20 março 2013

Democracia, políticas públicas e participação popular

Minha opinião em um fórum de um curso sobre democracia, políticas públicas e participação popular.

A democracia, que pode ser direta (plebiscito, referendo) ou indireta (voto), no Brasil está longe de ser bem efetivada. A grande massa ainda pende de conhecimento e não raras as vezes elegem representantes de má índole para representar-nos, claro que com as raríssimas exceções. Isso, sem contar no vergonhoso jeitinho brasileiro, em que nós, o próprio povo, fazemos ou incentivamos o errado, o ilícito, o imoral, também com as raríssimas exceções.

A política pública é uma das ferramentas existentes para resguardar alguns dos nossos direitos, mas neste país, de interesses e jogos políticos amesquinhados, são de pouco resultado. Fala-se muito e faz-se pouco. Como servidor público do setor de direitos humanos, sei das dificuldades em efetivar políticas públicas importantes, em defesa dos mais variados setores da sociedade. As maiores dificuldades são propriamente políticas, pois não gera voto ajudar ao famigerado e as minorias, só gera voto fazer estádio para a copa do mundo por exemplo.

Já a participação é a única forma real e verdadeira, ao meu ver, de termos um país mudado. Contudo, sobre a participação, percebo certa distância de minha geração da geração que culminou no impeachmeant do Collor, ou do fim da Ditadura Militar. Pouquíssimas manifestações e as que existem foram para lutar por direitos diretos, ou seja, não afetos a coletividade, mas aos seus próprios interessentes, a exemplo do acontecimento na UFMT.

Somos uma sociedade que marca quem mostra a cara para participar e lutar por uma democracia mais real e isso tira o incentivo de qualquer jovem em lutar por uma sociedade mais equilibrada e justa.

Coragem, tenhamos coragem, para quem sabe participarmos de mudanças positivas, efetivadas por políticas públicas que resultem em verdadeira democracia.

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