Não vos enganeis, disse o filho do carpinteiro, estreito é o caminho.
Largos são os caminhos que conduzem à perdição, completou.
No caminho ousamos andar, correr, descansar, comer, por vezes ousamos ousar.
Nada há que não seja vaidade, inclusive no caminhar.
Os pés ficam calejados e cheios de poeira ou finos e limpinhos.
Tem lugar que a poeira tem que sair dos pés, também tem lugar que dá vontade de manter os pés sujos com aquela boa poeira.
Se há vida há caminho a trilhar.
Se respiro, não posso parar.
Se descanso, posso perder o tempo de chegada, porém se não descansar, posso ficar na metade sem fôlego.
Há muitos caminhos, um só porém nos traz a paz que excede o entendimento.
É árduo mas seu fim, não é amargo como absinto, é alívio para pés cansados.
Meu eu interior quer trilhar o caminho mais difícil (e mais correto), meu eu exterior o caminho mais fácil (e de fim duvidoso).
Mas em todas estas coisas, temos a possibilidade de vitória, pois E'le se deu por nós, ainda quando éramos mais pecadores do que somos.
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