29 outubro 2007

Tempo

Quem não o observa é tragado por ele.

Ele tem se abreviado e logo chegará ao fim.

O sopro de vida dado ao homem não dura mais que cento e vinte anos.

Enquanto se lê, o relógio está andando.

Mais rápido que imaginamos.

A geração da figueira que o Mestre tanto disse pode ser a nossa.

Preocupamo-nos com tudo, menos com o fim dos tempos.

E se este fim estiver tão próximo, seremos pegos com as calças-curtas.

Pois enquanto humanos, estamos longe da real sociabilidade.

E como cristãos, nosso discurso, como sempre, anda bem farisaico.

Pregar algo é lindo e encantador.

Viver é que são elas.

Como dizia Cazuza, o tempo não para.

Logo, também não devemos parar.

O tempo é igual o bicho-papão, se correr ele te pega, se ficar ele te come.

Um comentário:

Lou Mello disse...

Continuo visitando seu blog, diariamente, com uma ou outra falha. Nem sempre posso comentar. Mas procuro as palavras pelo chão (como diria o Brabo) e, na maioria das vezes, não as encontro.