Antecipo meu coração na tutela do resultado
Sem fumaça de fogo nenhum e sem perigo de demorar a me ater
Aos vôos que vivo volto para mim na cadeira que segura meu alçar
É o tal do bolo de fubá que quando vou com a farinha a vó volta com ele pronto
Meus sonhos são prontos, tudo calculado e vivido, só não posso vivê-los
Viver o multiverso é aceitar que nada planejado far-se-á presente
A realidade não aceita o ensaio
Largar a realidade é viver o medo de lançar fora a raiz para virar nova semente lançada ao vento
Abraçar minha raiz é quase aceitar que a cadeira me abraça de um jeito que não vai largar
Posso arraigar-me, mas não deixarei de antecipar meu coração na tutela do resultado
Seja o que resta ou que me faz respirar
Prefiro voar e ver o rio de múltiplas variáveis me abraçar e me mostrar que o resultado sempre pode ser diferente
Seja o sonho abstrato, difuso, complexo, prolixo, ditatorial ou impossível
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