26 dezembro 2019
Porta da Frente
06 dezembro 2019
Compile
19 novembro 2019
Ostentação
14 novembro 2019
A dica
13 novembro 2019
12 novembro 2019
despesas de capital
despesas correntes
Retardado
Int. de Terceiro
É lá
07 outubro 2019
Ultrapassagem
É só olhar para perceber que o que se vê ultrapassa
É só pensar para perceber que o que se pensa ultrapassa
É só gesticular para perceber que o que se gesticula ultrapassa
É só sonhar para perceber que o que se sonha ultrapassa
É só lutar para perceber que o que se luta ultrapassa
É só isso, e ultrapassa
11 setembro 2019
Vocação
Não há divisão que o tenha esvaído
Não há nação que o tenha preferido
Não há dinheiro que o tenha atraído
Não há poder que o tenha seduzido
Não há lógica que o tenha abarcado
Não há egoísmo que o tenha afligido
Não há injustiça que o tenha alegrado
Não há doente que o tenha fechado
A vocação dEle foi amar, perdoar, bendizer, pacificar, sofrer
Como eu fiz, também façam
Como eu sofri, também sofram
Como eu não retribuí o mal, não retribuam
Como eu tive compaixão, tenham
Como eu caminhei em simplicidade e amor, andem
A vocação dEle é para libertar cativos de alma e anunciar o ano aceitável do Senhor, a transformação de vida, a fim de que se chamem carvalhos de justiça.
10 setembro 2019
Antecipação
Antecipo meu coração na tutela do resultado
Sem fumaça de fogo nenhum e sem perigo de demorar a me ater
Aos vôos que vivo volto para mim na cadeira que segura meu alçar
É o tal do bolo de fubá que quando vou com a farinha a vó volta com ele pronto
Meus sonhos são prontos, tudo calculado e vivido, só não posso vivê-los
Viver o multiverso é aceitar que nada planejado far-se-á presente
A realidade não aceita o ensaio
Largar a realidade é viver o medo de lançar fora a raiz para virar nova semente lançada ao vento
Abraçar minha raiz é quase aceitar que a cadeira me abraça de um jeito que não vai largar
Posso arraigar-me, mas não deixarei de antecipar meu coração na tutela do resultado
Seja o que resta ou que me faz respirar
Prefiro voar e ver o rio de múltiplas variáveis me abraçar e me mostrar que o resultado sempre pode ser diferente
Seja o sonho abstrato, difuso, complexo, prolixo, ditatorial ou impossível
08 setembro 2019
Quem perder a vida, ganha-la-á
Se acontecesse eu perderia-me.
As vezes eu queria, pois perder é ganhar, esvaziar-se é encher-se.
Os calos não deixam mãos e pés.
Cicatrizes ainda rasgam o tecido do corpo.
As vozes, ímpares que são, ainda ecoam nos meus ouvidos.
As peculiaridades ainda são lembradas.
Muitos cheiros ainda estão na mente e nariz.
As dúvidas dos tempos pretéritos lá ficaram, apesar de vivas e enfraquecidas.
As decisões nas encruzilhadas parece que trouxeram caminhos de paz.
O trem da vida continua nos trilhos, para os que vivem.
Aos que se foram, Deus e o Universo sabem o que ocorre.
Muitos desafios e decepções hão de vir.
Outras lembranças se formam e formarão.
Muitos caminhos me são proibidos. Alguns eu queria ter o código de entrada e uns poucos me deixam passar sem chave.
Haja força, haja perseverança!
Quem perde a vida por amor de mim, disse Jesus, ganha-la-á.
Talvez seja porque anulando-se, mediante um propósito no coração, você se esqueça dos pormenores, que por vezes damos importância sem que tenham.
Só sei que não sei esquecer.
07 setembro 2019
Independência a lá BR
Se Deus me ouvisse (o eu Brasil) um pouquinho, me dava
Um país para governar
Uma empresa para administrar
Um cargo pra me gabar
Um título para brilhar
Uma casa para organizar
Um carro para voar
Um amor para amar
Um cachorro para me brincar
Uma mega sena para gastar
Um futebol para extravazar
Uma cerveja para embriagar
Um biquíni para olhar
Uma vaga para estacionar
Um Netflix para sonhar
Uma globo para me informar
Um presidente para criticar
Um comediante para me esbaldar
Um político para rechaçar
Uma constituição para rabiscar
Um bandido para matar
Uma música para eu popstar
Um instrumento para tocar
Uma igreja para pastorear
Um ídolo para lustrar
Um partido político para queimar
Uma ideologia para viver
Um deus para me atender
06 setembro 2019
O choro que chorou
Agora já foi
Um dia não será
Ontem não foi
Hoje não é
A escolha escolheu
A escola ensinou
O papa mostrou
A série sonegou
O portão já fechou
A prova iniciou
O gabarito não saiu
O resultado aconteceu
A lista não previu
Ninguém nos chamou
Calçou não serviu
Trocou não combinou
Guardou não limpou
Podou não vingou
Cortou não sangrou
Será que doeu
Não sei, nem eu
18 julho 2019
Pensando aqui
Andar fora da manada implica em pensar e agir além do âmbito geral.
O usual é cheio de jargão e de conhecimentos de ouvir falar.
A fila te cega, te blinda e te leva para o mesmo triste fim de todos na toada que não vai além do passo de quem tá na sua frente.
Quem desenvolve seu cosmo, em si e para além do desconhecido, eleva sua alma para o caminho que poucos trilham.
E não importa se tem um final igual a manada, até porque o fim a ninguém foi dado o dom de conhecer, mas que seu caminho foi diferente.
24 junho 2019
Será que não pode
As convenções sociais limitam nosso agir e sentir. Eu quero agir diferente do que devo, logo devo reprimir meus atos em prol do bem comum. Eu sinto a dor que dá prazer pra uns e o prazer que dói aos outros, logo devo esvaziar-me de mim para me encher dos conceitos da sociedade dita organizada.
A liberdade arraigada na geração em que vivemos ainda sofre machadadas dos justos que se assentam nos altos escalões morais e sociais. Não foi sem dor que conquistamos esta liberdade, sempre escuto dos mais variados tipos de gente em suas escolhas específicas sobre como viver do seu jeito.
Não sem razão as propostas religiosas também são limitantes, no sentido de estipular ditames dentre os quais devo praticar ou ser para me caracterizar como tal e qual ser religioso.
Talvez pois nossa natureza tende ao infinito, ao ilimitado, ao incoerente, ao exacerbado, ao vergonhoso, ao embaraçado, ao desregrado.
Sabendo disso, os antigos decidiram no contrato social - evento que reuniu os mais antigos sábios do plano terrestre (quem sabe ) - que o homem e a mulher devem ter normas e procedimentos para a manutenção pacífica da vida humana em comunhão.
Então se é assim, ou me dobro ao sistema e vivo na constância da união estável da vida social, ou me rebelo e marginalizo meu eu quanto aos outros.
Sei que existem tal e qual tipo de gente. Creio ser possível a ambos serem felizes, nos respectivos jeitos e trejeitos. Fico a pensar no Nazareno, contraditório judeu, que enalteceu pecadores arrependidos e condenou fariseus perseguidores.
A conduta de aceitar, sendo quem qualquer coisa que eu escolho ser e viver, é medida justa de respeito e integração de todos para todos. Sim, acredito nos limites, mas apenas nos aplicáveis para condutas que lesem o outro.