06 julho 2013

A estadia

Ela se iniciou tempos atrás. Como na casa de um parente querido, aconchegante, o tempo foi passando e a vontade de ir embora se esvaindo. Mas sabemos que toda estadia é temporária, não é domicílio, é estadia.

Com as situações dando certo ou errado ali estava. Era mais fácil quem dali não pertencia sair, diziam, que sair quem pertencia, de jeito ou outro, por isso ou aquilo.

Sabemos que poucos tem privilégios, talvez azar, de pertencer a mesma casa e ter as mesmas atividades por toda a vida. Os demais, como no caso concreto, permanecem períodos, curtos períodos, longos as vezes, estadias, pois a vida segue.

Que bom que segue, esvai-se o apego, fica o aprendizado, some a responsabilidade, fica a saudade.

Não deve ser bom voltar permanentemente, daria a impressão de caranguejo, andando para trás.

Caranguejo não anda para trás, anda de lado, mas dá essa impressão.

Para trás, somente olhar enche o coração, andar murcha a alma.

Triste fim, fim que nada, alegre começo, se assim Deus quiser.

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