05 maio 2007

Casamento *

Certa feita, dois amigos conversavam:

- Amigo, estou apaixonado. Encontrei a mulher da minha vida. E irei casar-me com ela.

- Meu amigo, por acaso já leste o Código Civil?

- Não!

- Se ler, verás que o casamento é uma instituição falida. E com certeza absoluta abdicarás disto que disse.

Ao passo que pensativo, respondeu:

- Não amigo, não é o casamento que é uma instituição falida, mas sim o próprio homem. O homem sempre imputa aos outros seus próprios erros e com isso sua falência. O casamento é uma ótima instituição, ao contrário do homem, que falho, já está fadado ao fracasso.


*(autor desconhecido)

Um comentário:

Lou Mello disse...

Ao usar a palavra casamento evocamos várias coisas. O casamento no cartório é, na verdade, o celebrar de um contrato entre duas partes, como qualquer outro. Os tribunais estão entupidos de ações cuja finalidade é resolver os desacordos gerados por esses contratos. Por esse motivo, os tribunais resolveram enviar o problema de volta aos cartórios. Uma espécie de: eles inventaram o problema, que o resolvam. Há o outro aspecto, quando duas pessoas se amam e, independentemente de um contrato assinado em cartório, se comprometem e assim vivem felizes para sempre. Parece que, nesse caso, precisa haver amor, um antigo e estranho sentimento que os seres humanos sentiam e nutriam, uns pelos outros.