02 julho 2013

Pensamentos necessários


Já questionei o motivo do joio crescer com o trigo, para que somente na hora da ceifa sejam separados e o primeiro seja morto no fogo. Não seria possível que fossem cortados na raiz, pois a poda de um faria o outro morrer.

O exercício da paciência através da tribulação resultará na plenitude da perseverança, eu sei. A verdade é que, como o ferro, somos forjados com fogo, para que sejamos seres humanos melhores. Pessoas com muitas facilidades de vida tendenciosamente lhes falta algo no interior do coração.

Penso muito sobre a ineficiência da nossa tentativa humana de não errar. Vez ou outra retornaremos ao erro, remontando ao ato de comer do fruto proibido, que traria o conhecimento do bem e do mal.

Nós nos manifestamos contra a corrupção, mas somos por natureza corruptos. Não toleramos a falta de recursos para a educação, mas jogamos lixo nas ruas. Queremos saúde de qualidade, mas ensinamos a agressividade aos nossos filhos, sob o pretexto de bem se defenderem. E por aí vai.

O que me anima é saber que aquele advogado que disse "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem" continua a dizer as mesmas palavras processo após processo, julgamento após julgamento. Palavras estas que ecoam pela eternidade.

Espero que no meu julgamento, meu advogado repita: "Pai, perdoa-lhe, ele não sabia o que fez". E se eu sabia, que diga "Meu sacrifício, na cruz, abrangeu sua vida, peço sua absolvição".
 


Nenhum comentário: