Eu queria escrever para todos lerem.
E desenhar canções, que extravazam as fronteiras do coração.
Encher barrigas vazias de comida boa e corações vazios do amor Divino.
Abraçando a cada um, independente do cheiro, sabor ou pudor.
E trazer as estrelas para mais perto de mim.
Desenhando as curvas do perfeito amor.
E ensinando que permanecem a fé, a esperança e o amor, que destes é o maior.
Traria as praias para o centro oeste, e o pantanal para o litoral.
Escrevendo todo dia, curando enfermidades, restaurando sonhos, abrigando desabrigados.
E na escrita ainda o sol voltaria a brilhar e as noites não seriam tão perigosas.
E E'le, o grande EU SOU O QUE SOU andaria conosco, todos os dias, visivelmente.
E eu escreveria algumas coisas diferentes, apagando uns ocorridos, consertando situações, alternando a história.
Mas não é assim que acontece, não foi assim que ocorreu, não há indícios de que a palavra escrita, que se fez carne, escreveu tudo, inclusive sua própria transgressão.
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