15 junho 2009

A superficialidade nossa de cada dia

Surpreendo-me comigo mesmo dia após dia.

Não bastasse com minha pessoa, minha supresa deve-se aos outros também.

Somos superficiais por natureza.

Não nos entregamos até o fim no âmbito relacional.

Não procuramos todas as vertentes no âmbito profissional.

Não nos apronfundamos naquilo que professamos acreditar.

Defendemos teses sem saber o que estamos fazendo.

Entramos em reuniões sem saber o que sequer está em pauta.

E mais, condenamos as correntes de idéias diferentes da nossa sem direito a explicações.

Mas eu sei, acho que sei, que o ser humano é dotado de limitações.

Sei ainda, acho ainda, que as limitações humanas não permitem ao homem mediano conhecer as ciências disponíveis em sua totalidade, bem como se apronfundar em mais de uma matéria.

Geralmente quem é bom em algo, padece de outro lado.

Se sou bom médico, talvez não seja um bom pai.

Ou talvez se sou um bom marido, não seja um bom motorista.

Não há ligações, não há regras.

Mas, exceto as raridades intelectuais, não somos bons em tudo.

Em uma coisa, até doutor, em outra, superficial.

Um comentário:

Lou Mello disse...

Eu, por exemplo, leio bem e escrevo mal. Às vezes sou bom e outras mau. Vivo surpreendendo a mim mesmo com minhas ambigüidades e paradoxos. Mas rio comigo, em algumas oportunidades.