09 setembro 2013

MUDANÇAS - Observância dos princípios constitucionais




As manifestações atuais ocorrentes nas mais diversas cidades do Brasil não podem passar despercebidas pela Administração Pública, seja Federal, Estadual e Municipal, melhor dizendo, pelo Poder Executivo. Parece, e disto a mídia tem enfatizado, que a necessidade de reforma política passa apenas pelo Poder Legislativo, com medidas de mudança do ordenamento jurídico, seja na aprovação de políticas públicas até então engavetadas, ou na transparência do modo de legislar, com adoção de mecanismos mais claros, como o voto aberto para cassação de seus pares, vide caso do Sr. Natan Donadon.

Desde o início da dicotomia público-privado, mais desenvolvida com o capitalismo, em que ficou separado o conceito e papel do Poder Público face as atividades mercantis/negociais da sociedade, em que aquele sempre teve supremacia ante este, há uma tendência de se fortalecer a esfera pública com métodos diferenciados da esfera privada.

O Estado, aqui dividido conforme pensamento de Montesquieu entre Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, possui patrimônio e renda próprios, além da primazia sobre a esfera privada, com a possibilidade de medidas coercitivas e regulatórias das relações firmadas entre os cidadãos.

E muito se tem mudado no decorrer da história. Os sociólogos, filósofos, juristas e demais pensadores, como humanos que são, não firmaram, e nem poderiam, uma teoria única, nem tão pouco perfeita sobre o funcionamento do Estado e o modo com que age face ao povo.

As vítimas maiores da insatisfação popular, sempre foram os governantes, os ditos 'soberanos', titulares do Poder Executivo, sendo que no Brasil tais insatisfações são claras na memória, nas pessoas de Getúlio Vargas e Fernando Collor, ainda mais em relação ao regime ditatorial militar. Hoje, os maiores alvos de nossa insatisfação são os membros do Legislativo, com exceção de Estados como o Rio de Janeiro, onde reclamam invariavelmente do Governador Sérgio Cabral.

E o Poder Executivo, que deve cumprir, dentre outros, com os princípios matrizes constitucionais previstos no artigo 37, caput, da Constituição da República de 1988, quais sejam, legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, parece que colocou no bolso estas regras, para não cumpri-las, ou, ainda, para fingir que cumpre, de modo a nos ludibriar.

E não são poucos os casos de mitigação dos princípios citados, como da legalidade, com a emissão de Decretos Autônomos Inconstitucionais; com a impessoalidade, na seleção dos chamados “amigos do rei” em facilitações ocorridas em licitações ainda arcaicas e pessoais, como a Carta Convite; no desvio de recursos públicos e demais medidas imorais e improbas, feitas por debaixo dos panos; na ausência de publicidade, o que enfraquece até os órgãos de controle; e pior, na até hoje não regulamentada eficiência, o que culmina em execução de serviços públicos e em servidores ineficientes, por não haver regras objetivas seja na seleção e verificação de perfil dos servidores públicos, seja na ausência de fiscalização e controle de obras e políticas públicas.

É característica do servidor público não se incomodar com os maus gestores, patrões temporários eleitos pelo povo e/ou indicados por estes. A estabilidade, como o nome diz, traz ao servidor público o conformismo, a necessidade de não se indispor com o que nem é de sua conta, até pelo medo das existentes perseguições políticas, fato que deve mudar.

É uma linha tênue, a necessidade de o servidor público ter condutas éticas, sendo leal a instituição a que servir, honrando e subordinando-se a sua chefia, submetendo-se aos órgãos de controle e crivos sociais, sendo eficiente, impessoal e probo, face a possibilidade de se negar a cometer atos estranhos a sua função, ilegais, imorais e ímprobos, pela já dita perseguição. Muitos optam por não se indispor, para não serem prejudicados.

O fato é que o desafio de mudar o país, passa pelos três poderes constituídos, a que se dá ênfase ao Poder Executivo, que é maestro do que ocorre neste país, é de responsabilidade não só de quem faz as leis, mas também dos governantes atuais no cumprimento dos princípios e normas constitucionais e legais.

Para tanto, somente com a mudança do interior, do coração para fora, de pessoa por pessoa deste país, conseguiremos obter êxito em uma sociedade mais livre, justa e solidária, objetivo fundamental da República Federativa do Brasil (artigo 3o, inciso I, CRFB).

04 setembro 2013

Conhecimento = Rir, detestar, deplorar?

Lendo a introdução do livro “A verdade e as formas jurídicas”, de Foucault, achei interessante o debate sobre o resultado do conhecimento e suas nuances, no que pertine a ridere, lugere, detestari.

“Spinoza dizia que, se quisermos compreender as coisas, se quisermos efetivamente compreendê-las em sua natureza, em sua essência e portanto em sua verdade, é necessário que nos abstenhamos de rir delas, de deplorá-las ou de detestá-las.”

Foucault parafraseando Nietzsche, em o livro Gaia Ciência, disse que o mesmo não somente abominava o pensamento de Spinoza, como o fato era o contrário, ou seja, o conhecimento e a compreensão, por vezes sinônimos, perpassam por um jogo e luta desses três instintos, mecanismos, paixões.

Era defendido que esses impulsos – rir, destestar e deplorar – são ordens de más relações, pois ao se adquirir maiores conhecimentos, afasta-se o objeto, seja se protegendo pelo riso, desvalorizá-lo pela deploração ou afastá-lo ou destruí-lo pelo ódio.

Deste modo, no conhecimento não há no conhecimento felicidade e amor, mas ódio e hostilização, caracterizando um sistema precário de poder. Conclui-se que a filosofia estaria longe de indicar o conhecimento, devendo, os que o buscam, se aproximar dos políticos, compreendendo as relações de luta e poder. - “na maneira como as coisas entre si, os homens entre si se odeiam, lutam, procuram dominar uns aos outros, querem exercer, uns sobre os outros, relações de poder – que compreendemos em que consiste o conhecimento”.

Hoje, dia 04 de setembro de 2013, ao ouvir na rádio Senado o debate sobre o projeto de lei em que se debatia a transparência dos doadores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, para campanhas eleitorais, me aproximei dos políticos para ouvi-los, com suas falas de relação de poder, em sua maioria se negando a querer declarar quem doa para que façam campanhas políticas, sob o argumento de que tal fato se faz as escuras e se fosse as claras, sequer dinheiro para campanha teriam. Fato é que a emenda proposta não fora acolhida.


Me aproximei e logo quis me afastar, para bem longe. Prefiro continuar crendo que o conhecimento vem do alto, do Pai das Luzes, em quem não há sombra de variação alguma e que concede o conhecimento a quem quiser, bastando pedir.

30 agosto 2013

Reprovados

Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados! (1 coríntios 13:5)

O ato de refletir e examinar a nós mesmos é o mais sensato. Somos seres morais e nascemos com a noção de certo e errado, ainda que o meio, a herança genética ou a natureza pecaminosa e malvada nos leve ao cometimento de atos ruins.

Ainda que tudo esteja bem, examinar e provar a si mesmo é medida necessária. Ouvi dizer que o ditado de que time em que está ganhando não se mexe é mito, pois se o que está perdendo está mudando para aprimorar-se, uma hora o que ganha vai começar a perder.

Um exemplo é o time do São Paulo, campeão brasileiro de futebol várias vezes e que agora está na lanterna do campeonato. 

Meus pecados me levam a refletir, me examinar e provar, para que eu perceba, dia após dia, que Cristo Jesus, aquele que morreu na cruz para que Deus me perdoasse, esteja em mim.

Não quero ser reprovado, não quero ser um homem mal, não quero cair no caminho. Antes, quero ser aprovado, com aquele gostinho que temos ao sermos aprovados na escola e com aquele sentimento de que as férias estão chegando.

E se minhas notas não forem tão boas, torço para Jesus o Cristo me colocar na recuperação, me dando nova chance para aprovação.

Para isso, me provo, me examino e peço a Deus Pai Nosso, Santificado seja Teu Nome,  que me perdoe as ofensas, que não me falte o pão, que venha a mim o Reino DEle, que seja feita a vontade DEle e que não me deixe cair em tentação, amém.


07 agosto 2013

Estado, Governo e Mercado



A atuação do Estado de Intervenção Mínima, pautada inicialmente no liberalismo de Hobbes e Locke, se atinha a não intervenção nas relações contratuais do homem, tais como os direitos de propriedade e liberdade, sendo o mercado autorregulável, competindo ao Estado somente assegurar a concorrência e impedimento a organização em cartéis, segundo a teoria de Adam Smith. Nessa época, pouco se admitia a prestação de políticas públicas sociais, destaque-se a Lei dos Pobres (poor law), inserida no século XVI na Inglaterra, consistente em auxílio financeiro às pessoas pobres, incapazes de gerir seu sustento, lei esta duramente criticada pelos pensadores liberais, sob o argumento de que era contrária ao princípio da autoindependência dos indivíduos em uma sociedade livre.
Com as mudanças nas sociedades capitalistas a partir do final do século XIX e início do século XX, época do crescimento do capitalismo, em que houve o enfraquecimento da liberdade econômica e contratual, os Estados mudaram o foco do pêndulo das relações entre Estado e Mercado, inserindo legislações protecionistas e regulatórias das relações mercantis.
Após o fim do ciclo do Estado de Bem-Estar Social, surgido após a crise americana de 1929, na virada dos anos de 1970 para a década de 1980, perdurando até os dias atuais, insurge-se o Estado Neoliberal, fruto da Globalização, na mesma toada do Estado de Intervenção Mínima, cujas características basilares são a necessidade de desregulamentação, privatizações e abertura de mercados no âmbito internacional.
A diferença agora, no neoliberalismo, seria que os direitos sociais conquistados no processo pós segunda guerra mundial e dissolução dos Estados Totalitários, ditos socialistas, tais como o combate a pobreza e ao desemprego, o direito a saúde, educação, formação profissional e dignidade da pessoa humana, permaneceriam vigentes, mantendo-se na agenda estatal.
No Brasil, por exemplo, com o advento da chamada Constituição Cidadã em 1988, seguindo a Teoria da Intervenção Mínima, o artigo 170 é claro ao afirmar que “a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social”.
Ao intervir somente nas questões necessárias, ou seja, minimamente, a qualidade de vida dos cidadãos se eleva, pois a estes, a nós, é garantida a livre iniciativa, mas também a existência digna e a valorização do trabalho humano.
Mais recentemente, quando o povo brasileiro foi às ruas protestar pelos mais variados motivos democráticos possíveis, com o foco principal na redução do aumento da tarifa de transporte público em São Paulo, o Governo regulou mais uma situação de mercado, ocasião em que ontem, dia 05 de agosto de 2013, a Presidente da República do Brasil sancionou o Estatuto da Juventude – Lei Federal n. 12.852/2013, que proporciona políticas afirmativas aos jovens, como a meia entrada em eventos culturais e nos transportes coletivos. Isso reflete tanto a intervenção do Estado Brasileiro no domínio econômico, que em regra vigora a livre iniciativa, mas também a preocupação estatal em conceder qualidade de vida para a população brasileira, após o imenso clamor social e visando reduzir as possibilidades de perda de votos nas próximas eleições, frise-se.

25 julho 2013

Casório

Interessante pensar na vida. Ontem assistimos, esposa e eu, um filme brasileiro que consiste justamente no debate sobre a necessidade de amar, termos um par, alguém para compartilhar, ainda que por caminhos tortos, ainda que de modo precário, de se ter um final feliz.

Até quem quer ficar só, utiliza-se de artimanhas para ter alguém por perto. A fama do p.a. ou do "solteiro sim, sozinho nunca" é quase que repetidora horrorosamente por este país, que prioriza, desde a tenra educação inicial, o uso indiscriminado das vias sexuais.

Eu sou favorável a instituição familiar, pelo casamento, sua permanência estável pelos anos da vida, apesar de ser ciente das dificuldades apoiadas pela mídia e pela cultura apelativa a vida solteira e ao sexo fácil sem compromisso.

Então, a minha oração é para Deus nos ensine a andar em seus caminhos, mostrando-nos no dia a dia o quanto é mais importante amar, ter um par, se casar, ter alguém para compartilhar, durante todos os dias das nossas vidas (com um final feliz).

21 julho 2013

Cantoria

Somos seres afetos a musicalidade. Ela nos atrai, envolve e cerca. A música também é tema terapêutico, chamada musicoterapia acho, pautada historicamente, penso eu, no caso de Saul, então Rei de Israel, que era atormentado por um espírito mau, mas achou no menino Davi um alívio, quando este lhe tocava sua harpa, resultando no alívio do coração com a saída de tal mau espírito lotado no então Monarca (1Samuel 16:23).

 E a música é ligada a dança. É interessante que até uma criança que nunca tenha ouvido uma música sequer, se a ouve pela primeira vez, há de se balançar, como que dançando.

E música com a dança tem as suas mais variadas vertentes, desde a religiosa até a promíscua. Varia de cultura em cultura, contudo, não conheço etnia, país, região, tribo, que não seja ligada a musicalidade.

Diz-se, nas escrituras, que o chefe do setor de música no céu era o anjo Lúcifer, que decaiu com 1/3 dos demais anjos do céu (o vulgo demônio e seus asseclas). Mas também é relatado que Deus gosta da música, tanto que o homem fora criado para adorá-lo, com cânticos e louvores, inclusive.

A música continua tão tentadora que é uma das formas mais disputadas para a obtenção de fama e riquezas, ocasião em que emplacar uma única música na mídia pode mudar a história de vida, socialmente falando, de qualquer família.

O dito popular diz que quem canta os males espanta, verdade que Saul viveu, juntamente com milhares e milhares de pessoas, inclusive eu. Tá certo que nem todas as vezes com a maior das qualidades musicais ou com as letras mais puras e menos promíscuas, mas que espanta, espanta.

Minha oração é para que Deus nos ajude a viver plenamente, louvando-o, até o dia em que E'le nos chamará dessa para melhor.

06 julho 2013

A estadia

Ela se iniciou tempos atrás. Como na casa de um parente querido, aconchegante, o tempo foi passando e a vontade de ir embora se esvaindo. Mas sabemos que toda estadia é temporária, não é domicílio, é estadia.

Com as situações dando certo ou errado ali estava. Era mais fácil quem dali não pertencia sair, diziam, que sair quem pertencia, de jeito ou outro, por isso ou aquilo.

Sabemos que poucos tem privilégios, talvez azar, de pertencer a mesma casa e ter as mesmas atividades por toda a vida. Os demais, como no caso concreto, permanecem períodos, curtos períodos, longos as vezes, estadias, pois a vida segue.

Que bom que segue, esvai-se o apego, fica o aprendizado, some a responsabilidade, fica a saudade.

Não deve ser bom voltar permanentemente, daria a impressão de caranguejo, andando para trás.

Caranguejo não anda para trás, anda de lado, mas dá essa impressão.

Para trás, somente olhar enche o coração, andar murcha a alma.

Triste fim, fim que nada, alegre começo, se assim Deus quiser.

02 julho 2013

Pensamentos necessários


Já questionei o motivo do joio crescer com o trigo, para que somente na hora da ceifa sejam separados e o primeiro seja morto no fogo. Não seria possível que fossem cortados na raiz, pois a poda de um faria o outro morrer.

O exercício da paciência através da tribulação resultará na plenitude da perseverança, eu sei. A verdade é que, como o ferro, somos forjados com fogo, para que sejamos seres humanos melhores. Pessoas com muitas facilidades de vida tendenciosamente lhes falta algo no interior do coração.

Penso muito sobre a ineficiência da nossa tentativa humana de não errar. Vez ou outra retornaremos ao erro, remontando ao ato de comer do fruto proibido, que traria o conhecimento do bem e do mal.

Nós nos manifestamos contra a corrupção, mas somos por natureza corruptos. Não toleramos a falta de recursos para a educação, mas jogamos lixo nas ruas. Queremos saúde de qualidade, mas ensinamos a agressividade aos nossos filhos, sob o pretexto de bem se defenderem. E por aí vai.

O que me anima é saber que aquele advogado que disse "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem" continua a dizer as mesmas palavras processo após processo, julgamento após julgamento. Palavras estas que ecoam pela eternidade.

Espero que no meu julgamento, meu advogado repita: "Pai, perdoa-lhe, ele não sabia o que fez". E se eu sabia, que diga "Meu sacrifício, na cruz, abrangeu sua vida, peço sua absolvição".
 


22 maio 2013

Nada pode me separar

Cedo ou tarde somos contrariados, perseguidos e até injustiçados. Ninguém é dono da verdade, exceto E'le, a pura verdade, que liberta, salva e cura.

Quando ocorre comigo, pelos mais variados motivos, confesso me abalar, mas jamais deixar de confiar em Deus, pai de Jesus, o Nazareno, Galileu, , Bom Pastor, Justo Juiz, que dá a todos conforme Sua Justa Medida.

Nosso mundo capitalista tende a nos devorar, somos criados para máquinas e não para a humanidade que em nós habita. A humanidade ainda existente em poucos tende em parte a barbárie e o outro lado a sedução do consumismo desenfreado.

Afinal, quem poderia me separar do amor de Deus? São muitos que tentam! O trânsito, stress, trabalho, patrão, subordinados, colegas do labor, finanças, estudos, sonhos, vizinhos, parentes.

Se de Deus, a maior pretensão daquele de baixo, não há possibilidade de separação, imagina das coisas tangíveis, daqui da terra intermediária.

Mas, como está escrito, todos os dias somos 'levados como ovelhas ao matadouro', ou seja, a morte nos espera dia a dia. E o texto continua, "e em todas essas coisas somos mais que vencedores, por Aquele que nos amou".

E como Ele nos amou!

(inspiração extraída de Romanos 8)


23 abril 2013

A cruz

Símbolo de morte
Sinônimo de sofrimento
Estica o tempo
Detalhes maximizados
Finca-se no chão
Aponta ao céu
Abre os braços
Abaixa a cabeça
Junta as pernas

Relembra Deus
Visualiza Jesus
e logo fica vazia.

02 abril 2013

Segurança Pública, antes e depois.*

O paradigma antigo de segurança pública era ligado ao antigo modo de governança, militarizada e altamente repressora, somente agia quando o crime ocorria e não raras vezes com truculência e práticas de tortura, ainda hoje alvo de notícias, como a de ontem, em que pediram a exoneração do Presidente da CBF, por ele ter apoiado, quando era Deputado Estadual, as práticas horripilantes da época da ditadura militar..

O modelo de segurança pública com cidadania consagra a necessidade de observância dos direitos humanos, prevenindo, através de ações qualificadoras, como a ampliação do acesso a informação a determinados nichos e desenvolvimento de atividades socializadoras e ressocializadoras, tais como o incentivo ao esporte e a cultura, destinado a adolescentes e jovens adultos, sem deixar de atuar de forma repressiva e qualificada nos crimes cometidos, mas nos termos da lei.

Para isso, o PRONASCI, criado para efetivar o SUSP, tem desenvolvido diversas ações, dentre as 94 previstas, para tanto capacitar e auxiliar os profissionais de segurança pública, quanto para também capacitar, auxiliar e amparar a população, principalmente nos setores mais fragilizados e propensos a determinadas condutas, dada a ausência do Estado nesses setores.

Infelizmente, ainda estamos no processo de desenvolvimento, e não raras vezes nos deparamos com uma polícia represssora e truculenta e também com a falta de atenção e cuidado que a população brasileira merece. Mas chegaremos lá, se juntos estivermos.

*Participação no Fórum do Curso Democracia Participativa, da SENASP/MJ.

20 março 2013

Democracia, políticas públicas e participação popular

Minha opinião em um fórum de um curso sobre democracia, políticas públicas e participação popular.

A democracia, que pode ser direta (plebiscito, referendo) ou indireta (voto), no Brasil está longe de ser bem efetivada. A grande massa ainda pende de conhecimento e não raras as vezes elegem representantes de má índole para representar-nos, claro que com as raríssimas exceções. Isso, sem contar no vergonhoso jeitinho brasileiro, em que nós, o próprio povo, fazemos ou incentivamos o errado, o ilícito, o imoral, também com as raríssimas exceções.

A política pública é uma das ferramentas existentes para resguardar alguns dos nossos direitos, mas neste país, de interesses e jogos políticos amesquinhados, são de pouco resultado. Fala-se muito e faz-se pouco. Como servidor público do setor de direitos humanos, sei das dificuldades em efetivar políticas públicas importantes, em defesa dos mais variados setores da sociedade. As maiores dificuldades são propriamente políticas, pois não gera voto ajudar ao famigerado e as minorias, só gera voto fazer estádio para a copa do mundo por exemplo.

Já a participação é a única forma real e verdadeira, ao meu ver, de termos um país mudado. Contudo, sobre a participação, percebo certa distância de minha geração da geração que culminou no impeachmeant do Collor, ou do fim da Ditadura Militar. Pouquíssimas manifestações e as que existem foram para lutar por direitos diretos, ou seja, não afetos a coletividade, mas aos seus próprios interessentes, a exemplo do acontecimento na UFMT.

Somos uma sociedade que marca quem mostra a cara para participar e lutar por uma democracia mais real e isso tira o incentivo de qualquer jovem em lutar por uma sociedade mais equilibrada e justa.

Coragem, tenhamos coragem, para quem sabe participarmos de mudanças positivas, efetivadas por políticas públicas que resultem em verdadeira democracia.

19 março 2013

Tome

Toma meu coração, ó Deus

Coração enganoso
Coração contrito
Coração preguiçoso
Coração perspicaz
Coração atrito
Coração mole
Coração duro
Coração criador
Coração criatura
Coração ególatra
Coração humilde
Coração tolo
Coração bobo
Coração pensador
Coração burro
Coração inteligente
Coração doente
Coração sadio
 
Tantos corações em um só.

Eu oro a Deus para que nada nem ninguem me separe do amor dE'le, manifestado em Jesus, o Cristo, sEu Filho,  tampouco de sEu discipulado e de sEus caminhos, transformando meu coração, pela renovação de minha mente, através do Espírito Santo.

08 março 2013

Planeje, mas vincule

Parafraseando uma passagem, planeje tudo o que pretende fazer, faça os mais mirabolantes planos, adote as mais inesperadas medidas, mas em tudo isso vincule o sucesso à soberana vontade de Deus, o Senhor de todas as coisas.

"Se o Senhor Deus quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" Tiago 4:15

03 março 2013

Pessoas e porcos no fiel da balança


 Pessoas e porcos no fiel da balança
Ricardo Gondim

Era uma vez, um vilarejo bem pequeno chamado Gadara. Gadara encontrava-se na fronteira entre dois países. Bastava atravessar a rua e do outro lado falavam uma língua esquisita. A comida na outra margem era diferente. Pessoas iam e vinham sem qualquer embaraço. O trânsito só facilitava as trocas comerciais. Numa convivência cordial, crianças desse fim-de-mundo cresciam bilingues e transculturais.

Certo dia, Jesus de Nazaré decidiu visitar esse povoado. Tomou um barco e viajou o dia inteiro. Cruzou o lago empurrado por uma brisa despretensiosa. Jesus mal esperava que  a visita se mostrasse tão tumultuada. Logo que aportou, um lunático, possesso por uma legião de bichos-ruins, veio ao seu encontro.

O cidadão anônimo se encontrava em um estado deplorável. Nunca se soube qualquer informação sobre os familiares. Imundo, vivia em cemitérios. Ninguém jamais perguntou sobre traumas e feridas da sua adolescência. Ele possuía alguma tara?  Como não se questionou a má sina do miserável, perdurava uma silente acomodação diante de sua decadência.

Espalharam-se versões alarmantes de que fora dotado com uma força descomunal. E isso era coisa de demônio. Depois de preso, reaparecia solto. Comentava-se que ele conseguia rebentar algemas, correntes, grilhões. Meninos e meninas aterrorizados recontavam a história, exagerando a fama do “Monstro dos sepulcros”. Nas madrugadas, muitos juravam ouvir gritos terríveis. Outros testemunhavam tê-lo visto se cortando com pedras.

Nada do que alastravam era real. Na verdade, o gadareno queria ser livre. Nunca atacara ninguém. Quando se mutilava, buscava apenas sua vida de volta. Porém, desesperado e impotente, não conseguia encontrá-la. Os impulsos autodestrutivos não passavam de desespero. O triste indigente só tentava arrancar de dentro da alma a degradação que o condenara ao submundo.

Jesus não evitou o estado deplorável e assustador do gadareno. Antes, procurou confrontar os demônios que o possuíam. Depois de um breve diálogo, Jesus permitiu que a legião de demônios se transferisse para uma vara de porcos que pastava nas redondezas. Demônios não distinguem pessoas, não respeitam lugares, não conhecem fronteiras. O Nazareno consentiu porque desejava que o doido encontrasse paz. Aconteceu que os porcos não toleraram a invasão e em completa exacerbação, jogaram-se em um precipício.

Conta-se que os que cuidavam dos porcos fugiram, apavorados. Depois que a estória tomou conta do lugar, muita gente se apressou para verificar o acontecido. Surpresa absoluta! Os que ousaram ir, afirmam terem visto o homem, outrora possesso por uma completa legião de demônios, assentado, vestido e em perfeito juízo.

A notícia correu. De boca em boca se comentava o sucedido tanto ao gadareno como aos porcos. O povo de Gadara decidiu então expulsar Jesus. Poucos protestaram. E não teve jeito, diante da violência, o Nazareno viu-se obrigado a ir embora.

A narrativa contém peculiaridades estranhas. Enquanto forças satânicas destruíam um ser humano, ninguém tomou qualquer providência para resgatá-lo. O Rotary não mobilizou empresários ricos; padres, pastores e rabinos aquietaram as congregações com boas explicações teológicas; políticos prometeram ações concretas no próximo ano fiscal; ONG alguma se formou. Complacência e conformismo participaram na destruição do pobre mendigo, acorrentado a forças maiores do que ele.

Ironicamente, no instante em que o vilarejo constatou prejuízo financeiro veio o imperativo de expulsar Jesus. Entre a saúde de um proscrito e o equilíbrio econômico da região, a maioria achou melhor não arriscar. “Subversivo”, “Inimigo do povo”, “Fora com Jesus”, o povo gritou.

Antes de partir, porém, Jesus deixou uma lição. Naquela comunidade judaica gananciosa por riqueza, (cuja cultura proibia tocar, criar ou comercializar porcos) as pessoas amavam porcos mais do que pessoas.
Gadara permanece metáfora do mundo. Ainda se amam porcos mais do que mulheres e homens. Passou a parecer natural que um cavalo de raça valha bem mais do que uma criança liberiana; um ancião palestino não ter a mesma importância que um poodle texano; vacas leiteiras sejam protegidas com mais denodo do que meninas vendidas no tráfico internacional do sexo.

Enquanto religiosos vociferam entusiasmados sermões, enquanto políticos se revezam em debates inúteis sobre o futuro da humanidade, enquanto banqueiros multiplicam lucros, pobres morrem antes de serem restituídos à vida. Porém, o clamor do Nazareno insiste: quem reconhece a dignidade deles?  A história segue, e Jesus de Nazaré continua atrapalhando: ele considera uma alma mais valiosa do que o mundo inteiro e as nações mantêm a mesma predileção pelos porcos.

Soli Deo Gloria

04 fevereiro 2013

Não há sequer um

Não nos enganemos, diria eu. Não há um sequer que não tenha uma falha, um espinho na carne, uma tendência ao maligno.

Dinheiro, fama, poder, pornografia, ilicitudes, egoísmo, homicídios, agressões, roubos, corrupções são poucos dos adjetivos ruins em que vez ou outra, ainda que em um só ponto, seja você certinho ou não, ainda nesta vida, irá escorregar, se é que ainda não escorregou.

Sinto-me compelido a dizer que nos ensinam o incorreto, no que tange a conduta desviada. Não ensina-se que errar é humano, logo, todos estão sujeitos a tanto, mas sim que errar é condenável e quem o faz é passível das mais cruéis penalidades. 

É certo que a semeadura é lei divina, colhe-se o que se planta. Também o é que todos erraram, exceto um, aquele que não experimentou o dolo e que dirigiu-se ao abate, como cordeiro mudo, por amor de todos nós.

Erraste? Peça perdão a quem lesou e ao Deus criador de toda a terra, que é misericordioso para os que a E'le se achegam.

Nossa pretensões, por vezes enganosas, tendem a nos cegar e ensurdecer do entendimento/procedimento correto. Valha-me Deus e Pai de meu Senhor Jesus Cristo, que eu enxergue com meus olhos e ouça com meus ouvidos.



27 novembro 2012

Critério invertido

Davi errou ao tomar Bateseba e mandar matar Urias. Ao ser questionado tempos depois pelo profeta Natã sobre um caso, de dois homens, um rico e um pobre, o rico tinha de tudo, ovelhas aos milhares. O pobre só tinha uma ovelha, que criara em sua casa, dando de comer do mesmo que dava aos seus filhos. Chegando uma visita importante para o rico, mandou matar a ovelha do pobre, ao invés de sacrificar uma de tuas milhares. Davi ao ouvir o caso disse que tal era digno de morte, e ainda tinha que restituir quatro vezes mais a ovelha perdida. Ao passo que Natã disse que o rico era ele mesmo, Davi, que agiu injustamente ao tomar a esposa de Urias.

Nossa natureza humana é contraditória!

Não é só Davi que condena terceiros e isenta a si!

Nós somos culpados de tal monta, não poucas as vezes, em que exacerbamos o correto, praticando a maldade, seja física, financeira, psicológica, ou de qualquer outro meio, para com outras pessoas, mas condenamos de morte quem age como agimos.

Somos crápulas, que coam camelos e engolem mosquitos.

Somos contraditórios, nosso senso de juízo é injusto.

Metemos o pau na política e na criminalidade, mas saímos por aí a cometer barbáries piores.

O que nos resta, senão a condenação?

Como Davi, podemos reconhecer: "Pequei contra o SENHOR". E de Natã podemos ouvir: "Também o SENHOR perdoou o teu pecado, não morrerás" (juízo este que o próprio Davi reputara como correto).

Mas, todo critério invertido, todo julgamento injusto, toda conduta tortuosa, tem sua consequência.

Para Davi, a perda do filho fruto de seu adultério.

Para nós???

(Deus, Jeová, Pai de Jesus Cristo, tenha misericórdia de nós!).

20 setembro 2012

Atrito

Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo. Provérbios 27:17


 Não há como fugir dele. Onde há relação humana verdadeira, sem falsidades para agradar o outro, há atrito. Não devemos confundir o atrito comum do dia a dia com a tormenta de algumas relações carentes de tratamento médico psiquiatrico. Assim, quando seres humanos, seja em casa, no trabalho, no ambiente familiar ou com os amigos se unem, a tendência é que ocorra, vez ou outra, o atrito. E como diz o livro de Provérbios, como o ferro com o ferro se aguça, se afia, assim afiamos o rosto de nossos amigos, e somos afiados.

Gosto de pensar em nós, seres humanos, como uma obra bruta, que vai sendo lapidada dia a dia por Deus, por nosso eu interior e pelas forças externas (sejam materiais ou imateriais). Assim, um dia seremos afiados, aguçados, melhor dizendo, estaremos aptos a ter uma vida mais coerente e temente a Deus, o Senhor de todas as coisas, Pai de Jesus Cristo, para mim o Filho de Deus que veio a Terra para nos salvar.

03 setembro 2012

Feeling

Sempre que penso em Jesus, vejo um cara normal, amigável, bacana, palpável.

Sim, para mim ele é o Cristo, melhor dizendo, a cara que devo ter, a teoria que devo defender, a pessoa com quem devo andar, o mestre com quem devo aprender, o homem que eu devo ser, a palavra que eu devo ler, o foco que devo perseguir, o caminho que devo andar, a voz que devo falar, o ouvido que devo ouvir, o ensinamento que devo ensinar.

Dois mil anos são suficientes para nos distanciar dele ou, ainda, nos aproximar dele e pior (ou melhor), ao mesmo tempo.

Minha oração é para que eu e você (digo, eu e eu mesmo), não se desvie (emos) dessas palavras.

18 abril 2012

Deve-se seguir sempre o caminho que conduz ao mais alto

Seguir o caminho implica em escolha.

Escolher o caminho implica em opções possíveis.

Ter opções possíveis implica em jamais conseguir trilhar todas as opções possíveis.

Penso que os dias atuais querem nos afastar de nós mesmos. Gostei de um texto que diz que o direito à intimidade consiste em se ter, consigo mesmo e no seu âmbito interior e mais restrito, relacionamento.

Afastando-nos de nós mesmos, tenho começado a perceber, perdermos a identidade, tornar-mo-nos como os outros, no mesmo rumo, incorrendo nos mesmos muitos erros e poucos acertos, com raras vice-versas.

Deus, o Pai, nos conceda sabedoria, que vem lá do alto, para vivermos não somente em comunidade, mas conosco mesmos, concomitantemente.

Sobre o caminho? Escolha.

14 setembro 2011

Minuto de Sensatez

"Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam;
se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela."

Salmo 127:1


Que o Senhor Deus nos guarde e livre de todo o mal. (Amém)

10 janeiro 2011

Como um vapor

A vida é como o vapor ou ainda como nuvem passageira disse um homem do oriente há mais de dois mil anos atrás.

Vejo quem era eu via como adulto envelhecendo, os mais novos se tornando adultos, eu mesmo beirando o fim dos vinte e pouco.

Penso que não sabemos, salvo raras exceções, viver a vida aproveitando os recursos naturais e cumprindo nossa missão na terra, principalmente ao mesmo tempo.

O Rabi que nos ensinou a não encher os celeiros pois não dispomos de nossas almas, ou seja, não devemos ajuntar riquezas se não temos gestão sobre nossas vidas, deve ser mais visto e ouvido, para que alcancemos dE'le a misericórdia que lhe é inerente.

A vida é rápida, passageira, como um vapor, nuvem passageira.

Deste modo, espero que consigamos saber viver, como cantariam os Titãs.

07 dezembro 2010

Políticas e Gestão

Quando se age politicamente ante a Administração Pública, corre-se vários riscos.

A gestão das autoridades constituídas, por Deus diz a bíblia, sempre é questionada pela sociedade menos instruída, e também sempre com jargões e palavras de baixo calão.

Os que roubam o dinheiro público, assim como dizem os populares, ou se preferir os de 'colarinho branco' são outros que segundo o clamor social deveriam ser extirpados da face da terra, salvo, é claro, se houver para mim alguma benesse, fato este que iria contra a crucificação.

Na gestão pública, o uso devido dos gastos e a prestação de contas de modo transparente são metas a serem atingidas, muito embora no âmbito estatal a máquina administrativa brasileira ainda continuar engessada.

Temos, nós os brasileiros, contemplado (os que podem acompanhar, claro) os mutirões do CNJ - Conselho Nacional de Justiça, STJ - Superior Tribunal de Justiça, CNMP - Conselho Nacional do Ministério Público, órgãos estes que além das atividades jurídicas e judicantes, atuam como fiscalizadores dos órgãos e esferas do Poder Público.

Penso que o engessamento se deve a um Poder Executivo desfalcado, esquecido, com poucos servidores capacitados e comprometidos e um Poder Legislativo preguiçoso e inerte.

Nas políticas públicas, em minha míope visão, o modelo certo de gestão consiste primeiramente na elaboração de uma equipe técnica, sem a qual não se trabalha com qualidade, perpassando pela capacitação contínua dos servidores, por meio de cursos, simpósios e análises de perfil de competência e atribuição.

Não poderia ser tão difícil ser um membro do Poder Executivo ou Legislativo, o que de fato não o é, mas o que é difícil é ter o poder nas mãos e não usá-lo indevidamente ou ainda deixá-lo esvair-se em suas próprias mãos.

No Poder Judiciário, onde nem tudo sempre funciona também, há as mazelas levadas ao povo para solução de conflitos, o que não exime a magistratura da responsabilidade outorgada por Deus desde o livro de Juízes, em pacificar o planeta terra.

A política pode ser suja e desonesta, mas pode ser cortês e camarada, muito embora a população brasileira ainda não tenha sido agraciada em sua totalidade com o método político eficaz e honesto que tanto merecemos.

23 novembro 2010

Apelos

São tantas as campanhas apelativas que acabamos por ceder a várias.

Faça isso! Crie o seu! Faça o login! Compartilhe! Adquira! etc.

Isso sem contar nas demandas em que te incluem no negócio sem a tua própria anuência, o que de fato é ilegal e imoral.

Penso que ser político tem limites e estes não são respeitados.

Primeiro pelo simples motivo de que ninguém é igual a ninguém, de modo que se uns fazem uma coisa, não significa que outros devem seguir o mesmo rumo.

Depois, a consciência deve ser ouvida, o coração deve ser argüido e o sabor deve ser aprovado.

Não se pode ceder aos apelos constantemente. E dura coisa é não ceder aos apelos da vida!

Ser o chato, o que não participa e o que se recusa é privilégio de poucos e para poucas situações.






17 novembro 2010

É batata

Eu tento chegar primeiro e sinto o freio sendo puxado de alguma maneira.

Cabresto? Pode ser.

Ainda assim sou grato a Deus pela sua bondade e misericórdia.

08 novembro 2010

Quem ri por último, ri por último.

A concessão de benefícios sem a observância da isonomia, ou seja, o tratamento igualitário para os iguais e desigualitário para os desiguais nas medidas de suas desigualdades além de não ser boa, machucar e reprimir, faz-se perceber quem são os 'amigos do rei' e os meros desapercebidos.

Não, não é algo que acontece somente comigo! Vejo todos os dias pessoas sendo preteridas por outras de igual ou inferior capacidade e qualidade.

Observo milhões nas mesmas condições, mas o resultado, que é final, revela a realidade desigual de iguais, com favorecimentos por vezes ilícitos e poeiras e mais poeiras para debaixo dos tapetes da vida.

Dias atrás vieram me apresentar um caso, o camarada queria apenas o seu direito que vinha sendo procrastinado em detrimento dos demais mais bonitos (leia-se influentes).

Todos os poderes, em todas as esferas se deixam uns de lado quando outros ascendem aos mais altos postos. É o capitalismo, me diriam.

Penso ser mais a maldade em nossos corações que não permite que abracemos e abrangemos a todos, sem distinções, dentro do princípio isonômico.

E um homem, aparentemente feio e que andava com mendigos de rua, nos ensinou que não poderia ser assim.

19 outubro 2010

O (mau) caráter das pessoas

Dias atrás, via uma contestação judicial, fui taxado de agir com má-fé, safadeza, mentira.

Até pensei em responder, como fazia e gostaria de fazer, mas me calei.

Meu caráter, já formado segundo a ciência, é mais mau que bonzinho, muito embora eu ainda ache que em mim mesmo há muitas coisas (atitudes, conceitos, etc) boas.

Semanalmente vejo-me lendo Galátas 5, e a diferenciação dos frutos da carne e do espírito. Confesso que muito mais me sentido o Caju da Carne do que a Cereja do Espírito.

Naquele caso, penso (talvez por meu caráter corrompido) que agi corretamente, e que o nobre colega apenas enalteceu sua tese de defesa para tentar ludibriar o juiz. Verei na sentença, se um dia ela sair de lá, óbvio.

No mais permaneço eu, acreditando que acredito, tentando o impossível (salvar-me a mim mesmo). Quiçá um Galileu que uns dizem ser o deus desconhecido dos gregos me salve, se puder!

18 setembro 2010

Rusga

Rusga, para Cuiabá, é um acontecimento marcante. Consiste na revolução dos 'brasileiros cuiabanos' contra os 'portugueses bicudos'. Sobre o Brasil da época, as revoluções eram constantes, como farroupilha, baianada, dentre outros.
Em Cuiabá, outrora capital da Capitania de São Paulo sob o governo de Rodrigo Menezes, o ouro que era mais presente aqui na prainha (atual centro) do que nas Minas Gerais não existia mais. Os bicudos, assim chamados por ocasião de Manoel Bicudo portugues descobridor destas áreas, dominavam o comércio e a cuiabania reuniu-se e os matou. Cortaram suas orelhas e faziam colares como troféus.
A vergonha de uma cidade. O sangue derramado. Como limpar a violência de uma rua, um bairro, uma cidade, um Estado, uma Nação?
O segredo é individual. Não nos diferenciamos dos bicudos egoístas que dominavam o mercado cuiabano, tampouco dos cuiabanos assassinos de bicudos.
Somos assim, embuídos de toda espécie de maldade.
Muitos anos antes da rusga cuiabana, nasceu um menino em Nazaré na Galiléia. Ele se tornou um Mestre, mais a frente reconhecido como o Cristo - Enviado de Deus - que certa vez pregou em um monte:
'Se tomar um tapa na cara, ofereça a outra. Se for forçado a andar uma milha, ande duas. Se lhe roubarem a túnica, ofereça a capa'. Arriscava-se a dizer para todos ouvirem.
Nosso egoísmo não pode nos impedir de compartilhar com o próximo - todos - e nossa violência deve se transformar na mansidão e longanimidade da vida, para que quer vivamos quer morramos, sejamos homens e mulheres lembrados pela bondade e amor despreendido, e não pela violência e egoísmo da vida.
Não é fácil, ninguem disse que o seria. Vamos andar mais uma milha?

08 agosto 2010

O meu jeito de ser/ Dia dos pais

Sobre ser como eu sou, tenho várias considerações. Afinal, eu me conheço mais que todos, até do que eu mesmo. Papo maluco? Não. É só a consciência de que tendo meu jeito me diferencio dos demais, torno ímpar um mundo de pares e singularizo o plural das idéias.

Como todo ser humano, fruto da criação Divina e embuído da semelhança do Papai do céu misturado com o pecado fruto da carne, tenho qualidades e defeitos, mais um que outro, por vezes.

Assim, como um Rabi de Nazaré que fez discípulos pescadores de homens, não sou unânimidade em várias rodas de vários assuntos e estórias. Agrado uns, odiado por todos (ops, outros!) tenho por mim que o segredo da vida é buscar uma vida simples, justa, fiel, amável, temperante e mansa.

Ah, a mansidão. Ela é fruto do Espírito (de Deus) e creio ser virtude vinda dos céus, para quem pede, ou quem luta por ela. Não rechaçar o inimigo, não revidar a ofensa, não desferir golpes no algoz são poucas situações que merecem nossa atenção especial, principalmente em nosso mundo em que o normal é lutar, brigar, ferir.

Enquanto busco esse modo de viver 'simples' que com certeza estou longe da plenitude (bom resultado) resta-me finalizar o dia dos pais, data comercial, com a lição de que (para mim) ser pai é morrer pelo filho, como Deus deve ter morrido por Jesus, ou vice-versa.

14 julho 2010

Mea maxima culpa.

Sobre os últimos acontecimentos, desde futebol, vazamentos de óleo no mar, conflitos entre países e violência contra a mulher, chego a algumas conclusões, varíaveis talvez, que a culpa de tudo é de todos, digo, nossa.

É nossa culpa a desigualdade social, pensamos em trabalhar pouco, acumular muito, ajudar nada, gastar com carros, imóveis e mulheres. E as mulheres, pensam em operações plásticas e homens ricos, nada mais.

É nossa culpa a violência que homens e mulheres sofrem dia a dia, veiculamos com veemência no jornal os casos chocantes e nada fazemos por isso.

É nossa culpa o analfabetismo e grosseria social, não se ensina nem aos próprios filhos bons modos e disciplina para estudos, quanto mais aos filhos alheios.

É nossa culpa a culpa que carregamos no peito, culpa esta que é facilmente comprada com conforto, tranquilidade, orações bonitas e ajuntamentos encharcados de música e palavras de incentivo.

É minha culpa. É sua culpa.

E, pelo visto, continuaremos sem fazer nada. E disso, virá o juízo sobre nossas almas.

02 maio 2010

Poder de Deus

Quero compartilhar momentos sobre o poder sob uma enfoque da vida de Jesus o Cristo, da Galiléia.

Também auto-intitulado o filho do homem ou ainda filho do Deus Altíssimo, Jesus disse que do céu havia recebido todo o poder.

Noutra hora disse que tinha poder para perdoar pecados, bem como ressuscitou a mortos e restaurou enfermidades de várias pessoas.

Parte desse poder, tão declarado na pessoa de Jesus, foi repassado aos seus discípulos. Tal consiste em pisar em cobras e escorpiões, expulsar demônios e ensinou-nos a guardar o que havia mandado.

E'le questionou certa vez os saduceus sobre como erravam acerca das escrituras e do poder de Deus.

O poder até aqui mal entendido, por mim e por todos, seria extraordinário, de modo que a vivência imbuída do poder do alto - de Deus - delegada aos que creêm na graça de Jesus, deve consistir em ações propositivas, entenda-se sair da cadeira e começar a utilizá-lo.

Por óbvio que somente os preparados, os estudados, os vividos, os experientes, os sábios, os anciãos detém o conhecimento e a habilitação para usarem de tamanho poder nos moldes descritos por Cristo.

Isso, pois os néscios, neófitos e cia ainda são homens de pequena fé, talvez levados por toda sorte de vento, talvez sedentos e discípulos com afinco, mas sem a argucia de Jesus em expulsar demônios das mais altas castas do inferno, por ex.

Busquemos assim o poder de DEUS, doado na história a Jesus o Messias Salvador Libertador, delegado aos que se declaram seus seguidores, mediante a fé, pela graça, com temor e tremor, para que o usemos em prol do reino de DEUS, que é chegado a nós.

Amém.

25 abril 2010

2012

Penso nas especulações acerca deste ano.



O ibope vai as alturas quando se diz "fim do mundo".



Canais de tv fechada exploram as "profecias" de Nostradamus, dos Maias, Incas, Egípcios, fumadores de haxixe, demais religiões e pensadores.



O fim é inevitável. A extinção dos recursos naturais é inevitável.



Se hoje ou amanhã, ou ainda daqui a séculos, só Deus o sabe.



Defendo veementemente a volta de Jesus Cristo ao planeta Terra, não como alguns, mas esperando a geração da figueira* que creio não ser a minha.



Penso (logo existo), que as especulações sobre o fim são mal fundamentadas e, lógico, irealizáveis.



O que realmente têm importância se o mundo acabar?



Primeiro, se existe um Deus, o que prestar contas a Ele.



Segundo, se existe uma consciência no além, o que prestar contas a si.



Terceiro, se não existe nada, o que fazer agora, preservar a vida e a natureza, ou acabar mais rapidamente com os recursos naturais.



Várias as hipóteses, inúmeras respostas e soluções.



Sugiro, como se isso bastasse, que amemos a Deus acima de tudo (isso é proveniente da fé), amemos uns aos outros, amemos este planeta e simplesmente, amemos.

02 abril 2010

O Livro de Eli

Está nos cinemas o filme O Livro de Eli.
Consiste no êxodo de Eli, um sobrevivente de um planeta terra desolado pela guerra, em que precisa marchar para o oeste, a fim de levar sua bíblia, único exemplar restante, para algum lugar que não sabe onde é, por ocasião de ter escutado os desígnios de Deus.
Julgo que muitas pessoas saíram do cinema, sem entender o filme.
Preciso aqui expressar o aperto de meu coração em ver um filme desse aporte com uma única mensagem, dar a vida se preciso for para preservar as escrituras e contribuir para a reconstrução de uma humanidade mais justa e solidária.
Se dependesse só de mim, por óbvio, estaríamos fritos, contudo, a vontade de meu coração é ser como o personagem, ainda que comentendo vacilos, ainda que se desviando do caminho, seguir rumo ao alvo que Deus estabeleceu para minha vida, e nesse caminho:
Combater o bom combate, acabar a carreira, guardar a fé (2Timóteo 4:7)

19 março 2010

Fato Constitutivo

A lei, enquanto instrumento preventivo e repressivo de condutas plausíveis e dever-ser é boa.
Digo isso porque sua intenção é disciplinar a vida em sociedade e punir eventuais excessos.
Os excessos, por sua vez, são inerentes aos seres humanos.
A normalidade de condutas ante aos excessos puníveis são enormes, e não se engane, eu e você praticamos e proclamamos teorias que ofendem a dignidade de pessoas alheias.
A questão então não seria a razão de sermos assim, até pelo motivo de que tal discussão cabe à ciência e suas formas de pensar, mas sim o que fazer a fim de evitar agir ou pensar de modo depreciativo a minha condição de ser humano?
Ao constituir minha mente com fatos que sei serem amorais e imorais, muito embora ainda os defenda em contrapartida de minha consciência, construo em mim monstros capazes de toda e qualquer conduta prejudicial a saúde e bem-estar social.
Tenho por mim, que a resposta para tal assertiva está dentro do coração. O Espírito Santo de Deus tem por missão, biblicamente falando, convencer-nos do pecado, justiça e juízo.
Do pecado para crermos que Jesus é o filho de Deus, que morreu em nosso favor.
Da justiça pois Jesus ressuscitou e ascendeu aos céus e não o veremos mais.
E do juízo porque o princípe deste mundo, Mamon, Satã, Lúcifer, já foi julgado.
Oro a Deus, para que convença a mim e a ti através de seu Espírito.
E assim possamos nos tornar pessoas boas, amáveis, retas diante de Deus e dos homens.

25 fevereiro 2010

Injúrias

Fico triste quando percebo o quanto menosprezamos as pessoas no dia a dia.
Nós, eu e você, e por favor, não negue.
Em maioria, as que (as vezes sem saber) praticaram algum mal a nós ou um dos nossos almejamos execrá-las.
E os pobres? pedintes? homossexuais? religiosos? políticos? jogadores de futebol? servidores públicos? policiais?
Cada um desses, e muito mais, são alvo da nossa língua afiada.
Sempre temos um motivo, que afiguramos justo.
A bíblia tem uma resposta para mim e para você.
"A ira do homem não produz a justiça de Deus".
Deixemos de lado, eu e você, de meter a boca nos outros. Temos uma boca e dois ouvidos, sensato é falar menos e ouvir mais.
Falar mal dos outros? Desejar o mal? Irmãos, não pode ser assim.
(Sem contar que é crime, tá!?)

24 fevereiro 2010

Ética

O Conselho Nacional de Justiça condenou três desembargadores e sete juízes do Estado de Mato Grosso a pena máxima prevista na LOMAN, aposentadoria compulsória.
São acusados, em síntese, de desviar dinheiro público e destiná-lo a Loja Maçonica da cidade de Cuiabá e Poconé-MT.
A argumentação da defesa consiste em desqualificar a conduta, uma vez que os valores destinados a maçonaria eram de salários e proventos atrasados e ainda, que recebidos os valores salariais, cada um pode dispor de seu dinheiro, como bem lhe aprouver.
Não temos dúvida, trata-se de uma decisão pautada na quebra de ética dos judicantes.
Sentimo-nos assustados por tal decisão, por não ser normal corregedorias, comissões de ética, tribunais, etc agirem com justiça pautados na quebra da ética profissional.
Por outro lado, com a discussão de que aposentadoria compulsória (vide Lalau) não é pena nem aqui nem na China (exceto para os cabides de emprego).
No cristianismo, que fazemos questão de ignorar na aplicabilidade mas amamos utilizá-lo para nos auto-defender, estão bons ensinamentos sobre andar em retidão.
Penso que a imparcialidade, atributo da magistratura, foi ferida de morte, por estes e outros juízes que não concedem a justiça verdadeira aos necessitados.
Como Paulo o apóstolo diria, não há comunhão entre luz e trevas.
Neste conto todo, ganha a sociedade matogrossense e brasileira, que diante de tal precedente pode começar a ter fé na lisura, transparência e aplicação da justiça aos desonestos.

10 fevereiro 2010

Hell

Na briga entre o bem e o mal, lá está ele.

Nesse lugar haverá choro e ranger de dentes, disse Jesus.

E ainda, o fogo não se apagará, as larvas não morrerão.

Lago de enxofre, cadeia eterna, condenação, vários são os nomes.

Os personagens desse lado malvado são os mais variados demônios em suas formas, tais como possuidores, enganadores, mentirosos, lascivos, sedentos por sangue.

E os que lavarem suas vestes no sangue do cordeiro de Deus, Jesus o Cristo, obedecendo seus mandamentos, sendo firmes, fiéis, arrependidos, mansos, humildes até poderão não experimentar a morte.

Já os escarnecedores, incrédulos, abomináveis, homicidas, fornicadores, experimentarão a segunda morte.

Não existem regras, não existem sistemas de recompensa, Deus pode tanto ter misericórdia de todos, quanto de ninguém.

Cabe-nos, penso eu, nem olhar para o céu, reconhecer nossa insuficiência perante o Pai que está nos céus e clamar pela misericórdia divina.

10 janeiro 2010

Mais um ano.

Todos querem as mesmas coisas.

Resumindo, seriam conforto (habitação, locomoção, passeio, dinheiro, etc) e saúde.

Muitas são as formas, mas poderíamos dividi-las em lícitas e ilícitas.

As lícitas, a depender da origem, formação e disposição podem gerar obtenção de êxito nas metas da vida (o Lula, filho do Brasil, é Presidente).

Já as ilícitas poderiam resultar em impérios, que tão fácil como se levantasse cairiam, a la beira-mar, abadia ou arcanjo.

As religiões também prometem conforto e saúde. Umas em caráter terreno, outras no além.

O judaísmo, cristianismo, islamismo e outras consideradas religiões milenares defendem a existência de uma vida eterna.

Puxando a sardinha para meu lado, claro, Jesus, o Cristo, propôs algo diferente de conforto e saúde, para essa vida.

Sua campanha, em banquinhos nas praças e sinagogas de Jerusalém, Samaria e outros lugares consistiu em oferecer vida eterna, perdão de pecados, perseguições, disposição aos outros, amor com obras, suor, cansaço, bofetadas, aceitação e rejeição, dentre outros.

Não, ele não foi eleito. Não nessa política que fizeram com o nome dele.

Reuniões com objetivos políticos não fazem parte do que ele, Jesus, propôs.

No Reino dEle, tem que ser menor, tem que servir, tem que andar mais milhas, perdoar pecados, pedir perdão, confessar erros, bater no peito e clamar misericórdia.

Mais um ano em que no Brasil teremos eleições.
Mais um ano de mortes pela causa do Islã.
Mais um ano de americanos matando estrangeiros.
Mais um ano de promessas.
Mais um ano de desilusão.
Mais um ano de evangélicos envergonhando o evangelho.
Mais um ano de críticas infundadas.
Mais um ano.

Mais um ano.

04 janeiro 2010

Circuncisão

Paulo, o apóstolo que viu a Jesus no caminho de Damasco, deve ter provado da circuncisão.

Esta, tradicionalmente, era formalizada no oitavo dia de vida do menino.

Sendo judeu, fariseu e discipulado por Gamaliel, de acordo com a tradição judaica, possivelmente provou daquilo que em Gálatas capítulo 5 ele mesmo reprova.

Reprova sim, quando diz que a lei, para quem a guarda, com a circuncisão, de nada se aproveita Cristo.

Pois Cristo é a graça, que alcança a todos, mediante a fé que opera em amor, e não pela lei judaica que é ineficaz, visto que quem quiser cumprir a lei, se cair em um preceito, infringe toda a legislação.

O resultado é andar em amor, operando a fé servindo uns aos outros, em auxílio, para que em Cristo nos ajuntemos e possamos produzir bons frutos.

Nada de lei, regras, preceitos. Tudo de Cristo Jesus, o Senhor, mediante a fé, o amor e a esperança.

28 dezembro 2009

Longe de casa

Por quase uma semana.

Os recursos digitais são escassos neste país.

Muitos não tem internet e quando tem, nem prestar presta.

Se perto de mim mesmo e do meu lar as dificuldades me atormentam, quiçá longe.

O Filho do Homem, que glorificou ao seu pai, e disse ser EU SOU, também ensinou que quem é de Deus, o segue.

E ainda, indicou praticar as boas obras que o pai lhe ensinou, dizendo que deveríamos segui-lo.

Talvez ele nunca tivesse pensado no tempo presente, a modernidade.

Pois sim, ele nos colocou em apuros.

Agora, em pleno século XXI quem quiser seguir ao Messias, precisa ser bom, amável, puro, santo, não dado a vinho, não cobiçoso, bom governante de sua família, não caluniador, não mentiroso, não ladrão, não homicida.

Mas sim amar incondicionalmente, de olhos abertos ou fechados e o principal: SAIR SEMPRE NO PREJUÍZO.

Em 2010, espero que eu me despoje mais, assim como você, que queira seguir ao Cristo.

Dê tudo o que teM, ofereça a outra face, ande mais uma milha, empreste sem esperar receber de volta, dÊ ao que te pede, ele ousou dizer, a mim e a você.

Aquele que tem ouvidos para ouvir, olhos para ler, que ouça, e leia.

Desejo a 'nosotros' muito despojamento, em nome de Jesus, o Rei, que foi servo, para tirar o pecado do mundo.

08 dezembro 2009

Conscientize-se.

Dias atrás, quase bati o carro, Flamengo campeão, sinal aberto para minha passagem, segui em frente.
Um indivíduo, talvez torcedor do Coxa, resolveu furar o sinal, logo na minha passagem.
Um alfinete, foi a distância que separava meu carro do carro do colega, após freiadas bruscas e contorcionismos para não bater.
Como se nada acontecesse, engatou a primeira, e fiquei a ver sua imagem diminuir no horizonte.
Essa é mais uma história de livramento, por parte do Divino, ou de minha sorte, como queira, em que a falta de compromisso de um, pode gerar danos a terceiros.
Não sei se é somente no Mato Grosso, mas vejo certa dificuldade nos motoristas em se manterem parados no sinal de PARE e ainda mais, eles não foram ensinados sobre a função da seta, devem defini-la como luz para boate, só se for.
Respeitar as leis de trânsito, sejamos motoristas ou pedestres, faz parte de educação, dada pelos pais, e ensinada nas leis, campanhas educativas e escolas.
Presume-se que devemos respeitar o próximo, o direito alheio, a vida humana e sua dignidade, para o fim de sermos bons, no que fizermos.
Vamos deixar de ser porcos, jogando lixo no chão, não respeitando sinais de trânsito, beber e dirigir, desrespeitar crianças e velhinhos, ou seja, vamos aprender a sermos humanos.


Pois isso é bom.

01 dezembro 2009

Trabalho e sabedoria.

Em meio ao meu meio século de história, sinto que poderia ser alguém melhor.
Melhor em minhas dores, meu trabalho, meu estudo, meu coração.
Embora o trabalho seja enfado da carne, como dizia o Pregador, ainda vejo que trabalho pouco.
Minha vaidade me entristece, pois mesmo sendo bem sucedido não conseguirei usufruir como se deve.
Mesmo querendo adquirir conhecimento, sei que isso aumentaria meu trabalho e o enfado.
Como administrar isso? Como ser vencedor sem ceder às vaidades das vaidades?
Se o seu caso é de alguém sem muitas aspirações, estas mais perto do que imagina, a depender das vaidades do teu coração.
Já se sonha com lugares altos, conhecimentos genéricos e específicos, depende-se dos seus olhos.
Pois se seus olhos são bons, todo seu corpo será bom/terá luz, se forem trevas, quão grandes trevas serão (Mateus 6: 22/23).
O caminho para humildade se resulta no reconhecimento das falhas e vontade de não ceder ao erro novamente, creio eu.
“Então, vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas. Os olhos do sábio (estão) na sua cabeça, mas o louco anda em trevas; também, então, entendi eu que o mesmo lhes sucede a todos.”Eclesiastes 2:13-14.

14 novembro 2009

A Presença de Deus

Eu quero ter a presença de Deus em minha vida.

Para isso, busco rotineiramente ser alguem melhor, seguir os ensinamentos de Jesus o Cristo e mesmo por várias e várias vezes cometendo aquilo que minha mente reprova, almejo cultuar a Deus racionalmente com a apresentação do meu sacrifício vivo, eu mesmo.

Cultuar racionalmente é mais do que ir a um lugar, praticar rotineiramente as mesmas funções. Entendo que necessitamos de coração aberto, consciência tranquila, leitura bíblica, oração, fé, amando a DEUS acima de tudo, e ao próximo, como Jesus nos amou, ao dar sua vida em troca da nossa.

Não existem regras preponderantes, varia de cada um, contudo é mister o fato de que ao lado de Jesus Cristo, desde o primeiro momento, minha vida tem sido tranformada.

E olha que já passei por diversos lugares, que nem te conto.

04 novembro 2009

Digitalização

O acesso a era digital está cada dia mais acessível.
A prefeitura de Cuiabá-MT vai proporcionar internet de graça para bairro carentes (sem fins eleitorais, por óbvio).
Não são poucos os municípios que tem repetidos tais passos.
Vovôs e vovós estão dividindo computadores com netos e netas.
Chegará um dia que o papel não existirá, e a era digital será uma realidade.
Não consigo me desvincular do fato de que no passado não remoto, não existia nem metade da tecnologia atual.
Talvez seja a multiplicação da ciência dita no livro bíblico de Daniel, ou a preocupação egoísta humana em conquistar por conquistar tão rechaçada nas escrituras judaico-cristãs.
Jesus, por mais simples homem que foi, demonstrava inteligência acima do normal na época, e deixou ensinamentos que ainda hoje, são totalmente aplicáveis.
Nesse sentido, o antigo completa o novo. Sem os princípios basilares formados na história da humanidade, viver em sociedade, seja em que era for, será impossível.
Por isso, sem deixar de dar uma olhadinha nas novidades tecnológicas e digitais que surgem, devemos olhar para trás, afim de ver o bom testemunho de antigos.
Lembrar do passado, seguir o presente, pensar no futuro.

30 outubro 2009

Viagens

Viajar é maravilhoso, conhecer novas culturas, novas pessoas, novos lugares.
Tem o lado do cansaço, indisposição e falta de adaptação.
Me lembro que Jesus viajava por entre as cidades circunvizinhas de Jerusálem.
Viagens que demoravam dias e até meses, a pé ou de barco, até o grande destino.
Numas dessas encontrou uma samaritana, pediu água e ela lhe respondeu que ele deveria saber que judeus e samaritanos não se falam.
Dentre as respostas, tais quais de que se ela soubesse quem é que lhe pedira ao invés de oferecer água pediria ao Judeu Galileu água viva e também de que não adorarão em Jerulasém ou Samaria mas sim em espírito e em verdade.
Viajar é preciso, envolve conquistas, meninos saindo de casa e voltando anos depois homens.
Como Miguel Sutil que saiu de Sorocaba, via Bacia Platina, rumo a Cuiabá, para descobrir aquilo que a história relata como a maior descoberta de ouro da história mundial.
Miguel Sutil morreu pobre e esquecido, em Sorocaba, seu corpo anos depois foi cedido a cidade de Cuiabá que concedeu a ele as honrarias in memorian que era de direito.
Jesus morreu crucificado. Não fosse a intervenção divina na morte, tornando-a em vida novamente, estaria esquecido ou com algum túmulo em sua homenagem, talvez.
Tudo na história começa quando alguém, em algum lugar, sai de sua aldeia, e viaja rumo ao desconhecido.

20 outubro 2009

Só o amor

Somente ele nos incentivaria a loucuras, sandices e bizarrices.
Quando amo, não ligo para o perigo, pois o perigo me deixa valente, a ponto de querer isentar o ser amado de qualquer atrocidade.
Só o amor edifica, como diz Paulo, o apóstolo.
Quero me deparar com o amor em qualquer situação da vida, para deixar de me cuidar demasiadamente, afim de amar os próximos a mim, como certo viajante cuidou de um samaritano.
Só o amor às pessoas, a Deus e a si mesmo, seria capaz de tornar-nos seres humanos, no sentido literal do termo.

15 outubro 2009

Memórias Apagadas

Existem muitas situações vividas que não são mencionadas. Sequer pensar nelas é aceitável.

Penso que memórias enterradas evitam constrangimentos e mágoas.

Em meus tenros 25 anos pressinto inúmeros dias incompartilháveis, por mais que em essência tais dias não sejam de todo horripilantes.

Quando me esqueço da dor sentida, da dívida ativa, do tapa levado, da flecha lançada, da palavra dita, da frustração vivida, abro mão do que já passou, para tentar viver de uma maneira melhor, mais saudável e de acordo com a vontade de Deus.

Quero esquecer-me das coisas que para trás ficam, para fundamentar meus passos nos altos caminhos do Senhor meu Deus e Pai de Jesus o Cristo (como está escrito lá).

11 outubro 2009

Reinos e reinos

Os reinos antigos, muitos conquistadores, tampavam buracos incessantemente.
A história nos remete a diversos imperadores que alargavam seus domínios, mas perdiam a vida pela tamanha ganância de mantê-los.
Um homem a beira da morte, chamado de Rabi por uns poucos da Galiléia, Judéia e Samaria, foi questionado por um Governador Romano.
És tu rei? Foi interpelado.
Se meu reino fosse nesse mundo, dizia o moribundo Mestre, meus súditos me acudiriam.
Logo, tu és rei. Concluiu o Governador.
Tu o dizes. Finalizou o messias nazareno.
Em momentos anteriores, este homem, nascido em Belém de Judá, dizia aos seus discípulos que o Reino dEle estava por vir, e os menores aqui, seriam os maiores lá.
Então, interessa-me compartilhar que o Reino desse moço, o filho do homem, não se preocupa em conquistar sarracenos, bárbaros ou pagãos. Tampouco em alargar seus territórios.
Visa sim, conquistar corações, tornar-nos humanos de verdade, afim de converter-nos ao seu Reino de amor e não vingança.

06 outubro 2009

Ato Secreto

Quero aprender a dormir menos, aproveitar mais o dia, a noite, a tarde, etc.

Quero expor mais aquilo que é intrínseco a mim, compartilhando com todos, meus medos, sonhos e valores.

Quando tomo por base a simplicidade para viver, sinto-me compelido a valorizar mais tudo.

Jesus Cristo dizendo que o reino de Deus é semelhante as suas comparações, certa vez disse que não devemos nos preocupar com o que comer ou o que vestir.

Interessante saber que o negócio é descomplicar.

Assim vivo mais, me esforçando por um lado, me esvaziando para que Deus cuide de mim por outro.

Os rabiscos, minutas sujeitas ao crivo divino, estão voltando a permear minha mente e coração.

Finalizando, compartilho uma música de minha infância, que diz que: "eu preciso de você, você precisa de mim, nós precisamos de Cristo, até o fim...sem cessar, sem parar, sem vacilar, sem temer, sem chorar".

04 outubro 2009

Ociosidade

Ser ocioso tem lá suas desvantagens.

Apressado come cru, ocioso geralmente não come.

A igreja primitiva apregoava que quem não trabalhasse, não deveria comer (sabemos hoje não ser assim).

Paulo, o apóstolo, fazia tendas, a fim de não ser pesado aos irmãos.

Jesus, o Messias, não tinha onde reclinar a cabeça, mas na hora de pagar os impostos, sabia pescar o peixe certo.

Ociosos não querem trabalhar, não exercitam a mente e nem se preocupam consigo mesmos.

Claro que temos períodos ociosos, dias da semana, estados de espírito, contudo, o uso exacerbado dessa "preguiça" pode trazer fome e miséria em dias futuros (como diria Salomão).

Nesta semana, que se inicia, vamos juntos procurar agir em produtividade, sem exageros, tendo nosso ócio criativo, conforme Domenico De Masi, para nisso transformar-mos a situação de nossa sociedade, que tanto necessita do ócio, com criatividade e determinação, atribuindo renda ao seu lar e satisfação de suas necessidades.