Ah, o tempo!
Ele tem sido generoso por aqui. Sinto falta de postar no blog, ser mais ativo na blogosfera, em que pese ainda ter a mesma característica (afinal, não se colhem uvas de espinheiros), de não ser tão profundo e prolixo quanto julgo que deveria ser.
Quando a gente vai crescendo (não se iluda, para algum lugar ainda se cresce), vai entendendo algumas coisas, ratificando a dúvida em outras, desconstruindo aquelas e continuando a errar nas mesmas.
Ainda leio os mesmos colegas da blogosfera, com menos intensidade e mais amor, sentindo muito por não ter afunilado mais as amizades e me alegrando por saber que não estou só em meus doidos pensamentos, principalmente acerca do Rabi Galileu e seus ensinamentos.
A cada dia deste século uma novidade aparece, uma responsabilidade quer te engolir e olhando para trás você apenas percebe que a história tende a se repetir, talvez se reformulando com algum esforço.
Tem dias que penso que a força da gravidade me remete a ser quem sou e ter o que tenho, mas há outros em que concluo ser o produto do meio, outros também em que me imagino sendo capitaneado pelo Divino, alguns em que luto pela mudança radical, bem como outros a que nem quero saber.
A vida é assim, curta e longa, feliz e triste, completa e incompleta e bem aventurado aquele a quem o Filho do Homem, o Senhor até do sábado (quanto mais dos outros dias), libertar, este será verdadeiramente livre!
18 fevereiro 2014
09 setembro 2013
MUDANÇAS - Observância dos princípios constitucionais
As manifestações atuais
ocorrentes nas mais diversas cidades do Brasil não podem passar despercebidas
pela Administração Pública, seja Federal, Estadual e Municipal, melhor dizendo,
pelo Poder Executivo. Parece, e disto a mídia tem enfatizado, que a necessidade
de reforma política passa apenas pelo Poder Legislativo, com medidas de mudança
do ordenamento jurídico, seja na aprovação de políticas públicas até então
engavetadas, ou na transparência do modo de legislar, com adoção de mecanismos
mais claros, como o voto aberto para cassação de seus pares, vide caso do Sr.
Natan Donadon.
Desde o início da dicotomia
público-privado, mais desenvolvida com o capitalismo, em que ficou separado o
conceito e papel do Poder Público face as atividades mercantis/negociais da
sociedade, em que aquele sempre teve supremacia ante este, há uma tendência de
se fortalecer a esfera pública com métodos diferenciados da esfera privada.
O Estado, aqui dividido conforme
pensamento de Montesquieu entre Poder Executivo, Legislativo e Judiciário,
possui patrimônio e renda próprios, além da primazia sobre a esfera privada,
com a possibilidade de medidas coercitivas e regulatórias das relações firmadas
entre os cidadãos.
E muito se tem mudado no decorrer
da história. Os sociólogos, filósofos, juristas e demais pensadores, como
humanos que são, não firmaram, e nem poderiam, uma teoria única, nem tão pouco
perfeita sobre o funcionamento do Estado e o modo com que age face ao povo.
As vítimas maiores da
insatisfação popular, sempre foram os governantes, os ditos 'soberanos',
titulares do Poder Executivo, sendo que no Brasil tais insatisfações são claras
na memória, nas pessoas de Getúlio Vargas e Fernando Collor, ainda mais em
relação ao regime ditatorial militar. Hoje, os maiores alvos de nossa
insatisfação são os membros do Legislativo, com exceção de Estados como o Rio
de Janeiro, onde reclamam invariavelmente do Governador Sérgio Cabral.
E o Poder Executivo, que deve
cumprir, dentre outros, com os princípios matrizes constitucionais previstos no
artigo 37, caput, da Constituição da República de 1988, quais sejam,
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, parece que
colocou no bolso estas regras, para não cumpri-las, ou, ainda, para fingir que
cumpre, de modo a nos ludibriar.
E não são poucos os casos de
mitigação dos princípios citados, como da legalidade, com a emissão de Decretos
Autônomos Inconstitucionais; com a impessoalidade, na seleção dos chamados
“amigos do rei” em facilitações ocorridas em licitações ainda arcaicas e
pessoais, como a Carta Convite; no desvio de recursos públicos e demais medidas
imorais e improbas, feitas por debaixo dos panos; na ausência de publicidade, o
que enfraquece até os órgãos de controle; e pior, na até hoje não regulamentada
eficiência, o que culmina em execução de serviços públicos e em servidores
ineficientes, por não haver regras objetivas seja na seleção e verificação de
perfil dos servidores públicos, seja na ausência de fiscalização e controle de
obras e políticas públicas.
É característica do servidor
público não se incomodar com os maus gestores, patrões temporários eleitos pelo
povo e/ou indicados por estes. A estabilidade, como o nome diz, traz ao
servidor público o conformismo, a necessidade de não se indispor com o que nem
é de sua conta, até pelo medo das existentes perseguições políticas, fato que
deve mudar.
É uma linha tênue, a necessidade
de o servidor público ter condutas éticas, sendo leal a instituição a que
servir, honrando e subordinando-se a sua chefia, submetendo-se aos órgãos de
controle e crivos sociais, sendo eficiente, impessoal e probo, face a
possibilidade de se negar a cometer atos estranhos a sua função, ilegais,
imorais e ímprobos, pela já dita perseguição. Muitos optam por não se indispor,
para não serem prejudicados.
O fato é que o desafio de mudar o
país, passa pelos três poderes constituídos, a que se dá ênfase ao Poder
Executivo, que é maestro do que ocorre neste país, é de responsabilidade não só
de quem faz as leis, mas também dos governantes atuais no cumprimento dos
princípios e normas constitucionais e legais.
Para tanto, somente com a mudança
do interior, do coração para fora, de pessoa por pessoa deste país, conseguiremos
obter êxito em uma sociedade mais livre, justa e solidária, objetivo
fundamental da República Federativa do Brasil (artigo 3o,
inciso I, CRFB).
04 setembro 2013
Conhecimento = Rir, detestar, deplorar?
Lendo a introdução do
livro “A verdade e as formas jurídicas”, de Foucault, achei
interessante o debate sobre o resultado do conhecimento e suas
nuances, no que pertine a ridere, lugere, detestari.
“Spinoza dizia que, se
quisermos compreender as coisas, se quisermos efetivamente
compreendê-las em sua natureza, em sua essência e portanto em sua
verdade, é necessário que nos abstenhamos de rir delas, de
deplorá-las ou de detestá-las.”
Foucault parafraseando
Nietzsche, em o livro Gaia Ciência,
disse que o mesmo não somente abominava o pensamento de Spinoza,
como o fato era o contrário, ou seja, o conhecimento e a
compreensão, por vezes sinônimos, perpassam por um jogo e luta
desses três instintos, mecanismos, paixões.
Era
defendido que esses impulsos – rir, destestar e deplorar – são
ordens de más relações, pois ao se adquirir maiores conhecimentos,
afasta-se o objeto, seja se protegendo pelo riso, desvalorizá-lo
pela deploração ou afastá-lo ou destruí-lo pelo ódio.
Deste
modo, no conhecimento não há no conhecimento felicidade e amor, mas
ódio e hostilização, caracterizando um sistema precário de poder.
Conclui-se que a filosofia estaria longe de indicar o conhecimento,
devendo, os que o buscam, se aproximar dos políticos, compreendendo
as relações de luta e poder. - “na maneira como as coisas entre
si, os homens entre si se odeiam, lutam, procuram dominar uns aos
outros, querem exercer, uns sobre os outros, relações de poder –
que compreendemos em que consiste o conhecimento”.
Hoje,
dia 04 de setembro de 2013, ao ouvir na rádio Senado o debate sobre
o projeto de lei em que se
debatia a transparência dos doadores, sejam pessoas físicas ou
jurídicas, para campanhas eleitorais, me aproximei dos políticos para ouvi-los,
com suas falas de relação de poder, em sua maioria se negando a
querer declarar quem doa para que façam campanhas políticas, sob o
argumento de que tal fato se faz as escuras e se fosse as claras,
sequer dinheiro para campanha teriam. Fato é que a emenda proposta não fora acolhida.
Me
aproximei e logo quis me afastar, para bem longe. Prefiro continuar
crendo que o conhecimento vem do alto, do Pai das Luzes, em quem não
há sombra de variação alguma e que concede o conhecimento a quem quiser, bastando pedir.
30 agosto 2013
Reprovados
Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados! (1 coríntios 13:5)
O ato de refletir e examinar a nós mesmos é o mais sensato. Somos seres morais e nascemos com a noção de certo e errado, ainda que o meio, a herança genética ou a natureza pecaminosa e malvada nos leve ao cometimento de atos ruins.
Ainda que tudo esteja bem, examinar e provar a si mesmo é medida necessária. Ouvi dizer que o ditado de que time em que está ganhando não se mexe é mito, pois se o que está perdendo está mudando para aprimorar-se, uma hora o que ganha vai começar a perder.
Um exemplo é o time do São Paulo, campeão brasileiro de futebol várias vezes e que agora está na lanterna do campeonato.
Meus pecados me levam a refletir, me examinar e provar, para que eu perceba, dia após dia, que Cristo Jesus, aquele que morreu na cruz para que Deus me perdoasse, esteja em mim.
Não quero ser reprovado, não quero ser um homem mal, não quero cair no caminho. Antes, quero ser aprovado, com aquele gostinho que temos ao sermos aprovados na escola e com aquele sentimento de que as férias estão chegando.
E se minhas notas não forem tão boas, torço para Jesus o Cristo me colocar na recuperação, me dando nova chance para aprovação.
Para isso, me provo, me examino e peço a Deus Pai Nosso, Santificado seja Teu Nome, que me perdoe as ofensas, que não me falte o pão, que venha a mim o Reino DEle, que seja feita a vontade DEle e que não me deixe cair em tentação, amém.
07 agosto 2013
Estado, Governo e Mercado
A atuação do Estado de Intervenção Mínima, pautada
inicialmente no liberalismo de Hobbes e Locke, se atinha a não intervenção nas
relações contratuais do homem, tais como os direitos de propriedade e
liberdade, sendo o mercado autorregulável, competindo ao Estado somente
assegurar a concorrência e impedimento a organização em cartéis, segundo a
teoria de Adam Smith. Nessa época, pouco se admitia a prestação de políticas
públicas sociais, destaque-se a Lei dos Pobres (poor law), inserida no século
XVI na Inglaterra, consistente em auxílio financeiro às pessoas pobres,
incapazes de gerir seu sustento, lei esta duramente criticada pelos pensadores
liberais, sob o argumento de que era contrária ao princípio da
autoindependência dos indivíduos em uma sociedade livre.
Com as mudanças nas sociedades capitalistas a partir do
final do século XIX e início do século XX, época do crescimento do capitalismo,
em que houve o enfraquecimento da liberdade econômica e contratual, os Estados
mudaram o foco do pêndulo das relações entre Estado e Mercado, inserindo
legislações protecionistas e regulatórias das relações mercantis.
Após o fim do ciclo do Estado de Bem-Estar Social, surgido
após a crise americana de 1929, na virada dos anos de 1970 para a década de 1980,
perdurando até os dias atuais, insurge-se o Estado Neoliberal, fruto da
Globalização, na mesma toada do Estado de Intervenção Mínima, cujas
características basilares são a necessidade de desregulamentação, privatizações
e abertura de mercados no âmbito internacional.
A diferença agora, no neoliberalismo, seria que os direitos
sociais conquistados no processo pós segunda guerra mundial e dissolução dos
Estados Totalitários, ditos socialistas, tais como o combate a pobreza e ao
desemprego, o direito a saúde, educação, formação profissional e dignidade da
pessoa humana, permaneceriam vigentes, mantendo-se na agenda estatal.
No Brasil, por exemplo, com o advento da chamada
Constituição Cidadã em 1988, seguindo a Teoria da Intervenção Mínima, o artigo
170 é claro ao afirmar que “a ordem econômica, fundada na valorização do
trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência
digna, conforme os ditames da justiça social”.
Ao intervir somente nas questões necessárias, ou seja,
minimamente, a qualidade de vida dos cidadãos se eleva, pois a estes, a nós, é
garantida a livre iniciativa, mas também a existência digna e a valorização do
trabalho humano.
Mais recentemente, quando o povo brasileiro foi às ruas
protestar pelos mais variados motivos democráticos possíveis, com o foco
principal na redução do aumento da tarifa de transporte público em São Paulo, o
Governo regulou mais uma situação de mercado, ocasião em que ontem, dia 05 de
agosto de 2013, a Presidente da República do Brasil sancionou o Estatuto da
Juventude – Lei Federal n. 12.852/2013, que proporciona políticas afirmativas
aos jovens, como a meia entrada em eventos culturais e nos transportes
coletivos. Isso reflete tanto a intervenção do Estado Brasileiro no domínio
econômico, que em regra vigora a livre iniciativa, mas também a preocupação
estatal em conceder qualidade de vida para a população brasileira, após o imenso
clamor social e visando reduzir as possibilidades de perda de votos nas
próximas eleições, frise-se.
25 julho 2013
Casório
Interessante pensar na vida. Ontem assistimos, esposa e eu, um filme brasileiro que consiste justamente no debate sobre a necessidade de amar, termos um par, alguém para compartilhar, ainda que por caminhos tortos, ainda que de modo precário, de se ter um final feliz.
Até quem quer ficar só, utiliza-se de artimanhas para ter alguém por perto. A fama do p.a. ou do "solteiro sim, sozinho nunca" é quase que repetidora horrorosamente por este país, que prioriza, desde a tenra educação inicial, o uso indiscriminado das vias sexuais.
Eu sou favorável a instituição familiar, pelo casamento, sua permanência estável pelos anos da vida, apesar de ser ciente das dificuldades apoiadas pela mídia e pela cultura apelativa a vida solteira e ao sexo fácil sem compromisso.
Então, a minha oração é para Deus nos ensine a andar em seus caminhos, mostrando-nos no dia a dia o quanto é mais importante amar, ter um par, se casar, ter alguém para compartilhar, durante todos os dias das nossas vidas (com um final feliz).
Até quem quer ficar só, utiliza-se de artimanhas para ter alguém por perto. A fama do p.a. ou do "solteiro sim, sozinho nunca" é quase que repetidora horrorosamente por este país, que prioriza, desde a tenra educação inicial, o uso indiscriminado das vias sexuais.
Eu sou favorável a instituição familiar, pelo casamento, sua permanência estável pelos anos da vida, apesar de ser ciente das dificuldades apoiadas pela mídia e pela cultura apelativa a vida solteira e ao sexo fácil sem compromisso.
Então, a minha oração é para Deus nos ensine a andar em seus caminhos, mostrando-nos no dia a dia o quanto é mais importante amar, ter um par, se casar, ter alguém para compartilhar, durante todos os dias das nossas vidas (com um final feliz).
21 julho 2013
Cantoria
Somos
seres afetos a musicalidade. Ela nos atrai, envolve e cerca. A música
também é tema terapêutico, chamada musicoterapia acho, pautada
historicamente, penso eu, no caso de Saul, então Rei de Israel, que era
atormentado por um espírito mau, mas achou no menino Davi um alívio,
quando este lhe tocava sua harpa, resultando no alívio do coração com a
saída de tal mau espírito lotado no então Monarca (1Samuel 16:23).
E a música é ligada a dança.
É interessante que até uma criança que nunca tenha ouvido uma música
sequer, se a ouve pela primeira vez, há de se balançar, como que
dançando.
E
música com a dança tem as suas mais variadas vertentes, desde a
religiosa até a promíscua. Varia de cultura em cultura, contudo, não
conheço etnia, país, região, tribo, que não seja ligada a musicalidade.
Diz-se, nas escrituras, que o chefe do setor de música no céu era o anjo Lúcifer, que decaiu com 1/3
dos demais anjos do céu (o vulgo demônio e seus asseclas). Mas também é
relatado que Deus gosta da música, tanto que o homem fora criado para
adorá-lo, com cânticos e louvores, inclusive.
A
música continua tão tentadora que é uma das formas mais disputadas para
a obtenção de fama e riquezas, ocasião em que emplacar uma única música
na mídia pode mudar a história de vida, socialmente falando, de
qualquer família.
O
dito popular diz que quem canta os males espanta, verdade que Saul
viveu, juntamente com milhares e milhares de pessoas, inclusive eu. Tá
certo que nem todas as vezes com a maior das qualidades musicais ou com
as letras mais puras e menos promíscuas, mas que espanta, espanta.
06 julho 2013
A estadia
Ela se iniciou tempos atrás. Como na casa de um parente querido, aconchegante, o tempo foi passando e a vontade de ir embora se esvaindo. Mas sabemos que toda estadia é temporária, não é domicílio, é estadia.
Com as situações dando certo ou errado ali estava. Era mais fácil quem dali não pertencia sair, diziam, que sair quem pertencia, de jeito ou outro, por isso ou aquilo.
Sabemos que poucos tem privilégios, talvez azar, de pertencer a mesma casa e ter as mesmas atividades por toda a vida. Os demais, como no caso concreto, permanecem períodos, curtos períodos, longos as vezes, estadias, pois a vida segue.
Que bom que segue, esvai-se o apego, fica o aprendizado, some a responsabilidade, fica a saudade.
Não deve ser bom voltar permanentemente, daria a impressão de caranguejo, andando para trás.
Caranguejo não anda para trás, anda de lado, mas dá essa impressão.
Para trás, somente olhar enche o coração, andar murcha a alma.
Triste fim, fim que nada, alegre começo, se assim Deus quiser.
02 julho 2013
Pensamentos necessários
Já questionei o motivo do joio crescer com o trigo, para que somente na hora da ceifa sejam separados e o primeiro seja morto no fogo. Não seria possível que fossem cortados na raiz, pois a poda de um faria o outro morrer.
O exercício da paciência através da tribulação resultará na plenitude da perseverança, eu sei. A verdade é que, como o ferro, somos forjados com fogo, para que sejamos seres humanos melhores. Pessoas com muitas facilidades de vida tendenciosamente lhes falta algo no interior do coração.
Penso muito sobre a ineficiência da nossa tentativa humana de não errar. Vez ou outra retornaremos ao erro, remontando ao ato de comer do fruto proibido, que traria o conhecimento do bem e do mal.
Nós nos manifestamos contra a corrupção, mas somos por natureza corruptos. Não toleramos a falta de recursos para a educação, mas jogamos lixo nas ruas. Queremos saúde de qualidade, mas ensinamos a agressividade aos nossos filhos, sob o pretexto de bem se defenderem. E por aí vai.
O que me anima é saber que aquele advogado que disse "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem" continua a dizer as mesmas palavras processo após processo, julgamento após julgamento. Palavras estas que ecoam pela eternidade.
Espero que no meu julgamento, meu advogado repita: "Pai, perdoa-lhe, ele não sabia o que fez". E se eu sabia, que diga "Meu sacrifício, na cruz, abrangeu sua vida, peço sua absolvição".
22 maio 2013
Nada pode me separar
Cedo ou tarde somos contrariados, perseguidos e até injustiçados. Ninguém é dono da verdade, exceto E'le, a pura verdade, que liberta, salva e cura.
Quando ocorre comigo, pelos mais variados motivos, confesso me abalar, mas jamais deixar de confiar em Deus, pai de Jesus, o Nazareno, Galileu, , Bom Pastor, Justo Juiz, que dá a todos conforme Sua Justa Medida.
Nosso mundo capitalista tende a nos devorar, somos criados para máquinas e não para a humanidade que em nós habita. A humanidade ainda existente em poucos tende em parte a barbárie e o outro lado a sedução do consumismo desenfreado.
Afinal, quem poderia me separar do amor de Deus? São muitos que tentam! O trânsito, stress, trabalho, patrão, subordinados, colegas do labor, finanças, estudos, sonhos, vizinhos, parentes.
Se de Deus, a maior pretensão daquele de baixo, não há possibilidade de separação, imagina das coisas tangíveis, daqui da terra intermediária.
Mas, como está escrito, todos os dias somos 'levados como ovelhas ao matadouro', ou seja, a morte nos espera dia a dia. E o texto continua, "e em todas essas coisas somos mais que vencedores, por Aquele que nos amou".
E como Ele nos amou!
E como Ele nos amou!
(inspiração extraída de Romanos 8)
23 abril 2013
A cruz
Símbolo de morte
Sinônimo de sofrimento
Estica o tempo
Detalhes maximizados
Finca-se no chão
Aponta ao céu
Abre os braços
Abaixa a cabeça
Junta as pernas
Relembra Deus
Visualiza Jesus
e logo fica vazia.
Sinônimo de sofrimento
Estica o tempo
Detalhes maximizados
Finca-se no chão
Aponta ao céu
Abre os braços
Abaixa a cabeça
Junta as pernas
Relembra Deus
Visualiza Jesus
e logo fica vazia.
02 abril 2013
Segurança Pública, antes e depois.*
O paradigma antigo de segurança pública era ligado ao antigo modo de governança, militarizada e altamente repressora, somente agia quando o crime ocorria e não raras vezes com truculência e práticas de tortura, ainda hoje alvo de notícias, como a de ontem, em que pediram a exoneração do Presidente da CBF, por ele ter apoiado, quando era Deputado Estadual, as práticas horripilantes da época da ditadura militar..
O modelo de segurança pública com cidadania consagra a necessidade de observância dos direitos humanos, prevenindo, através de ações qualificadoras, como a ampliação do acesso a informação a determinados nichos e desenvolvimento de atividades socializadoras e ressocializadoras, tais como o incentivo ao esporte e a cultura, destinado a adolescentes e jovens adultos, sem deixar de atuar de forma repressiva e qualificada nos crimes cometidos, mas nos termos da lei.
O modelo de segurança pública com cidadania consagra a necessidade de observância dos direitos humanos, prevenindo, através de ações qualificadoras, como a ampliação do acesso a informação a determinados nichos e desenvolvimento de atividades socializadoras e ressocializadoras, tais como o incentivo ao esporte e a cultura, destinado a adolescentes e jovens adultos, sem deixar de atuar de forma repressiva e qualificada nos crimes cometidos, mas nos termos da lei.
Para isso, o PRONASCI, criado para efetivar o SUSP, tem desenvolvido diversas ações, dentre as 94 previstas, para tanto capacitar e auxiliar os profissionais de segurança pública, quanto para também capacitar, auxiliar e amparar a população, principalmente nos setores mais fragilizados e propensos a determinadas condutas, dada a ausência do Estado nesses setores.
Infelizmente, ainda estamos no processo de desenvolvimento, e não raras vezes nos deparamos com uma polícia represssora e truculenta e também com a falta de atenção e cuidado que a população brasileira merece. Mas chegaremos lá, se juntos estivermos.
*Participação no Fórum do Curso Democracia Participativa, da SENASP/MJ.
20 março 2013
Democracia, políticas públicas e participação popular
Minha opinião em um fórum de um curso sobre democracia, políticas públicas e participação popular.
A democracia, que pode ser direta (plebiscito, referendo) ou indireta (voto), no Brasil está longe de ser bem efetivada. A grande massa ainda pende de conhecimento e não raras as vezes elegem representantes de má índole para representar-nos, claro que com as raríssimas exceções. Isso, sem contar no vergonhoso jeitinho brasileiro, em que nós, o próprio povo, fazemos ou incentivamos o errado, o ilícito, o imoral, também com as raríssimas exceções.
A política pública é uma das ferramentas existentes para resguardar alguns dos nossos direitos, mas neste país, de interesses e jogos políticos amesquinhados, são de pouco resultado. Fala-se muito e faz-se pouco. Como servidor público do setor de direitos humanos, sei das dificuldades em efetivar políticas públicas importantes, em defesa dos mais variados setores da sociedade. As maiores dificuldades são propriamente políticas, pois não gera voto ajudar ao famigerado e as minorias, só gera voto fazer estádio para a copa do mundo por exemplo.
Já a participação é a única forma real e verdadeira, ao meu ver, de termos um país mudado. Contudo, sobre a participação, percebo certa distância de minha geração da geração que culminou no impeachmeant do Collor, ou do fim da Ditadura Militar. Pouquíssimas manifestações e as que existem foram para lutar por direitos diretos, ou seja, não afetos a coletividade, mas aos seus próprios interessentes, a exemplo do acontecimento na UFMT.
Somos uma sociedade que marca quem mostra a cara para participar e lutar por uma democracia mais real e isso tira o incentivo de qualquer jovem em lutar por uma sociedade mais equilibrada e justa.
Coragem, tenhamos coragem, para quem sabe participarmos de mudanças positivas, efetivadas por políticas públicas que resultem em verdadeira democracia.
A política pública é uma das ferramentas existentes para resguardar alguns dos nossos direitos, mas neste país, de interesses e jogos políticos amesquinhados, são de pouco resultado. Fala-se muito e faz-se pouco. Como servidor público do setor de direitos humanos, sei das dificuldades em efetivar políticas públicas importantes, em defesa dos mais variados setores da sociedade. As maiores dificuldades são propriamente políticas, pois não gera voto ajudar ao famigerado e as minorias, só gera voto fazer estádio para a copa do mundo por exemplo.
Já a participação é a única forma real e verdadeira, ao meu ver, de termos um país mudado. Contudo, sobre a participação, percebo certa distância de minha geração da geração que culminou no impeachmeant do Collor, ou do fim da Ditadura Militar. Pouquíssimas manifestações e as que existem foram para lutar por direitos diretos, ou seja, não afetos a coletividade, mas aos seus próprios interessentes, a exemplo do acontecimento na UFMT.
Somos uma sociedade que marca quem mostra a cara para participar e lutar por uma democracia mais real e isso tira o incentivo de qualquer jovem em lutar por uma sociedade mais equilibrada e justa.
Coragem, tenhamos coragem, para quem sabe participarmos de mudanças positivas, efetivadas por políticas públicas que resultem em verdadeira democracia.
19 março 2013
Tome
Toma meu coração, ó Deus
Coração enganoso
Coração contrito
Coração preguiçoso
Coração perspicaz
Coração atrito
Coração mole
Coração duro
Coração criador
Coração criatura
Coração ególatra
Coração humilde
Coração tolo
Coração bobo
Coração pensador
Coração burro
Coração inteligente
Coração doente
Coração sadio
Tantos corações em um só.
Eu oro a Deus para que nada nem ninguem me separe do amor dE'le, manifestado em Jesus, o Cristo, sEu Filho, tampouco de sEu discipulado e de sEus caminhos, transformando meu coração, pela renovação de minha mente, através do Espírito Santo.
Coração enganoso
Coração contrito
Coração preguiçoso
Coração perspicaz
Coração atrito
Coração mole
Coração duro
Coração criador
Coração criatura
Coração ególatra
Coração humilde
Coração tolo
Coração bobo
Coração pensador
Coração burro
Coração inteligente
Coração doente
Coração sadio
Tantos corações em um só.
Eu oro a Deus para que nada nem ninguem me separe do amor dE'le, manifestado em Jesus, o Cristo, sEu Filho, tampouco de sEu discipulado e de sEus caminhos, transformando meu coração, pela renovação de minha mente, através do Espírito Santo.
08 março 2013
Planeje, mas vincule
Parafraseando uma passagem, planeje tudo o que pretende fazer, faça os mais mirabolantes planos, adote as mais inesperadas medidas, mas em tudo isso vincule o sucesso à soberana vontade de Deus, o Senhor de todas as coisas.
"Se o Senhor Deus quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" Tiago 4:15
"Se o Senhor Deus quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" Tiago 4:15
03 março 2013
Pessoas e porcos no fiel da balança
Pessoas e porcos no fiel da balança
Ricardo Gondim
Era uma vez, um vilarejo bem pequeno chamado Gadara. Gadara encontrava-se na fronteira entre dois países. Bastava atravessar a rua e do outro lado falavam uma língua esquisita. A comida na outra margem era diferente. Pessoas iam e vinham sem qualquer embaraço. O trânsito só facilitava as trocas comerciais. Numa convivência cordial, crianças desse fim-de-mundo cresciam bilingues e transculturais.
Certo dia, Jesus de Nazaré decidiu visitar esse povoado. Tomou um barco e viajou o dia inteiro. Cruzou o lago empurrado por uma brisa despretensiosa. Jesus mal esperava que a visita se mostrasse tão tumultuada. Logo que aportou, um lunático, possesso por uma legião de bichos-ruins, veio ao seu encontro.
O cidadão anônimo se encontrava em um estado deplorável. Nunca se soube qualquer informação sobre os familiares. Imundo, vivia em cemitérios. Ninguém jamais perguntou sobre traumas e feridas da sua adolescência. Ele possuía alguma tara? Como não se questionou a má sina do miserável, perdurava uma silente acomodação diante de sua decadência.
Espalharam-se versões alarmantes de que fora dotado com uma força descomunal. E isso era coisa de demônio. Depois de preso, reaparecia solto. Comentava-se que ele conseguia rebentar algemas, correntes, grilhões. Meninos e meninas aterrorizados recontavam a história, exagerando a fama do “Monstro dos sepulcros”. Nas madrugadas, muitos juravam ouvir gritos terríveis. Outros testemunhavam tê-lo visto se cortando com pedras.
Nada do que alastravam era real. Na verdade, o gadareno queria ser livre. Nunca atacara ninguém. Quando se mutilava, buscava apenas sua vida de volta. Porém, desesperado e impotente, não conseguia encontrá-la. Os impulsos autodestrutivos não passavam de desespero. O triste indigente só tentava arrancar de dentro da alma a degradação que o condenara ao submundo.
Jesus não evitou o estado deplorável e assustador do gadareno. Antes, procurou confrontar os demônios que o possuíam. Depois de um breve diálogo, Jesus permitiu que a legião de demônios se transferisse para uma vara de porcos que pastava nas redondezas. Demônios não distinguem pessoas, não respeitam lugares, não conhecem fronteiras. O Nazareno consentiu porque desejava que o doido encontrasse paz. Aconteceu que os porcos não toleraram a invasão e em completa exacerbação, jogaram-se em um precipício.
Conta-se que os que cuidavam dos porcos fugiram, apavorados. Depois que a estória tomou conta do lugar, muita gente se apressou para verificar o acontecido. Surpresa absoluta! Os que ousaram ir, afirmam terem visto o homem, outrora possesso por uma completa legião de demônios, assentado, vestido e em perfeito juízo.
A notícia correu. De boca em boca se comentava o sucedido tanto ao gadareno como aos porcos. O povo de Gadara decidiu então expulsar Jesus. Poucos protestaram. E não teve jeito, diante da violência, o Nazareno viu-se obrigado a ir embora.
A narrativa contém peculiaridades estranhas. Enquanto forças satânicas destruíam um ser humano, ninguém tomou qualquer providência para resgatá-lo. O Rotary não mobilizou empresários ricos; padres, pastores e rabinos aquietaram as congregações com boas explicações teológicas; políticos prometeram ações concretas no próximo ano fiscal; ONG alguma se formou. Complacência e conformismo participaram na destruição do pobre mendigo, acorrentado a forças maiores do que ele.
Ironicamente, no instante em que o vilarejo constatou prejuízo financeiro veio o imperativo de expulsar Jesus. Entre a saúde de um proscrito e o equilíbrio econômico da região, a maioria achou melhor não arriscar. “Subversivo”, “Inimigo do povo”, “Fora com Jesus”, o povo gritou.
Antes de partir, porém, Jesus deixou uma lição. Naquela comunidade judaica gananciosa por riqueza, (cuja cultura proibia tocar, criar ou comercializar porcos) as pessoas amavam porcos mais do que pessoas.
Gadara permanece metáfora do mundo. Ainda se amam porcos mais do que mulheres e homens. Passou a parecer natural que um cavalo de raça valha bem mais do que uma criança liberiana; um ancião palestino não ter a mesma importância que um poodle texano; vacas leiteiras sejam protegidas com mais denodo do que meninas vendidas no tráfico internacional do sexo.
Enquanto religiosos vociferam entusiasmados sermões, enquanto políticos se revezam em debates inúteis sobre o futuro da humanidade, enquanto banqueiros multiplicam lucros, pobres morrem antes de serem restituídos à vida. Porém, o clamor do Nazareno insiste: quem reconhece a dignidade deles? A história segue, e Jesus de Nazaré continua atrapalhando: ele considera uma alma mais valiosa do que o mundo inteiro e as nações mantêm a mesma predileção pelos porcos.
Soli Deo Gloria
04 fevereiro 2013
Não há sequer um
Não nos enganemos, diria eu. Não há um sequer que não tenha uma falha, um espinho na carne, uma tendência ao maligno.
Dinheiro, fama, poder, pornografia, ilicitudes, egoísmo, homicídios, agressões, roubos, corrupções são poucos dos adjetivos ruins em que vez ou outra, ainda que em um só ponto, seja você certinho ou não, ainda nesta vida, irá escorregar, se é que ainda não escorregou.
Sinto-me compelido a dizer que nos ensinam o incorreto, no que tange a conduta desviada. Não ensina-se que errar é humano, logo, todos estão sujeitos a tanto, mas sim que errar é condenável e quem o faz é passível das mais cruéis penalidades.
É certo que a semeadura é lei divina, colhe-se o que se planta. Também o é que todos erraram, exceto um, aquele que não experimentou o dolo e que dirigiu-se ao abate, como cordeiro mudo, por amor de todos nós.
Erraste? Peça perdão a quem lesou e ao Deus criador de toda a terra, que é misericordioso para os que a E'le se achegam.
Erraste? Peça perdão a quem lesou e ao Deus criador de toda a terra, que é misericordioso para os que a E'le se achegam.
Nossa pretensões, por vezes enganosas, tendem a nos cegar e ensurdecer do entendimento/procedimento correto. Valha-me Deus e Pai de meu Senhor Jesus Cristo, que eu enxergue com meus olhos e ouça com meus ouvidos.
27 novembro 2012
Critério invertido
Davi errou ao tomar Bateseba e mandar matar Urias. Ao ser questionado tempos depois pelo profeta Natã sobre um caso, de dois homens, um rico e um pobre, o rico tinha de tudo, ovelhas aos milhares. O pobre só tinha uma ovelha, que criara em sua casa, dando de comer do mesmo que dava aos seus filhos. Chegando uma visita importante para o rico, mandou matar a ovelha do pobre, ao invés de sacrificar uma de tuas milhares. Davi ao ouvir o caso disse que tal era digno de morte, e ainda tinha que restituir quatro vezes mais a ovelha perdida. Ao passo que Natã disse que o rico era ele mesmo, Davi, que agiu injustamente ao tomar a esposa de Urias.
Nossa natureza humana é contraditória!
Não é só Davi que condena terceiros e isenta a si!
Nós somos culpados de tal monta, não poucas as vezes, em que exacerbamos o correto, praticando a maldade, seja física, financeira, psicológica, ou de qualquer outro meio, para com outras pessoas, mas condenamos de morte quem age como agimos.
Somos crápulas, que coam camelos e engolem mosquitos.
Somos contraditórios, nosso senso de juízo é injusto.
Metemos o pau na política e na criminalidade, mas saímos por aí a cometer barbáries piores.
O que nos resta, senão a condenação?
Como Davi, podemos reconhecer: "Pequei contra o SENHOR". E de Natã podemos ouvir: "Também o SENHOR perdoou o teu pecado, não morrerás" (juízo este que o próprio Davi reputara como correto).
Mas, todo critério invertido, todo julgamento injusto, toda conduta tortuosa, tem sua consequência.
Para Davi, a perda do filho fruto de seu adultério.
Para nós???
(Deus, Jeová, Pai de Jesus Cristo, tenha misericórdia de nós!).
20 setembro 2012
Atrito
Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo.
Provérbios 27:17
Não há como fugir dele. Onde há relação humana verdadeira, sem falsidades para agradar o outro, há atrito. Não devemos confundir o atrito comum do dia a dia com a tormenta de algumas relações carentes de tratamento médico psiquiatrico. Assim, quando seres humanos, seja em casa, no trabalho, no ambiente familiar ou com os amigos se unem, a tendência é que ocorra, vez ou outra, o atrito. E como diz o livro de Provérbios, como o ferro com o ferro se aguça, se afia, assim afiamos o rosto de nossos amigos, e somos afiados.
Gosto de pensar em nós, seres humanos, como uma obra bruta, que vai sendo lapidada dia a dia por Deus, por nosso eu interior e pelas forças externas (sejam materiais ou imateriais). Assim, um dia seremos afiados, aguçados, melhor dizendo, estaremos aptos a ter uma vida mais coerente e temente a Deus, o Senhor de todas as coisas, Pai de Jesus Cristo, para mim o Filho de Deus que veio a Terra para nos salvar.
Não há como fugir dele. Onde há relação humana verdadeira, sem falsidades para agradar o outro, há atrito. Não devemos confundir o atrito comum do dia a dia com a tormenta de algumas relações carentes de tratamento médico psiquiatrico. Assim, quando seres humanos, seja em casa, no trabalho, no ambiente familiar ou com os amigos se unem, a tendência é que ocorra, vez ou outra, o atrito. E como diz o livro de Provérbios, como o ferro com o ferro se aguça, se afia, assim afiamos o rosto de nossos amigos, e somos afiados.
Gosto de pensar em nós, seres humanos, como uma obra bruta, que vai sendo lapidada dia a dia por Deus, por nosso eu interior e pelas forças externas (sejam materiais ou imateriais). Assim, um dia seremos afiados, aguçados, melhor dizendo, estaremos aptos a ter uma vida mais coerente e temente a Deus, o Senhor de todas as coisas, Pai de Jesus Cristo, para mim o Filho de Deus que veio a Terra para nos salvar.
03 setembro 2012
Feeling
Sempre que penso em Jesus, vejo um cara normal, amigável, bacana, palpável.
Sim, para mim ele é o Cristo, melhor dizendo, a cara que devo ter, a teoria que devo defender, a pessoa com quem devo andar, o mestre com quem devo aprender, o homem que eu devo ser, a palavra que eu devo ler, o foco que devo perseguir, o caminho que devo andar, a voz que devo falar, o ouvido que devo ouvir, o ensinamento que devo ensinar.
Dois mil anos são suficientes para nos distanciar dele ou, ainda, nos aproximar dele e pior (ou melhor), ao mesmo tempo.
Minha oração é para que eu e você (digo, eu e eu mesmo), não se desvie (emos) dessas palavras.
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