28 novembro 2007

Inutilidade - Prometeu

Na peça teatral de Ésquilo, intitulada Prometeu Acorrentado.

Prometeu desafiou a tirania de Zeus e tomou a ousadia de roubar do Olimpo o fogo monopolizado pelos deuses, trazendo-o para uso dos mortais.

Segundo a lenda, a audácia de Prometeu atraiu a ira de Zeus, que então lhe impôs como castigo ficar, por todo o sempre, acorrentado a uma montanha (Monte Cáucaso), onde um abutre diariamente devoraria partes de seu fígado, sem matá-lo, dada a capacidade regenerativa desse órgão.

O personagem "o Poder", encarregada de cobrar de Vulcano o cumprimento da condenação imposta por Zeus, constata, referindo-se a Prometeu: "[d]e que serve lamentar a sorte deste criminoso, uma vez que não há remédio possível para seu mal? Não te canses, pois, na busca de um socorro inútil".



Versão de Elza de Andrade, interpalco, 2005.

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