25 julho 2013

Casório

Interessante pensar na vida. Ontem assistimos, esposa e eu, um filme brasileiro que consiste justamente no debate sobre a necessidade de amar, termos um par, alguém para compartilhar, ainda que por caminhos tortos, ainda que de modo precário, de se ter um final feliz.

Até quem quer ficar só, utiliza-se de artimanhas para ter alguém por perto. A fama do p.a. ou do "solteiro sim, sozinho nunca" é quase que repetidora horrorosamente por este país, que prioriza, desde a tenra educação inicial, o uso indiscriminado das vias sexuais.

Eu sou favorável a instituição familiar, pelo casamento, sua permanência estável pelos anos da vida, apesar de ser ciente das dificuldades apoiadas pela mídia e pela cultura apelativa a vida solteira e ao sexo fácil sem compromisso.

Então, a minha oração é para Deus nos ensine a andar em seus caminhos, mostrando-nos no dia a dia o quanto é mais importante amar, ter um par, se casar, ter alguém para compartilhar, durante todos os dias das nossas vidas (com um final feliz).

21 julho 2013

Cantoria

Somos seres afetos a musicalidade. Ela nos atrai, envolve e cerca. A música também é tema terapêutico, chamada musicoterapia acho, pautada historicamente, penso eu, no caso de Saul, então Rei de Israel, que era atormentado por um espírito mau, mas achou no menino Davi um alívio, quando este lhe tocava sua harpa, resultando no alívio do coração com a saída de tal mau espírito lotado no então Monarca (1Samuel 16:23).

 E a música é ligada a dança. É interessante que até uma criança que nunca tenha ouvido uma música sequer, se a ouve pela primeira vez, há de se balançar, como que dançando.

E música com a dança tem as suas mais variadas vertentes, desde a religiosa até a promíscua. Varia de cultura em cultura, contudo, não conheço etnia, país, região, tribo, que não seja ligada a musicalidade.

Diz-se, nas escrituras, que o chefe do setor de música no céu era o anjo Lúcifer, que decaiu com 1/3 dos demais anjos do céu (o vulgo demônio e seus asseclas). Mas também é relatado que Deus gosta da música, tanto que o homem fora criado para adorá-lo, com cânticos e louvores, inclusive.

A música continua tão tentadora que é uma das formas mais disputadas para a obtenção de fama e riquezas, ocasião em que emplacar uma única música na mídia pode mudar a história de vida, socialmente falando, de qualquer família.

O dito popular diz que quem canta os males espanta, verdade que Saul viveu, juntamente com milhares e milhares de pessoas, inclusive eu. Tá certo que nem todas as vezes com a maior das qualidades musicais ou com as letras mais puras e menos promíscuas, mas que espanta, espanta.

Minha oração é para que Deus nos ajude a viver plenamente, louvando-o, até o dia em que E'le nos chamará dessa para melhor.

06 julho 2013

A estadia

Ela se iniciou tempos atrás. Como na casa de um parente querido, aconchegante, o tempo foi passando e a vontade de ir embora se esvaindo. Mas sabemos que toda estadia é temporária, não é domicílio, é estadia.

Com as situações dando certo ou errado ali estava. Era mais fácil quem dali não pertencia sair, diziam, que sair quem pertencia, de jeito ou outro, por isso ou aquilo.

Sabemos que poucos tem privilégios, talvez azar, de pertencer a mesma casa e ter as mesmas atividades por toda a vida. Os demais, como no caso concreto, permanecem períodos, curtos períodos, longos as vezes, estadias, pois a vida segue.

Que bom que segue, esvai-se o apego, fica o aprendizado, some a responsabilidade, fica a saudade.

Não deve ser bom voltar permanentemente, daria a impressão de caranguejo, andando para trás.

Caranguejo não anda para trás, anda de lado, mas dá essa impressão.

Para trás, somente olhar enche o coração, andar murcha a alma.

Triste fim, fim que nada, alegre começo, se assim Deus quiser.

02 julho 2013

Pensamentos necessários


Já questionei o motivo do joio crescer com o trigo, para que somente na hora da ceifa sejam separados e o primeiro seja morto no fogo. Não seria possível que fossem cortados na raiz, pois a poda de um faria o outro morrer.

O exercício da paciência através da tribulação resultará na plenitude da perseverança, eu sei. A verdade é que, como o ferro, somos forjados com fogo, para que sejamos seres humanos melhores. Pessoas com muitas facilidades de vida tendenciosamente lhes falta algo no interior do coração.

Penso muito sobre a ineficiência da nossa tentativa humana de não errar. Vez ou outra retornaremos ao erro, remontando ao ato de comer do fruto proibido, que traria o conhecimento do bem e do mal.

Nós nos manifestamos contra a corrupção, mas somos por natureza corruptos. Não toleramos a falta de recursos para a educação, mas jogamos lixo nas ruas. Queremos saúde de qualidade, mas ensinamos a agressividade aos nossos filhos, sob o pretexto de bem se defenderem. E por aí vai.

O que me anima é saber que aquele advogado que disse "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem" continua a dizer as mesmas palavras processo após processo, julgamento após julgamento. Palavras estas que ecoam pela eternidade.

Espero que no meu julgamento, meu advogado repita: "Pai, perdoa-lhe, ele não sabia o que fez". E se eu sabia, que diga "Meu sacrifício, na cruz, abrangeu sua vida, peço sua absolvição".