Diante de eleições o povo se divide.
Situação normal, não fossem as paixões que acometem os corações e traz a inimizade.
Quem ganhar vai ter mais da metade da população no seu encalço, entre perseguidores e oposição.
Mais de metade pois mais 30% nem votar vão e são contra política e políticos, somados aos perdedores.
A insatisfação governa nossos corações. A era digital nos individualiza e nos torna egoístas.
Seremos e continuaremos divididos, pois a história brasileira não é de um povo migrado de lugar, mas de uma miscelânea de culturas e povos, jamais uníssonos.
Salve-se quem puder, cada um preserve o seu, seriam jargões usuais para a sobrevivência de classes no país.
Não sei o que será de mim ou de nós. Acho eu que nada mudará de supetão, mas nessa humanidade, tudo é possível.
A divisão é inerente a nossa humanidade, humanidade que tem um nó de animalesca, sem dúvidas.
Portanto, seja de um lado do paralelepípedo ou de outro, o respeito é a melhor saída:
Eu não concordo, mas devo respeitar.
Eu não quero assim, mas devo respeitar quem quer.
A maioria venceu, devo respeitar a decisão da maioria.
A época das decisões unilaterais acabou, graças a Deus, que continuemos assim, divididos, porém com "um homem, um voto".
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