01 outubro 2018

A divisão de um povo

Diante de eleições o povo se divide.

Situação normal, não fossem as paixões que acometem os corações e traz a inimizade.

Quem ganhar vai ter mais da metade da população no seu encalço, entre perseguidores e oposição.

Mais de metade pois mais 30% nem votar vão e são contra política e políticos, somados aos perdedores.

A insatisfação governa nossos corações. A era digital nos individualiza e nos torna egoístas.

Seremos e continuaremos divididos, pois a história brasileira não é de um povo migrado de lugar, mas de uma miscelânea de culturas e povos, jamais uníssonos.

Salve-se quem puder, cada um preserve o seu, seriam jargões usuais para a sobrevivência de classes no país.

Não sei o que será de mim ou de nós. Acho eu que nada mudará de supetão, mas nessa humanidade, tudo é possível.

A divisão é inerente a nossa humanidade, humanidade que tem um nó de animalesca, sem dúvidas.

Portanto, seja de um lado do paralelepípedo ou de outro, o respeito é a melhor saída:

Eu não concordo, mas devo respeitar.

Eu não quero assim, mas devo respeitar quem quer.

A maioria venceu, devo respeitar a decisão da maioria.

A época das decisões unilaterais acabou, graças a Deus, que continuemos assim, divididos, porém com "um homem, um voto".

17 julho 2018

Digita direito

Ando sonhando com o método Stephen Hopkins de digitação por olhar. Sim, meus dedos agradeceriam, não sei se meus olhos míopes gostariam, mas é uma opção que almejo no futuro para meus dedos ainda digitadores.

Já percebo vacilos na força, principalmente diante dos teclados nada macios que andam vendendo. Sem contar que não andam na mesma medida da mente, tendo eu que retornar à correção vez ou outra.

Coisas de nossa humanidade capitalista/produtiva, gerar papel, para um dia eles virarem combustível.

16 julho 2018

O fato do querer

Não é possível, lícito, determinado ou determinável, eu querer sem querer o querer do querer.

Eu quero, diz o bebê em sua indecifrável linguagem da necessidade.

Eu quis, é verbo passado do futuro indisponível.

Eu ando querendo, é duplo modo de querer querendo, fingindo que permanecerei querendo.

Quando quero, não sei quero, pois não penso a fundo nisso.

Quando não quero, não insista, posso talvez querer, ou, ainda, enraivecer-me por não querer.

O querer tem suas facetas, seus retalhos.

Eu me confundo com meu querer, enquanto ser que quer e não quer.

Quando quero, esforço-me (quase nunca), para cumprimento do querer.

Quando não quero, apenas não quero.

E de querer em querer eu vou querendo, enquanto viver.

10 junho 2018

Ame ao outro, como a si

O amor ao próximo deve ser efetivado na régua do amor próprio.

Como amo alguém mais que a mim? Não seria saudável tal entrega, pois anular seu eu para o outro, por mais amoroso que pareça é tão ou mais doente quanto.

Quando me amo, me valorizo, me cuido, me curto, eu sinto que em mim - e misturado com a Divindade - sou único e completo.

A partir daí surge um amor maior, o amor que tenho por mim - é transbordado na mesma medida ao outro.

O amor próprio a princípio é egoísta, como quando a máscara de oxigênio cai e eu a coloco primeiro em mim.

Se eu não pensar em mim primeiro, como terei condições de pensar no outro?

Vindo a completude, tendo o oxigênio necessário em turbulências, aí posso eventualmente ajudar o próximo e amá-lo com minhas atitudes.

13 março 2018

A contabilidade inicial

Em meio a débitos e créditos, quando o débito aumenta o crédito diminui - esse é o ativo.

Se creditar diminui e diminuir debitar, aceitaremos o passivo.

A questão é se o saldo ativo menos passivo dará zero.

Se o Patrimônio Líquido envolve capital social e reservas, também engloba lucros acumulados.

Entender que o objeto da contabilidade é o patrimônio e a finalidade é fornecer informações é fácil.

Difícil seria a azienda, que é patrimônio e gestão.

Em meio a ativos circulantes de caixa, duplicatas a receber e estoques, corre por fora o ativo não circulante com investimentos (ações) e imobilizados (imóveis e móveis).

De passivo eu e todos brasileiros entendemos, fornecedores, salários a pagar, impostos a pagar, encargos a pagar, contas a pagas, empréstimos bancários, tudo a pagar.

A entidade diferenciando os patrimônios, a continuidade pressupondo a operação futura, a oportunidade mensurando componentes patrimoniais, o registro pelo valor original fala por si ao ser registrado quando da transação, a competência refere-se ao período correspondente com confrontação de receitas e despesas correlatas e a prudência - ah a prudência - sempre tem menor valor para o ativo e maior para o passivo quanto apresentem alternativas igualmente válidas.

E a vida nisso tudo? Corre como o vento, que nem dá tempo de contabilizar.