24 fevereiro 2007

Enterrando os Ossos

Para enterrar os ossos é preciso cavar.
Para cavar, é preciso ter pá, pois se for com a mão irá demorar um pouco mais.
Esquecendo-nos do que passou, temos que seguir em frente, fingindo que nada aconteceu e até negar se é que aconteceu, tipo, sei lá o que aconteceu.
A proposta cristã é de que Deus apaga as transgressões do pecador que crê nas misericórdias Divinas. Claro que aqui em um sentido genêrico, pois há várias correntes doutrinárias sobre tal.
O fator crença é um dos principais abraçados por Jesus, haja vista que sem a crença os milagres não poderiam ser realizados, a ex. de não poder realizá-los em sua terra, devido a incredulidade dos teus.
Além do mais, como tenho lido em O Evangelho Maltrapilho de Brennan Manning, Deus enviou seu filho a Terra afim de realizar uma inclusão social, a saber, grutenses, assassinos, cobradores de impostos, comilões, beberrões, prostitutas, mendigos e todo tipo de gente que não presta e não vale nada, a partir de então seriam chamadas para sentar à mesa Divina e comer com o Pai.
Ou melhor dizendo, se cressem, seria dado a eles o poder de serem chamados filhos de Deus.
Não sei bem que poder é esse, meus conceitos de poder são limitados a Marvel D.C. em personagens como Homem Aranha e Quarteto Fantástico. Fora isso não sei o que é poder, senão o sobrenatural.
Bem, se é para crer, vamos crer, mesmo sem ver, pois se para crer não é preciso ver logo temos que crer mesmo sem ver.
Crer em que?
Que Jesus Nazareno é o filho de Deus, que ressuscitou ao terceiro dia, que veio para salvar pobres e imundos pecadores como eu e que no devido tempo Ele voltará.
Acerca da volta, há duas correntes, uma que virá buscar sua amada igreja santa e irrepreensível, a segunda, que irá buscar os mesmos "servem pra nada" que Jesus veio salvar há mais de dois mil anos atrás.
Acho que é por aí. Por agora, enterro os ossos do carnaval.

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