06 julho 2013

A estadia

Ela se iniciou tempos atrás. Como na casa de um parente querido, aconchegante, o tempo foi passando e a vontade de ir embora se esvaindo. Mas sabemos que toda estadia é temporária, não é domicílio, é estadia.

Com as situações dando certo ou errado ali estava. Era mais fácil quem dali não pertencia sair, diziam, que sair quem pertencia, de jeito ou outro, por isso ou aquilo.

Sabemos que poucos tem privilégios, talvez azar, de pertencer a mesma casa e ter as mesmas atividades por toda a vida. Os demais, como no caso concreto, permanecem períodos, curtos períodos, longos as vezes, estadias, pois a vida segue.

Que bom que segue, esvai-se o apego, fica o aprendizado, some a responsabilidade, fica a saudade.

Não deve ser bom voltar permanentemente, daria a impressão de caranguejo, andando para trás.

Caranguejo não anda para trás, anda de lado, mas dá essa impressão.

Para trás, somente olhar enche o coração, andar murcha a alma.

Triste fim, fim que nada, alegre começo, se assim Deus quiser.

02 julho 2013

Pensamentos necessários


Já questionei o motivo do joio crescer com o trigo, para que somente na hora da ceifa sejam separados e o primeiro seja morto no fogo. Não seria possível que fossem cortados na raiz, pois a poda de um faria o outro morrer.

O exercício da paciência através da tribulação resultará na plenitude da perseverança, eu sei. A verdade é que, como o ferro, somos forjados com fogo, para que sejamos seres humanos melhores. Pessoas com muitas facilidades de vida tendenciosamente lhes falta algo no interior do coração.

Penso muito sobre a ineficiência da nossa tentativa humana de não errar. Vez ou outra retornaremos ao erro, remontando ao ato de comer do fruto proibido, que traria o conhecimento do bem e do mal.

Nós nos manifestamos contra a corrupção, mas somos por natureza corruptos. Não toleramos a falta de recursos para a educação, mas jogamos lixo nas ruas. Queremos saúde de qualidade, mas ensinamos a agressividade aos nossos filhos, sob o pretexto de bem se defenderem. E por aí vai.

O que me anima é saber que aquele advogado que disse "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem" continua a dizer as mesmas palavras processo após processo, julgamento após julgamento. Palavras estas que ecoam pela eternidade.

Espero que no meu julgamento, meu advogado repita: "Pai, perdoa-lhe, ele não sabia o que fez". E se eu sabia, que diga "Meu sacrifício, na cruz, abrangeu sua vida, peço sua absolvição".
 


22 maio 2013

Nada pode me separar

Cedo ou tarde somos contrariados, perseguidos e até injustiçados. Ninguém é dono da verdade, exceto E'le, a pura verdade, que liberta, salva e cura.

Quando ocorre comigo, pelos mais variados motivos, confesso me abalar, mas jamais deixar de confiar em Deus, pai de Jesus, o Nazareno, Galileu, , Bom Pastor, Justo Juiz, que dá a todos conforme Sua Justa Medida.

Nosso mundo capitalista tende a nos devorar, somos criados para máquinas e não para a humanidade que em nós habita. A humanidade ainda existente em poucos tende em parte a barbárie e o outro lado a sedução do consumismo desenfreado.

Afinal, quem poderia me separar do amor de Deus? São muitos que tentam! O trânsito, stress, trabalho, patrão, subordinados, colegas do labor, finanças, estudos, sonhos, vizinhos, parentes.

Se de Deus, a maior pretensão daquele de baixo, não há possibilidade de separação, imagina das coisas tangíveis, daqui da terra intermediária.

Mas, como está escrito, todos os dias somos 'levados como ovelhas ao matadouro', ou seja, a morte nos espera dia a dia. E o texto continua, "e em todas essas coisas somos mais que vencedores, por Aquele que nos amou".

E como Ele nos amou!

(inspiração extraída de Romanos 8)


23 abril 2013

A cruz

Símbolo de morte
Sinônimo de sofrimento
Estica o tempo
Detalhes maximizados
Finca-se no chão
Aponta ao céu
Abre os braços
Abaixa a cabeça
Junta as pernas

Relembra Deus
Visualiza Jesus
e logo fica vazia.

02 abril 2013

Segurança Pública, antes e depois.*

O paradigma antigo de segurança pública era ligado ao antigo modo de governança, militarizada e altamente repressora, somente agia quando o crime ocorria e não raras vezes com truculência e práticas de tortura, ainda hoje alvo de notícias, como a de ontem, em que pediram a exoneração do Presidente da CBF, por ele ter apoiado, quando era Deputado Estadual, as práticas horripilantes da época da ditadura militar..

O modelo de segurança pública com cidadania consagra a necessidade de observância dos direitos humanos, prevenindo, através de ações qualificadoras, como a ampliação do acesso a informação a determinados nichos e desenvolvimento de atividades socializadoras e ressocializadoras, tais como o incentivo ao esporte e a cultura, destinado a adolescentes e jovens adultos, sem deixar de atuar de forma repressiva e qualificada nos crimes cometidos, mas nos termos da lei.

Para isso, o PRONASCI, criado para efetivar o SUSP, tem desenvolvido diversas ações, dentre as 94 previstas, para tanto capacitar e auxiliar os profissionais de segurança pública, quanto para também capacitar, auxiliar e amparar a população, principalmente nos setores mais fragilizados e propensos a determinadas condutas, dada a ausência do Estado nesses setores.

Infelizmente, ainda estamos no processo de desenvolvimento, e não raras vezes nos deparamos com uma polícia represssora e truculenta e também com a falta de atenção e cuidado que a população brasileira merece. Mas chegaremos lá, se juntos estivermos.

*Participação no Fórum do Curso Democracia Participativa, da SENASP/MJ.

20 março 2013

Democracia, políticas públicas e participação popular

Minha opinião em um fórum de um curso sobre democracia, políticas públicas e participação popular.

A democracia, que pode ser direta (plebiscito, referendo) ou indireta (voto), no Brasil está longe de ser bem efetivada. A grande massa ainda pende de conhecimento e não raras as vezes elegem representantes de má índole para representar-nos, claro que com as raríssimas exceções. Isso, sem contar no vergonhoso jeitinho brasileiro, em que nós, o próprio povo, fazemos ou incentivamos o errado, o ilícito, o imoral, também com as raríssimas exceções.

A política pública é uma das ferramentas existentes para resguardar alguns dos nossos direitos, mas neste país, de interesses e jogos políticos amesquinhados, são de pouco resultado. Fala-se muito e faz-se pouco. Como servidor público do setor de direitos humanos, sei das dificuldades em efetivar políticas públicas importantes, em defesa dos mais variados setores da sociedade. As maiores dificuldades são propriamente políticas, pois não gera voto ajudar ao famigerado e as minorias, só gera voto fazer estádio para a copa do mundo por exemplo.

Já a participação é a única forma real e verdadeira, ao meu ver, de termos um país mudado. Contudo, sobre a participação, percebo certa distância de minha geração da geração que culminou no impeachmeant do Collor, ou do fim da Ditadura Militar. Pouquíssimas manifestações e as que existem foram para lutar por direitos diretos, ou seja, não afetos a coletividade, mas aos seus próprios interessentes, a exemplo do acontecimento na UFMT.

Somos uma sociedade que marca quem mostra a cara para participar e lutar por uma democracia mais real e isso tira o incentivo de qualquer jovem em lutar por uma sociedade mais equilibrada e justa.

Coragem, tenhamos coragem, para quem sabe participarmos de mudanças positivas, efetivadas por políticas públicas que resultem em verdadeira democracia.

19 março 2013

Tome

Toma meu coração, ó Deus

Coração enganoso
Coração contrito
Coração preguiçoso
Coração perspicaz
Coração atrito
Coração mole
Coração duro
Coração criador
Coração criatura
Coração ególatra
Coração humilde
Coração tolo
Coração bobo
Coração pensador
Coração burro
Coração inteligente
Coração doente
Coração sadio
 
Tantos corações em um só.

Eu oro a Deus para que nada nem ninguem me separe do amor dE'le, manifestado em Jesus, o Cristo, sEu Filho,  tampouco de sEu discipulado e de sEus caminhos, transformando meu coração, pela renovação de minha mente, através do Espírito Santo.

08 março 2013

Planeje, mas vincule

Parafraseando uma passagem, planeje tudo o que pretende fazer, faça os mais mirabolantes planos, adote as mais inesperadas medidas, mas em tudo isso vincule o sucesso à soberana vontade de Deus, o Senhor de todas as coisas.

"Se o Senhor Deus quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" Tiago 4:15

03 março 2013

Pessoas e porcos no fiel da balança


 Pessoas e porcos no fiel da balança
Ricardo Gondim

Era uma vez, um vilarejo bem pequeno chamado Gadara. Gadara encontrava-se na fronteira entre dois países. Bastava atravessar a rua e do outro lado falavam uma língua esquisita. A comida na outra margem era diferente. Pessoas iam e vinham sem qualquer embaraço. O trânsito só facilitava as trocas comerciais. Numa convivência cordial, crianças desse fim-de-mundo cresciam bilingues e transculturais.

Certo dia, Jesus de Nazaré decidiu visitar esse povoado. Tomou um barco e viajou o dia inteiro. Cruzou o lago empurrado por uma brisa despretensiosa. Jesus mal esperava que  a visita se mostrasse tão tumultuada. Logo que aportou, um lunático, possesso por uma legião de bichos-ruins, veio ao seu encontro.

O cidadão anônimo se encontrava em um estado deplorável. Nunca se soube qualquer informação sobre os familiares. Imundo, vivia em cemitérios. Ninguém jamais perguntou sobre traumas e feridas da sua adolescência. Ele possuía alguma tara?  Como não se questionou a má sina do miserável, perdurava uma silente acomodação diante de sua decadência.

Espalharam-se versões alarmantes de que fora dotado com uma força descomunal. E isso era coisa de demônio. Depois de preso, reaparecia solto. Comentava-se que ele conseguia rebentar algemas, correntes, grilhões. Meninos e meninas aterrorizados recontavam a história, exagerando a fama do “Monstro dos sepulcros”. Nas madrugadas, muitos juravam ouvir gritos terríveis. Outros testemunhavam tê-lo visto se cortando com pedras.

Nada do que alastravam era real. Na verdade, o gadareno queria ser livre. Nunca atacara ninguém. Quando se mutilava, buscava apenas sua vida de volta. Porém, desesperado e impotente, não conseguia encontrá-la. Os impulsos autodestrutivos não passavam de desespero. O triste indigente só tentava arrancar de dentro da alma a degradação que o condenara ao submundo.

Jesus não evitou o estado deplorável e assustador do gadareno. Antes, procurou confrontar os demônios que o possuíam. Depois de um breve diálogo, Jesus permitiu que a legião de demônios se transferisse para uma vara de porcos que pastava nas redondezas. Demônios não distinguem pessoas, não respeitam lugares, não conhecem fronteiras. O Nazareno consentiu porque desejava que o doido encontrasse paz. Aconteceu que os porcos não toleraram a invasão e em completa exacerbação, jogaram-se em um precipício.

Conta-se que os que cuidavam dos porcos fugiram, apavorados. Depois que a estória tomou conta do lugar, muita gente se apressou para verificar o acontecido. Surpresa absoluta! Os que ousaram ir, afirmam terem visto o homem, outrora possesso por uma completa legião de demônios, assentado, vestido e em perfeito juízo.

A notícia correu. De boca em boca se comentava o sucedido tanto ao gadareno como aos porcos. O povo de Gadara decidiu então expulsar Jesus. Poucos protestaram. E não teve jeito, diante da violência, o Nazareno viu-se obrigado a ir embora.

A narrativa contém peculiaridades estranhas. Enquanto forças satânicas destruíam um ser humano, ninguém tomou qualquer providência para resgatá-lo. O Rotary não mobilizou empresários ricos; padres, pastores e rabinos aquietaram as congregações com boas explicações teológicas; políticos prometeram ações concretas no próximo ano fiscal; ONG alguma se formou. Complacência e conformismo participaram na destruição do pobre mendigo, acorrentado a forças maiores do que ele.

Ironicamente, no instante em que o vilarejo constatou prejuízo financeiro veio o imperativo de expulsar Jesus. Entre a saúde de um proscrito e o equilíbrio econômico da região, a maioria achou melhor não arriscar. “Subversivo”, “Inimigo do povo”, “Fora com Jesus”, o povo gritou.

Antes de partir, porém, Jesus deixou uma lição. Naquela comunidade judaica gananciosa por riqueza, (cuja cultura proibia tocar, criar ou comercializar porcos) as pessoas amavam porcos mais do que pessoas.
Gadara permanece metáfora do mundo. Ainda se amam porcos mais do que mulheres e homens. Passou a parecer natural que um cavalo de raça valha bem mais do que uma criança liberiana; um ancião palestino não ter a mesma importância que um poodle texano; vacas leiteiras sejam protegidas com mais denodo do que meninas vendidas no tráfico internacional do sexo.

Enquanto religiosos vociferam entusiasmados sermões, enquanto políticos se revezam em debates inúteis sobre o futuro da humanidade, enquanto banqueiros multiplicam lucros, pobres morrem antes de serem restituídos à vida. Porém, o clamor do Nazareno insiste: quem reconhece a dignidade deles?  A história segue, e Jesus de Nazaré continua atrapalhando: ele considera uma alma mais valiosa do que o mundo inteiro e as nações mantêm a mesma predileção pelos porcos.

Soli Deo Gloria

04 fevereiro 2013

Não há sequer um

Não nos enganemos, diria eu. Não há um sequer que não tenha uma falha, um espinho na carne, uma tendência ao maligno.

Dinheiro, fama, poder, pornografia, ilicitudes, egoísmo, homicídios, agressões, roubos, corrupções são poucos dos adjetivos ruins em que vez ou outra, ainda que em um só ponto, seja você certinho ou não, ainda nesta vida, irá escorregar, se é que ainda não escorregou.

Sinto-me compelido a dizer que nos ensinam o incorreto, no que tange a conduta desviada. Não ensina-se que errar é humano, logo, todos estão sujeitos a tanto, mas sim que errar é condenável e quem o faz é passível das mais cruéis penalidades. 

É certo que a semeadura é lei divina, colhe-se o que se planta. Também o é que todos erraram, exceto um, aquele que não experimentou o dolo e que dirigiu-se ao abate, como cordeiro mudo, por amor de todos nós.

Erraste? Peça perdão a quem lesou e ao Deus criador de toda a terra, que é misericordioso para os que a E'le se achegam.

Nossa pretensões, por vezes enganosas, tendem a nos cegar e ensurdecer do entendimento/procedimento correto. Valha-me Deus e Pai de meu Senhor Jesus Cristo, que eu enxergue com meus olhos e ouça com meus ouvidos.



27 novembro 2012

Critério invertido

Davi errou ao tomar Bateseba e mandar matar Urias. Ao ser questionado tempos depois pelo profeta Natã sobre um caso, de dois homens, um rico e um pobre, o rico tinha de tudo, ovelhas aos milhares. O pobre só tinha uma ovelha, que criara em sua casa, dando de comer do mesmo que dava aos seus filhos. Chegando uma visita importante para o rico, mandou matar a ovelha do pobre, ao invés de sacrificar uma de tuas milhares. Davi ao ouvir o caso disse que tal era digno de morte, e ainda tinha que restituir quatro vezes mais a ovelha perdida. Ao passo que Natã disse que o rico era ele mesmo, Davi, que agiu injustamente ao tomar a esposa de Urias.

Nossa natureza humana é contraditória!

Não é só Davi que condena terceiros e isenta a si!

Nós somos culpados de tal monta, não poucas as vezes, em que exacerbamos o correto, praticando a maldade, seja física, financeira, psicológica, ou de qualquer outro meio, para com outras pessoas, mas condenamos de morte quem age como agimos.

Somos crápulas, que coam camelos e engolem mosquitos.

Somos contraditórios, nosso senso de juízo é injusto.

Metemos o pau na política e na criminalidade, mas saímos por aí a cometer barbáries piores.

O que nos resta, senão a condenação?

Como Davi, podemos reconhecer: "Pequei contra o SENHOR". E de Natã podemos ouvir: "Também o SENHOR perdoou o teu pecado, não morrerás" (juízo este que o próprio Davi reputara como correto).

Mas, todo critério invertido, todo julgamento injusto, toda conduta tortuosa, tem sua consequência.

Para Davi, a perda do filho fruto de seu adultério.

Para nós???

(Deus, Jeová, Pai de Jesus Cristo, tenha misericórdia de nós!).

20 setembro 2012

Atrito

Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo. Provérbios 27:17


 Não há como fugir dele. Onde há relação humana verdadeira, sem falsidades para agradar o outro, há atrito. Não devemos confundir o atrito comum do dia a dia com a tormenta de algumas relações carentes de tratamento médico psiquiatrico. Assim, quando seres humanos, seja em casa, no trabalho, no ambiente familiar ou com os amigos se unem, a tendência é que ocorra, vez ou outra, o atrito. E como diz o livro de Provérbios, como o ferro com o ferro se aguça, se afia, assim afiamos o rosto de nossos amigos, e somos afiados.

Gosto de pensar em nós, seres humanos, como uma obra bruta, que vai sendo lapidada dia a dia por Deus, por nosso eu interior e pelas forças externas (sejam materiais ou imateriais). Assim, um dia seremos afiados, aguçados, melhor dizendo, estaremos aptos a ter uma vida mais coerente e temente a Deus, o Senhor de todas as coisas, Pai de Jesus Cristo, para mim o Filho de Deus que veio a Terra para nos salvar.

03 setembro 2012

Feeling

Sempre que penso em Jesus, vejo um cara normal, amigável, bacana, palpável.

Sim, para mim ele é o Cristo, melhor dizendo, a cara que devo ter, a teoria que devo defender, a pessoa com quem devo andar, o mestre com quem devo aprender, o homem que eu devo ser, a palavra que eu devo ler, o foco que devo perseguir, o caminho que devo andar, a voz que devo falar, o ouvido que devo ouvir, o ensinamento que devo ensinar.

Dois mil anos são suficientes para nos distanciar dele ou, ainda, nos aproximar dele e pior (ou melhor), ao mesmo tempo.

Minha oração é para que eu e você (digo, eu e eu mesmo), não se desvie (emos) dessas palavras.

18 abril 2012

Deve-se seguir sempre o caminho que conduz ao mais alto

Seguir o caminho implica em escolha.

Escolher o caminho implica em opções possíveis.

Ter opções possíveis implica em jamais conseguir trilhar todas as opções possíveis.

Penso que os dias atuais querem nos afastar de nós mesmos. Gostei de um texto que diz que o direito à intimidade consiste em se ter, consigo mesmo e no seu âmbito interior e mais restrito, relacionamento.

Afastando-nos de nós mesmos, tenho começado a perceber, perdermos a identidade, tornar-mo-nos como os outros, no mesmo rumo, incorrendo nos mesmos muitos erros e poucos acertos, com raras vice-versas.

Deus, o Pai, nos conceda sabedoria, que vem lá do alto, para vivermos não somente em comunidade, mas conosco mesmos, concomitantemente.

Sobre o caminho? Escolha.

14 setembro 2011

Minuto de Sensatez

"Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam;
se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela."

Salmo 127:1


Que o Senhor Deus nos guarde e livre de todo o mal. (Amém)

10 janeiro 2011

Como um vapor

A vida é como o vapor ou ainda como nuvem passageira disse um homem do oriente há mais de dois mil anos atrás.

Vejo quem era eu via como adulto envelhecendo, os mais novos se tornando adultos, eu mesmo beirando o fim dos vinte e pouco.

Penso que não sabemos, salvo raras exceções, viver a vida aproveitando os recursos naturais e cumprindo nossa missão na terra, principalmente ao mesmo tempo.

O Rabi que nos ensinou a não encher os celeiros pois não dispomos de nossas almas, ou seja, não devemos ajuntar riquezas se não temos gestão sobre nossas vidas, deve ser mais visto e ouvido, para que alcancemos dE'le a misericórdia que lhe é inerente.

A vida é rápida, passageira, como um vapor, nuvem passageira.

Deste modo, espero que consigamos saber viver, como cantariam os Titãs.

07 dezembro 2010

Políticas e Gestão

Quando se age politicamente ante a Administração Pública, corre-se vários riscos.

A gestão das autoridades constituídas, por Deus diz a bíblia, sempre é questionada pela sociedade menos instruída, e também sempre com jargões e palavras de baixo calão.

Os que roubam o dinheiro público, assim como dizem os populares, ou se preferir os de 'colarinho branco' são outros que segundo o clamor social deveriam ser extirpados da face da terra, salvo, é claro, se houver para mim alguma benesse, fato este que iria contra a crucificação.

Na gestão pública, o uso devido dos gastos e a prestação de contas de modo transparente são metas a serem atingidas, muito embora no âmbito estatal a máquina administrativa brasileira ainda continuar engessada.

Temos, nós os brasileiros, contemplado (os que podem acompanhar, claro) os mutirões do CNJ - Conselho Nacional de Justiça, STJ - Superior Tribunal de Justiça, CNMP - Conselho Nacional do Ministério Público, órgãos estes que além das atividades jurídicas e judicantes, atuam como fiscalizadores dos órgãos e esferas do Poder Público.

Penso que o engessamento se deve a um Poder Executivo desfalcado, esquecido, com poucos servidores capacitados e comprometidos e um Poder Legislativo preguiçoso e inerte.

Nas políticas públicas, em minha míope visão, o modelo certo de gestão consiste primeiramente na elaboração de uma equipe técnica, sem a qual não se trabalha com qualidade, perpassando pela capacitação contínua dos servidores, por meio de cursos, simpósios e análises de perfil de competência e atribuição.

Não poderia ser tão difícil ser um membro do Poder Executivo ou Legislativo, o que de fato não o é, mas o que é difícil é ter o poder nas mãos e não usá-lo indevidamente ou ainda deixá-lo esvair-se em suas próprias mãos.

No Poder Judiciário, onde nem tudo sempre funciona também, há as mazelas levadas ao povo para solução de conflitos, o que não exime a magistratura da responsabilidade outorgada por Deus desde o livro de Juízes, em pacificar o planeta terra.

A política pode ser suja e desonesta, mas pode ser cortês e camarada, muito embora a população brasileira ainda não tenha sido agraciada em sua totalidade com o método político eficaz e honesto que tanto merecemos.

23 novembro 2010

Apelos

São tantas as campanhas apelativas que acabamos por ceder a várias.

Faça isso! Crie o seu! Faça o login! Compartilhe! Adquira! etc.

Isso sem contar nas demandas em que te incluem no negócio sem a tua própria anuência, o que de fato é ilegal e imoral.

Penso que ser político tem limites e estes não são respeitados.

Primeiro pelo simples motivo de que ninguém é igual a ninguém, de modo que se uns fazem uma coisa, não significa que outros devem seguir o mesmo rumo.

Depois, a consciência deve ser ouvida, o coração deve ser argüido e o sabor deve ser aprovado.

Não se pode ceder aos apelos constantemente. E dura coisa é não ceder aos apelos da vida!

Ser o chato, o que não participa e o que se recusa é privilégio de poucos e para poucas situações.






17 novembro 2010

É batata

Eu tento chegar primeiro e sinto o freio sendo puxado de alguma maneira.

Cabresto? Pode ser.

Ainda assim sou grato a Deus pela sua bondade e misericórdia.

08 novembro 2010

Quem ri por último, ri por último.

A concessão de benefícios sem a observância da isonomia, ou seja, o tratamento igualitário para os iguais e desigualitário para os desiguais nas medidas de suas desigualdades além de não ser boa, machucar e reprimir, faz-se perceber quem são os 'amigos do rei' e os meros desapercebidos.

Não, não é algo que acontece somente comigo! Vejo todos os dias pessoas sendo preteridas por outras de igual ou inferior capacidade e qualidade.

Observo milhões nas mesmas condições, mas o resultado, que é final, revela a realidade desigual de iguais, com favorecimentos por vezes ilícitos e poeiras e mais poeiras para debaixo dos tapetes da vida.

Dias atrás vieram me apresentar um caso, o camarada queria apenas o seu direito que vinha sendo procrastinado em detrimento dos demais mais bonitos (leia-se influentes).

Todos os poderes, em todas as esferas se deixam uns de lado quando outros ascendem aos mais altos postos. É o capitalismo, me diriam.

Penso ser mais a maldade em nossos corações que não permite que abracemos e abrangemos a todos, sem distinções, dentro do princípio isonômico.

E um homem, aparentemente feio e que andava com mendigos de rua, nos ensinou que não poderia ser assim.