30 agosto 2013

Reprovados

Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados! (1 coríntios 13:5)

O ato de refletir e examinar a nós mesmos é o mais sensato. Somos seres morais e nascemos com a noção de certo e errado, ainda que o meio, a herança genética ou a natureza pecaminosa e malvada nos leve ao cometimento de atos ruins.

Ainda que tudo esteja bem, examinar e provar a si mesmo é medida necessária. Ouvi dizer que o ditado de que time em que está ganhando não se mexe é mito, pois se o que está perdendo está mudando para aprimorar-se, uma hora o que ganha vai começar a perder.

Um exemplo é o time do São Paulo, campeão brasileiro de futebol várias vezes e que agora está na lanterna do campeonato. 

Meus pecados me levam a refletir, me examinar e provar, para que eu perceba, dia após dia, que Cristo Jesus, aquele que morreu na cruz para que Deus me perdoasse, esteja em mim.

Não quero ser reprovado, não quero ser um homem mal, não quero cair no caminho. Antes, quero ser aprovado, com aquele gostinho que temos ao sermos aprovados na escola e com aquele sentimento de que as férias estão chegando.

E se minhas notas não forem tão boas, torço para Jesus o Cristo me colocar na recuperação, me dando nova chance para aprovação.

Para isso, me provo, me examino e peço a Deus Pai Nosso, Santificado seja Teu Nome,  que me perdoe as ofensas, que não me falte o pão, que venha a mim o Reino DEle, que seja feita a vontade DEle e que não me deixe cair em tentação, amém.


07 agosto 2013

Estado, Governo e Mercado



A atuação do Estado de Intervenção Mínima, pautada inicialmente no liberalismo de Hobbes e Locke, se atinha a não intervenção nas relações contratuais do homem, tais como os direitos de propriedade e liberdade, sendo o mercado autorregulável, competindo ao Estado somente assegurar a concorrência e impedimento a organização em cartéis, segundo a teoria de Adam Smith. Nessa época, pouco se admitia a prestação de políticas públicas sociais, destaque-se a Lei dos Pobres (poor law), inserida no século XVI na Inglaterra, consistente em auxílio financeiro às pessoas pobres, incapazes de gerir seu sustento, lei esta duramente criticada pelos pensadores liberais, sob o argumento de que era contrária ao princípio da autoindependência dos indivíduos em uma sociedade livre.
Com as mudanças nas sociedades capitalistas a partir do final do século XIX e início do século XX, época do crescimento do capitalismo, em que houve o enfraquecimento da liberdade econômica e contratual, os Estados mudaram o foco do pêndulo das relações entre Estado e Mercado, inserindo legislações protecionistas e regulatórias das relações mercantis.
Após o fim do ciclo do Estado de Bem-Estar Social, surgido após a crise americana de 1929, na virada dos anos de 1970 para a década de 1980, perdurando até os dias atuais, insurge-se o Estado Neoliberal, fruto da Globalização, na mesma toada do Estado de Intervenção Mínima, cujas características basilares são a necessidade de desregulamentação, privatizações e abertura de mercados no âmbito internacional.
A diferença agora, no neoliberalismo, seria que os direitos sociais conquistados no processo pós segunda guerra mundial e dissolução dos Estados Totalitários, ditos socialistas, tais como o combate a pobreza e ao desemprego, o direito a saúde, educação, formação profissional e dignidade da pessoa humana, permaneceriam vigentes, mantendo-se na agenda estatal.
No Brasil, por exemplo, com o advento da chamada Constituição Cidadã em 1988, seguindo a Teoria da Intervenção Mínima, o artigo 170 é claro ao afirmar que “a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social”.
Ao intervir somente nas questões necessárias, ou seja, minimamente, a qualidade de vida dos cidadãos se eleva, pois a estes, a nós, é garantida a livre iniciativa, mas também a existência digna e a valorização do trabalho humano.
Mais recentemente, quando o povo brasileiro foi às ruas protestar pelos mais variados motivos democráticos possíveis, com o foco principal na redução do aumento da tarifa de transporte público em São Paulo, o Governo regulou mais uma situação de mercado, ocasião em que ontem, dia 05 de agosto de 2013, a Presidente da República do Brasil sancionou o Estatuto da Juventude – Lei Federal n. 12.852/2013, que proporciona políticas afirmativas aos jovens, como a meia entrada em eventos culturais e nos transportes coletivos. Isso reflete tanto a intervenção do Estado Brasileiro no domínio econômico, que em regra vigora a livre iniciativa, mas também a preocupação estatal em conceder qualidade de vida para a população brasileira, após o imenso clamor social e visando reduzir as possibilidades de perda de votos nas próximas eleições, frise-se.