01 outubro 2018

A divisão de um povo

Diante de eleições o povo se divide.

Situação normal, não fossem as paixões que acometem os corações e traz a inimizade.

Quem ganhar vai ter mais da metade da população no seu encalço, entre perseguidores e oposição.

Mais de metade pois mais 30% nem votar vão e são contra política e políticos, somados aos perdedores.

A insatisfação governa nossos corações. A era digital nos individualiza e nos torna egoístas.

Seremos e continuaremos divididos, pois a história brasileira não é de um povo migrado de lugar, mas de uma miscelânea de culturas e povos, jamais uníssonos.

Salve-se quem puder, cada um preserve o seu, seriam jargões usuais para a sobrevivência de classes no país.

Não sei o que será de mim ou de nós. Acho eu que nada mudará de supetão, mas nessa humanidade, tudo é possível.

A divisão é inerente a nossa humanidade, humanidade que tem um nó de animalesca, sem dúvidas.

Portanto, seja de um lado do paralelepípedo ou de outro, o respeito é a melhor saída:

Eu não concordo, mas devo respeitar.

Eu não quero assim, mas devo respeitar quem quer.

A maioria venceu, devo respeitar a decisão da maioria.

A época das decisões unilaterais acabou, graças a Deus, que continuemos assim, divididos, porém com "um homem, um voto".

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