23 agosto 2009

E tudo se faria.

Eu queria escrever para todos lerem.

E desenhar canções, que extravazam as fronteiras do coração.

Encher barrigas vazias de comida boa e corações vazios do amor Divino.

Abraçando a cada um, independente do cheiro, sabor ou pudor.

E trazer as estrelas para mais perto de mim.

Desenhando as curvas do perfeito amor.

E ensinando que permanecem a fé, a esperança e o amor, que destes é o maior.

Traria as praias para o centro oeste, e o pantanal para o litoral.

Escrevendo todo dia, curando enfermidades, restaurando sonhos, abrigando desabrigados.

E na escrita ainda o sol voltaria a brilhar e as noites não seriam tão perigosas.

E E'le, o grande EU SOU O QUE SOU andaria conosco, todos os dias, visivelmente.

E eu escreveria algumas coisas diferentes, apagando uns ocorridos, consertando situações, alternando a história.

Mas não é assim que acontece, não foi assim que ocorreu, não há indícios de que a palavra escrita, que se fez carne, escreveu tudo, inclusive sua própria transgressão.

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