Davi errou ao tomar Bateseba e mandar matar Urias. Ao ser questionado tempos depois pelo profeta Natã sobre um caso, de dois homens, um rico e um pobre, o rico tinha de tudo, ovelhas aos milhares. O pobre só tinha uma ovelha, que criara em sua casa, dando de comer do mesmo que dava aos seus filhos. Chegando uma visita importante para o rico, mandou matar a ovelha do pobre, ao invés de sacrificar uma de tuas milhares. Davi ao ouvir o caso disse que tal era digno de morte, e ainda tinha que restituir quatro vezes mais a ovelha perdida. Ao passo que Natã disse que o rico era ele mesmo, Davi, que agiu injustamente ao tomar a esposa de Urias.
Nossa natureza humana é contraditória!
Não é só Davi que condena terceiros e isenta a si!
Nós somos culpados de tal monta, não poucas as vezes, em que exacerbamos o correto, praticando a maldade, seja física, financeira, psicológica, ou de qualquer outro meio, para com outras pessoas, mas condenamos de morte quem age como agimos.
Somos crápulas, que coam camelos e engolem mosquitos.
Somos contraditórios, nosso senso de juízo é injusto.
Metemos o pau na política e na criminalidade, mas saímos por aí a cometer barbáries piores.
O que nos resta, senão a condenação?
Como Davi, podemos reconhecer: "Pequei contra o SENHOR". E de Natã podemos ouvir: "Também o SENHOR perdoou o teu pecado, não morrerás" (juízo este que o próprio Davi reputara como correto).
Mas, todo critério invertido, todo julgamento injusto, toda conduta tortuosa, tem sua consequência.
Para Davi, a perda do filho fruto de seu adultério.
Para nós???
(Deus, Jeová, Pai de Jesus Cristo, tenha misericórdia de nós!).
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