02 setembro 2009

O Cristo nosso de cada dia

Jesus Cristo tornou-se amuleto, símbolo de livramento e auxílio para horas imprevisíveis. O maior sistema capitalista dos tempos, o cristianismo e seus adeptos dissiparam nações e povos para catequizar os miseráveis pagãos.

Especificamente no Brasil, as misturas religiosas formam uma salada mista, em que um ou mais elementos de uma crença, estão inseridos em outra, ocasionando uma quebra de identidade, principalmente para com Deus, ou “seu deus”.

E quando Jesus, o Cristo, é lembrado na sociedade contemporânea, compete com as mais variadas “divindades”, tais como superstições, astrologia, cartomancia, espiritismo, umbanda, catolicismo ecumênico, crenças familiares, dentre outros.

O interessante, é que quando não compete, se mistura, formando assim pseudo-cristãos que consultam espíritos, comemoram o nascimento e ressurreição de Jesus, são festeiros em festas juninas, oferecedores de sacrifícios e despachos, tendo em suas casas imagens católicas e espíritas, bíblias evangélicas e até mesmo elementos do satanismo.

Não, não questiono a crença individual, tampouco a condeno, apenas constato a falta de identidade ante ao que crer, religiosamente falando.

Existem mais de duzentas teorias sobre o fim da vida, e não são poucos os que misturam tudo e aderem a todos os contratos de adesão possíveis.

Sou a favor do cristianismo bíblico, meu ponto de vista e convicção, e o meu Mestre, Nazareno, traz em seus ensinamentos, todas as hipóteses, repito, creio eu, aptas a me trazer vida, e vida e abundância.

A falta de identidade gera anonimato, ecumenismo, rituais desnecessários, alienação, falta de quem ensine, falta de quem aprenda.

Pretendo continuar a seguir a Jesus Cristo, que dentre as propostas que me foram apresentadas, afigura-me como a melhor das opções, não para ser amuleto, ou personal-jesus me livrando de todas as pedrinhas/obstáculos, mas sim para andar comigo, me ensinar a segui-lo, de modo a, nessa vida e na outra, amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo.

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