27 novembro 2012

Critério invertido

Davi errou ao tomar Bateseba e mandar matar Urias. Ao ser questionado tempos depois pelo profeta Natã sobre um caso, de dois homens, um rico e um pobre, o rico tinha de tudo, ovelhas aos milhares. O pobre só tinha uma ovelha, que criara em sua casa, dando de comer do mesmo que dava aos seus filhos. Chegando uma visita importante para o rico, mandou matar a ovelha do pobre, ao invés de sacrificar uma de tuas milhares. Davi ao ouvir o caso disse que tal era digno de morte, e ainda tinha que restituir quatro vezes mais a ovelha perdida. Ao passo que Natã disse que o rico era ele mesmo, Davi, que agiu injustamente ao tomar a esposa de Urias.

Nossa natureza humana é contraditória!

Não é só Davi que condena terceiros e isenta a si!

Nós somos culpados de tal monta, não poucas as vezes, em que exacerbamos o correto, praticando a maldade, seja física, financeira, psicológica, ou de qualquer outro meio, para com outras pessoas, mas condenamos de morte quem age como agimos.

Somos crápulas, que coam camelos e engolem mosquitos.

Somos contraditórios, nosso senso de juízo é injusto.

Metemos o pau na política e na criminalidade, mas saímos por aí a cometer barbáries piores.

O que nos resta, senão a condenação?

Como Davi, podemos reconhecer: "Pequei contra o SENHOR". E de Natã podemos ouvir: "Também o SENHOR perdoou o teu pecado, não morrerás" (juízo este que o próprio Davi reputara como correto).

Mas, todo critério invertido, todo julgamento injusto, toda conduta tortuosa, tem sua consequência.

Para Davi, a perda do filho fruto de seu adultério.

Para nós???

(Deus, Jeová, Pai de Jesus Cristo, tenha misericórdia de nós!).

21 outubro 2012

Relacionamento ideal

A vida é cheia de fases e com estas as suas respectivas inseguranças.Quando do final da adolescência e início da vida adulta nos deparamos com o desenvolvimento dos hormônios e consequentemente com a vontade de ter um par ideal. E nisso tendemos a experimentar, relacionar-nos, até que alguem nos faça bater o coração mais forte e firmarmos um compromisso. 

Penso que somos seres tendenciosos ao relacionamento, mas não concordo que o somos a bigamia. É certo que nossa parte animalesca, para os que não creem vindo do macaco e para os que creem do pecado que em nós habita, nos tenta a relativizarmos relações e não fincarmos raízes em um amor único, cuja característica principal é a formação de uma família.

Mas Deus em sua infinita sabedoria, para os que creem, ou a evolução da espécie, para os que não, nos tornou seres racionais e como tal formadores de uma única família.

Sócrates (República, Platão) cria que não era bom para a pólis que uma mulher tivesse um único homem, mas que fosse dividida entre os melhores, assim se teria uma raça mais forte e a ausência de laços afetivos de paternidade, o que levaria aos homens amar a todos os filhos indistintamente.

Aristóteles (Politica, Aristóteles) não concordou com tal premissa, entendendo que cada um deveria ter sua própria família, pois com laços familiares tal instituição seria mais forte, fortalecendo a pólis.

É certo que nossa geração, infelizmente, está caminhando para o caos relacional. Somos criados para não nos indispor, aprendemos cedo a não cedermos e que o casamento só vale se for para ser feliz. Ao menor sinal de indisposição, separamo-nos.

Em que pese isso estar imprimido em nossa geração, o que sabemos mas fingimos não o saber é que relacionamentos são parecidos e nem sempre há um melhor que o outro. Vendo uma pregação do Gondim, ele questionou os divorciados, se havia alguem que tinha uma nova relação mais 'quente' que a antiga. Ninguem respondeu, e nem responderia.

Eu, que creio, penso que a mudança só vem pelo convencimento do Espírito Santo de Deus, e que o processo de relacionamento envolve adaptação, mudanças e o saber viver, em relação a todas as fases da vida.

Escritos da Bíblia ensinam que é bom que o homem não viva só e que viver em dupla significa ter alguem para apoio mútuo, pois se um cai, o outro ajuda a levantar.

Jesus, o Cristo de Deus, sobre o tema, disse que aos homens é impossível, mas a Deus todas as coisas são possíveis.

Eu encontrei meu relacionamento ideal, presente de Deus para mim, e quero continuar a construir e manter minha família com a ajuda de Deus. Aconselho aos que não tem, primeiro que busquem similaridade e afinidade com quem quer se relacionar e que, se não crerem que creiam, só um relacionamento a três, não bigamo, mas a três, entre o homem, a mulher e Deus, pode ser motivo de felicidade e a manutenção da família, unida, sem máculas, sem separações, instruída, una, feliz.




20 setembro 2012

Atrito

Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo. Provérbios 27:17


 Não há como fugir dele. Onde há relação humana verdadeira, sem falsidades para agradar o outro, há atrito. Não devemos confundir o atrito comum do dia a dia com a tormenta de algumas relações carentes de tratamento médico psiquiatrico. Assim, quando seres humanos, seja em casa, no trabalho, no ambiente familiar ou com os amigos se unem, a tendência é que ocorra, vez ou outra, o atrito. E como diz o livro de Provérbios, como o ferro com o ferro se aguça, se afia, assim afiamos o rosto de nossos amigos, e somos afiados.

Gosto de pensar em nós, seres humanos, como uma obra bruta, que vai sendo lapidada dia a dia por Deus, por nosso eu interior e pelas forças externas (sejam materiais ou imateriais). Assim, um dia seremos afiados, aguçados, melhor dizendo, estaremos aptos a ter uma vida mais coerente e temente a Deus, o Senhor de todas as coisas, Pai de Jesus Cristo, para mim o Filho de Deus que veio a Terra para nos salvar.

03 setembro 2012

Feeling

Sempre que penso em Jesus, vejo um cara normal, amigável, bacana, palpável.

Sim, para mim ele é o Cristo, melhor dizendo, a cara que devo ter, a teoria que devo defender, a pessoa com quem devo andar, o mestre com quem devo aprender, o homem que eu devo ser, a palavra que eu devo ler, o foco que devo perseguir, o caminho que devo andar, a voz que devo falar, o ouvido que devo ouvir, o ensinamento que devo ensinar.

Dois mil anos são suficientes para nos distanciar dele ou, ainda, nos aproximar dele e pior (ou melhor), ao mesmo tempo.

Minha oração é para que eu e você (digo, eu e eu mesmo), não se desvie (emos) dessas palavras.

18 abril 2012

Deve-se seguir sempre o caminho que conduz ao mais alto

Seguir o caminho implica em escolha.

Escolher o caminho implica em opções possíveis.

Ter opções possíveis implica em jamais conseguir trilhar todas as opções possíveis.

Penso que os dias atuais querem nos afastar de nós mesmos. Gostei de um texto que diz que o direito à intimidade consiste em se ter, consigo mesmo e no seu âmbito interior e mais restrito, relacionamento.

Afastando-nos de nós mesmos, tenho começado a perceber, perdermos a identidade, tornar-mo-nos como os outros, no mesmo rumo, incorrendo nos mesmos muitos erros e poucos acertos, com raras vice-versas.

Deus, o Pai, nos conceda sabedoria, que vem lá do alto, para vivermos não somente em comunidade, mas conosco mesmos, concomitantemente.

Sobre o caminho? Escolha.