24 agosto 2009

Ahá

Te peguei no flagra, com a mão na butija, na hora.

E não me espantei, apesar de não prever, que quando eu chegasse perto de você, isso iria acontecer.

E quando Paulo de Tarso iria de supresa a Corintos? E quando as cidades não tinham mais a presença do Nazareno?

A tentação, que é humana, e que tem livramento, falaria forte.

De modo tal, de jeito tanto, que um piscar de olhos em falso, remeteriam ao erro.

E se para cair é preciso estar em pé, não me venha com churumelas, me dizendo estar isento do isentável, estar livre do que se não pode evitar, erguendo esse nariz feio e essa voz que engana a muitos.

Queria te ver como eu queria me ver, ainda que em pé, ainda que caído, com humildade diante do Mestre, e o coração contrito.

Para essa querela, mesmo de calças curtas, só achei uma solução, temer a Deus em oração.

Levanta essa calça, guarda a botija no lugar, vamos caminhar até Emaús.

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