

Nada há que não seja vaidade, inclusive no caminhar.

Os pés ficam calejados e cheios de poeira ou finos e limpinhos.

Tem lugar que a poeira tem que sair dos pés, também tem lugar que dá vontade de manter os pés sujos com aquela boa poeira.

Se há vida há caminho a trilhar.

Se respiro, não posso parar.

Se descanso, posso perder o tempo de chegada, porém se não descansar, posso ficar na metade sem fôlego.

Há muitos caminhos, um só porém nos traz a paz que excede o entendimento.

É árduo mas seu fim, não é amargo como absinto, é alívio para pés cansados.

Meu eu interior quer trilhar o caminho mais difícil (e mais correto), meu eu exterior o caminho mais fácil (e de fim duvidoso).

Mas em todas estas coisas, temos a possibilidade de vitória, pois E'le se deu por nós, ainda quando éramos mais pecadores do que somos.


10 março 2014

O mar da vida

Diz a música que se o mar da vida quiser nos afogar, segurando na mão de Deus é que poderemos seguir.

A frase tem perdido o sentido para nossa geração, já que os meios de transporte mais conhecidos e utilizados são outros, diferentemente da época em que o mar era o melhor translado possível.

Mas a frase, paradoxalmente, não tem perdido o sentido, pois se as águas do mar da vida realmente estiverem nos sufocando, afogando, segurando na mão de Deus é que obteremos salvação.

Basta que Jesus da Galiléia, o Filho de Deus (creio eu), diga uma só palavra e as águas se acalmarão novamente e a salvação poderá adentrar em nossas almas.

Para tanto, basta a fé (acreditar) e depois seguir.

18 fevereiro 2014

2014

Ah, o tempo!
Ele tem sido generoso por aqui. Sinto falta de postar no blog, ser mais ativo na blogosfera, em que pese ainda ter a mesma característica (afinal, não se colhem uvas de espinheiros), de não ser tão profundo e prolixo quanto julgo que deveria ser.

Quando a gente vai crescendo (não se iluda, para algum lugar ainda se cresce), vai entendendo algumas coisas, ratificando a dúvida em outras, desconstruindo aquelas e continuando a errar nas mesmas.

Ainda leio os mesmos colegas da blogosfera, com menos intensidade e mais amor, sentindo muito por não ter afunilado mais as amizades e me alegrando por saber que não estou só em meus doidos pensamentos, principalmente acerca do Rabi Galileu e seus ensinamentos.

A cada dia deste século uma novidade aparece, uma responsabilidade quer te engolir e olhando para trás você apenas percebe que a história tende a se repetir, talvez se reformulando com algum esforço.

Tem dias que penso que a força da gravidade me remete a ser quem sou e ter o que tenho, mas há outros em que concluo ser o produto do meio, outros também em que me imagino sendo capitaneado pelo Divino, alguns em que luto pela mudança radical, bem como outros a que nem quero saber.

A vida é assim, curta e longa, feliz e triste, completa e incompleta e bem aventurado aquele a quem o Filho do Homem, o Senhor até do sábado (quanto mais dos outros dias), libertar, este será verdadeiramente livre!