24 junho 2019

Será que não pode

As convenções sociais limitam nosso agir e sentir. Eu quero agir diferente do que devo, logo devo reprimir meus atos em prol do bem comum. Eu sinto a dor que dá prazer pra uns e o prazer que dói aos outros, logo devo esvaziar-me de mim para me encher dos conceitos da sociedade dita organizada.

A liberdade arraigada na geração em que vivemos ainda sofre machadadas dos justos que se assentam nos altos escalões morais e sociais. Não foi sem dor que conquistamos esta liberdade, sempre escuto dos mais variados tipos de gente em suas escolhas específicas sobre como viver do seu jeito.

Não sem razão as propostas religiosas também são limitantes, no sentido de estipular ditames dentre os quais devo praticar ou ser para me caracterizar como tal e qual ser religioso.

Talvez pois nossa natureza tende ao infinito, ao ilimitado, ao incoerente, ao exacerbado, ao vergonhoso, ao embaraçado, ao desregrado.

Sabendo disso, os antigos decidiram no contrato social - evento que reuniu os mais antigos sábios do plano terrestre (quem sabe ) - que o homem e a mulher devem ter normas e procedimentos para a manutenção pacífica da vida humana em comunhão.

Então se é assim, ou me dobro ao sistema e vivo na constância da união estável da vida social, ou me rebelo e marginalizo meu eu quanto aos outros.

Sei que existem tal e qual tipo de gente. Creio ser possível a ambos serem felizes, nos respectivos jeitos e trejeitos. Fico a pensar no Nazareno, contraditório judeu, que enalteceu pecadores arrependidos e condenou fariseus perseguidores.

A conduta de aceitar, sendo quem qualquer coisa que eu escolho ser e viver, é medida justa de respeito e integração de todos para todos. Sim, acredito nos limites, mas apenas nos aplicáveis para condutas que lesem o outro.

Nenhum comentário: