Nem sempre fica no meio.
11 setembro 2019
10 setembro 2019
Antecipação
Antecipo meu coração na tutela do resultado
Sem fumaça de fogo nenhum e sem perigo de demorar a me ater
Aos vôos que vivo volto para mim na cadeira que segura meu alçar
É o tal do bolo de fubá que quando vou com a farinha a vó volta com ele pronto
Meus sonhos são prontos, tudo calculado e vivido, só não posso vivê-los
Viver o multiverso é aceitar que nada planejado far-se-á presente
A realidade não aceita o ensaio
Largar a realidade é viver o medo de lançar fora a raiz para virar nova semente lançada ao vento
Abraçar minha raiz é quase aceitar que a cadeira me abraça de um jeito que não vai largar
Posso arraigar-me, mas não deixarei de antecipar meu coração na tutela do resultado
Seja o que resta ou que me faz respirar
Prefiro voar e ver o rio de múltiplas variáveis me abraçar e me mostrar que o resultado sempre pode ser diferente
Seja o sonho abstrato, difuso, complexo, prolixo, ditatorial ou impossível
08 setembro 2019
Quem perder a vida, ganha-la-á
Se acontecesse eu perderia-me.
As vezes eu queria, pois perder é ganhar, esvaziar-se é encher-se.
Os calos não deixam mãos e pés.
Cicatrizes ainda rasgam o tecido do corpo.
As vozes, ímpares que são, ainda ecoam nos meus ouvidos.
As peculiaridades ainda são lembradas.
Muitos cheiros ainda estão na mente e nariz.
As dúvidas dos tempos pretéritos lá ficaram, apesar de vivas e enfraquecidas.
As decisões nas encruzilhadas parece que trouxeram caminhos de paz.
O trem da vida continua nos trilhos, para os que vivem.
Aos que se foram, Deus e o Universo sabem o que ocorre.
Muitos desafios e decepções hão de vir.
Outras lembranças se formam e formarão.
Muitos caminhos me são proibidos. Alguns eu queria ter o código de entrada e uns poucos me deixam passar sem chave.
Haja força, haja perseverança!
Quem perde a vida por amor de mim, disse Jesus, ganha-la-á.
Talvez seja porque anulando-se, mediante um propósito no coração, você se esqueça dos pormenores, que por vezes damos importância sem que tenham.
Só sei que não sei esquecer.
07 setembro 2019
Independência a lá BR
Se Deus me ouvisse (o eu Brasil) um pouquinho, me dava
Um país para governar
Uma empresa para administrar
Um cargo pra me gabar
Um título para brilhar
Uma casa para organizar
Um carro para voar
Um amor para amar
Um cachorro para me brincar
Uma mega sena para gastar
Um futebol para extravazar
Uma cerveja para embriagar
Um biquíni para olhar
Uma vaga para estacionar
Um Netflix para sonhar
Uma globo para me informar
Um presidente para criticar
Um comediante para me esbaldar
Um político para rechaçar
Uma constituição para rabiscar
Um bandido para matar
Uma música para eu popstar
Um instrumento para tocar
Uma igreja para pastorear
Um ídolo para lustrar
Um partido político para queimar
Uma ideologia para viver
Um deus para me atender
06 setembro 2019
O choro que chorou
Agora já foi
Um dia não será
Ontem não foi
Hoje não é
A escolha escolheu
A escola ensinou
O papa mostrou
A série sonegou
O portão já fechou
A prova iniciou
O gabarito não saiu
O resultado aconteceu
A lista não previu
Ninguém nos chamou
Calçou não serviu
Trocou não combinou
Guardou não limpou
Podou não vingou
Cortou não sangrou
Será que doeu
Não sei, nem eu
18 julho 2019
Pensando aqui
Andar fora da manada implica em pensar e agir além do âmbito geral.
O usual é cheio de jargão e de conhecimentos de ouvir falar.
A fila te cega, te blinda e te leva para o mesmo triste fim de todos na toada que não vai além do passo de quem tá na sua frente.
Quem desenvolve seu cosmo, em si e para além do desconhecido, eleva sua alma para o caminho que poucos trilham.
E não importa se tem um final igual a manada, até porque o fim a ninguém foi dado o dom de conhecer, mas que seu caminho foi diferente.
24 junho 2019
Será que não pode
As convenções sociais limitam nosso agir e sentir. Eu quero agir diferente do que devo, logo devo reprimir meus atos em prol do bem comum. Eu sinto a dor que dá prazer pra uns e o prazer que dói aos outros, logo devo esvaziar-me de mim para me encher dos conceitos da sociedade dita organizada.
A liberdade arraigada na geração em que vivemos ainda sofre machadadas dos justos que se assentam nos altos escalões morais e sociais. Não foi sem dor que conquistamos esta liberdade, sempre escuto dos mais variados tipos de gente em suas escolhas específicas sobre como viver do seu jeito.
Não sem razão as propostas religiosas também são limitantes, no sentido de estipular ditames dentre os quais devo praticar ou ser para me caracterizar como tal e qual ser religioso.
Talvez pois nossa natureza tende ao infinito, ao ilimitado, ao incoerente, ao exacerbado, ao vergonhoso, ao embaraçado, ao desregrado.
Sabendo disso, os antigos decidiram no contrato social - evento que reuniu os mais antigos sábios do plano terrestre (quem sabe ) - que o homem e a mulher devem ter normas e procedimentos para a manutenção pacífica da vida humana em comunhão.
Então se é assim, ou me dobro ao sistema e vivo na constância da união estável da vida social, ou me rebelo e marginalizo meu eu quanto aos outros.
Sei que existem tal e qual tipo de gente. Creio ser possível a ambos serem felizes, nos respectivos jeitos e trejeitos. Fico a pensar no Nazareno, contraditório judeu, que enalteceu pecadores arrependidos e condenou fariseus perseguidores.
A conduta de aceitar, sendo quem qualquer coisa que eu escolho ser e viver, é medida justa de respeito e integração de todos para todos. Sim, acredito nos limites, mas apenas nos aplicáveis para condutas que lesem o outro.
01 outubro 2018
A divisão de um povo
Situação normal, não fossem as paixões que acometem os corações e traz a inimizade.
Quem ganhar vai ter mais da metade da população no seu encalço, entre perseguidores e oposição.
Mais de metade pois mais 30% nem votar vão e são contra política e políticos, somados aos perdedores.
A insatisfação governa nossos corações. A era digital nos individualiza e nos torna egoístas.
Seremos e continuaremos divididos, pois a história brasileira não é de um povo migrado de lugar, mas de uma miscelânea de culturas e povos, jamais uníssonos.
Salve-se quem puder, cada um preserve o seu, seriam jargões usuais para a sobrevivência de classes no país.
Não sei o que será de mim ou de nós. Acho eu que nada mudará de supetão, mas nessa humanidade, tudo é possível.
A divisão é inerente a nossa humanidade, humanidade que tem um nó de animalesca, sem dúvidas.
Portanto, seja de um lado do paralelepípedo ou de outro, o respeito é a melhor saída:
Eu não concordo, mas devo respeitar.
Eu não quero assim, mas devo respeitar quem quer.
A maioria venceu, devo respeitar a decisão da maioria.
A época das decisões unilaterais acabou, graças a Deus, que continuemos assim, divididos, porém com "um homem, um voto".
17 julho 2018
Digita direito
Já percebo vacilos na força, principalmente diante dos teclados nada macios que andam vendendo. Sem contar que não andam na mesma medida da mente, tendo eu que retornar à correção vez ou outra.
Coisas de nossa humanidade capitalista/produtiva, gerar papel, para um dia eles virarem combustível.
16 julho 2018
O fato do querer
Eu quero, diz o bebê em sua indecifrável linguagem da necessidade.
Eu quis, é verbo passado do futuro indisponível.
Eu ando querendo, é duplo modo de querer querendo, fingindo que permanecerei querendo.
Quando quero, não sei quero, pois não penso a fundo nisso.
Quando não quero, não insista, posso talvez querer, ou, ainda, enraivecer-me por não querer.
O querer tem suas facetas, seus retalhos.
Eu me confundo com meu querer, enquanto ser que quer e não quer.
Quando quero, esforço-me (quase nunca), para cumprimento do querer.
Quando não quero, apenas não quero.
E de querer em querer eu vou querendo, enquanto viver.
10 junho 2018
Ame ao outro, como a si
Como amo alguém mais que a mim? Não seria saudável tal entrega, pois anular seu eu para o outro, por mais amoroso que pareça é tão ou mais doente quanto.
Quando me amo, me valorizo, me cuido, me curto, eu sinto que em mim - e misturado com a Divindade - sou único e completo.
A partir daí surge um amor maior, o amor que tenho por mim - é transbordado na mesma medida ao outro.
O amor próprio a princípio é egoísta, como quando a máscara de oxigênio cai e eu a coloco primeiro em mim.
Se eu não pensar em mim primeiro, como terei condições de pensar no outro?
Vindo a completude, tendo o oxigênio necessário em turbulências, aí posso eventualmente ajudar o próximo e amá-lo com minhas atitudes.
13 março 2018
A contabilidade inicial
Se creditar diminui e diminuir debitar, aceitaremos o passivo.
A questão é se o saldo ativo menos passivo dará zero.
Se o Patrimônio Líquido envolve capital social e reservas, também engloba lucros acumulados.
Entender que o objeto da contabilidade é o patrimônio e a finalidade é fornecer informações é fácil.
Difícil seria a azienda, que é patrimônio e gestão.
Em meio a ativos circulantes de caixa, duplicatas a receber e estoques, corre por fora o ativo não circulante com investimentos (ações) e imobilizados (imóveis e móveis).
De passivo eu e todos brasileiros entendemos, fornecedores, salários a pagar, impostos a pagar, encargos a pagar, contas a pagas, empréstimos bancários, tudo a pagar.
A entidade diferenciando os patrimônios, a continuidade pressupondo a operação futura, a oportunidade mensurando componentes patrimoniais, o registro pelo valor original fala por si ao ser registrado quando da transação, a competência refere-se ao período correspondente com confrontação de receitas e despesas correlatas e a prudência - ah a prudência - sempre tem menor valor para o ativo e maior para o passivo quanto apresentem alternativas igualmente válidas.
E a vida nisso tudo? Corre como o vento, que nem dá tempo de contabilizar.
13 maio 2017
Sobrevivi (endo) comigo
14 dezembro 2016
O fim do 16
No próximo talvez nem meus netos.
Não terei mais 16 anos de idade.
A vida tem andado a passos:
Mais seguros, menos ansiosos.
Mais rentáveis, menos prejudiciais.
Mais lúcido, menos bambo.
Mais estruturado, menos remendado.
Mais pensado, menos impulsionado.
Mais sopesado, menos imediatista.
Mais alicerçado, menos ganancioso.
Mais família criada, menos amigos forjados.
2016 foi mais um ano, que se foi.
E com o passar dos anos, cada ano passa mais rápido, menos devagar.
Resta-nos, diz a música, saber viver.
Diariamente, agradeço a Deus por tudo, peço Sua vontade, o perdão dos meus pecados e torço para ser livre do mal.
06 outubro 2016
Nubladezas
24 agosto 2016
Em campanha
29 junho 2016
O terrorismo nosso de cada dia
E mais, somos gananciosos enquanto seres viventes. Territorialistas, eu diria. Como meu cachorro macho que mija em cada canto da casa onde coloca as patas e ainda na rua, por onde tiver urina, para deixar seu cheiro, sua marca, seu excremento, a fim de que os outros saibam que ele passou por ali e aquele espaço é seu.
O conceito de nação perpassa por isso, fechamos a cerca para dizer que aquele espaço de terra é nosso e de mais ninguém. Os ingleses, menos bobos dos humanos contemporâneos, já deliberaram pela saída de uma união continental, afinal, abrir as comportas para que outros se beneficiem do que eles plantaram, jamais.
18 maio 2016
Olha pra mim
09 fevereiro 2016
A festa pela crise
Os ânimos acirram, extravasam geral.
A bebida entorpece e a visão agradece.
O pênis endurece e as DSTs se apetece.
Ser moral é pequeno, o clima é quente.
Cada um no seu canto, se diverte ou não.
Religiosos se retiram, libertinos se atiram.
Em economia decadente, feriado nem se sente.
O preço das coisas aumenta, reinvidicar nem se tenta.
Viver é artigo de luxo, no país tropical.
Dever no débito é viver no crédito.
Pagar a conta no dia, quem diria.
Governo incentiva endividamento.
O contento é dever sem poder.
Pagar pra quê, em 5 anos a dívida prescreve.
O nome limpa e o ciclo renova.
Ouvir sermão, uma ova.
O ser humano é assim.
Precisam de mim, disse o Rabi.
Mas ajuntar como galinha os pintinhos.
Até E'le sabia que não podia.
Em meio à nossa desvairia.
Salve-se quem puder.
Se o crédito der.
AFINAL
É fácil discursar.
Difícil é viver.
Ainda mais corretamente.
E o que é correto,
Até isso se transforma.
E de pessoa em pessoa se disforma.
06 janeiro 2016
Trilhos
Guiam
Levam
Trazem
Unem
Separam
Seguem.
A decadência das manifestações de meu ser neste blog, ano a ano, não remetem à minha mudança de humor ou qualquer outra desculpa. Como as promessas de novo ano, prometo-me e comprometo-me a rabiscar só que não funciona bem na prática.
Com a economia tendente a esvaziar os empregos, reduzindo-os ao fim; com o capitalismo sujo de poucos ricos e todo o resto pobre; com a política seletiva e nada democrática que continuam a atender interesses burgueses; com a miserabilidade social, educacional e o retorno da guerra constante anterior ao Contrato Social; dentre outras nuances que no dia a dia do noticiário mundial se propaga, só penso nos ensinamentos dEle: