24 fevereiro 2020

quero saber

Sinto a vontade de saber
Se quando penso em você
A fome e a dor me assolam
Talvez seja na memória
Que tua criação de outrora
Me fez ser quem sou
Nao ha raiz para ti
Ja que de ti tudo provem
Serias tu o adubo
A estação trimestral
Ou sereno da noite
Criaste o grilo que enche o tímpano
Beneficiaste o sol com a claridade
E a lua com a escuridão
Me deste mais que a outros
Mesmo eu merecendo ser dissipado
Do caramujo nojento ao elefante grandao
Nada há que nao esteja em suas mãos
Mesmo no seu esforço de nao me controlar
Acabas por me fantochear
Ja que a lei é de semeadura
Tem quem acha que nao vês
Eu acho que vês mesmo sem querer
Nao sei de fato seus critérios
Mas sei que ao dar forma
Criaste da tua imaginação
Talvez sem prever consequências
Ou quem sabe tendo tudo definido
Sinto a vontade de saber
Se me perdoarás
Por me referir a ti em linguagem simples
Ou por nao corresponder a expectativas internas e externas
Quem sabe quando parar de chover 
Ou no dia que eu morrer
Você virá a me responder


Nenhum comentário: