05 julho 2009

1/4 de século

Em exatos 1/4 de século de minha existência, tenho sido testemunha de mim mesmo do quanto complicamos e viciamos o nosso viver com situações e problemas dos quais muitas vezes não existem, a não ser dentro de nós.

Nessa vida:

Já falei o que não devia, calei-me quando deveria falar.

Fingi que sabia, fingi não saber.

Assisti desenhos e filmes inapropriados e ouvi conversas que não deveria ouvir.

Chorei por causas justas e injustas, ou até mesmo sem causa.

Me alegrei por motivos banais, sorri em ocasiões inusitadas.

Senti que era diferente, mesmo sendo tão igual.

Pulei muros, machuquei o pé jogando bola, briguei na escola.

Fugi de casa, matei aula, menti muito.

Me apaixonei todo ano pela mais bonita da escola, nunca obtendo êxito em aproximações.

Achei-me com muitos valores e atrativos, percebi que era menos que mediano.

Quis ser importante, ainda quero, sem saber se é certo ou errado.

Pensei que não ia me machucar, quebrei a cara.

Fiz cagada, não contei para ninguem.

Apanhei calado, engoli seco, escondi as lágrimas, lutei pela vitória, consegui vencer.

Valorizei mulheres que não mereciam valor, menosprezei outras que mereciam ser amadas.

Procurei imitar os outros, percebi que era melhor ser eu mesmo.

Mudei de calçada para não ser visto, abaixei a cabeça para não cumprimentar.

Disse um "oi" sem graça, tentei falar algo sem sair nada da cabeça.

Cai de boca no chão, a dentista restaurou tudo.

Deixei o cabelo crescer, na aprovação do vestibular fiquei careca.

Fui carregado de tão bêbado, já carreguei uns bebuns aí para casa.

Batalhei duro para chegar aqui, sem muito esforço, paradoxalmente.

Ainda não me vejo no ápice da vida, mas pretendo continuar seguindo em frente.

Tenho aprendido sobre Jesus Cristo, varão galileu aprovado por Deus, que morreu na cruz para me salvar.

Fui expulso de uma igreja, fui aceito por outra, inaugurei outra.

Bati o carro no poste, fiz manobras radicais, me sinto um bom motorista.

Meu coração ainda bate forte a espera da amada, amanda, cláudia, josefa, seja lá qual for o nome, se vier será bem vinda.

Tento dia a dia conquistar o mundo, como o cérebro do desenho.

Luto com meus demônios pessoais como um héroi anime japônes.

Vivo a minha vida na esperança de completar o significado de ser cristão, sendo lembrado como discípulo daquele que nos amou primeiro.

Não é só isso, mas é quase isso.

Venha viver, ao meu lado, ou bem longe de mim, de modo que possamos fazer história, como grandes homens e grandes mulheres fizeram pela humanidade.

2 comentários:

Lou Mello disse...

Meu, uma confissão e tanto. Tem mais aí, disso que você bebeu?

Danilo Fernandes disse...

Wander!

Um amigo me disse que o blog é o novo espelho em que nos vemos sem máscaras e nos deixamos ver...

Não concordava não... Contudo hoje, risos.

Brincadeiras a parte, gostei do seu blog pq é de carne e osso(mesmo que digital).

Queria aproveitar a oportunidade para lhe apresentar o meu blog, o Genizah e recomendar uma visita. Por minha vez, já me tornei seu seguidor.

Graça e Paz!

Danilo


http://genizah-virtual.blogspot.com/