31 maio 2009

Para febre

A febre das instuições religiosas em buscar o poder e demonstrar a superioridade dos líderes, me assombra.
Comparar a igreja formal com um exército militar, é assustador, pois não são poucos os que pulam etapas de graduação e se gabam das estrelas de suas patentes para assustar e coagir os praças/mero soldados.
Nisso, surgem os caciques/pajés em um mundinho onde ser índio é raro e onde fica difícil saber a quem ouvir/obedecer.
Os mais variados modismos e apelos emocionais, em um mundo de pessoas carentes e sofridas, torna a espiritualidade igrejesca uma agência para se extravazar as dores.
A temperatura sobe tanto, que a febre sintomática não se permite mais pensar, raciocinar, ponderar, buscar a tratabilidade e a moderação.
O corpo não responde aos comandos do cérebro e aquele sintoma emocial é confundido com ações espirituais.
Não, não me convence tampouco me alegra tratar as pessoas assim.
Porém, o povo precisa desse "tratamento", devido a falta de conhecimento e a falta de quem lhes ensine.
Fico a pensar, se isso, dos males, seria o menor.
Tenho lá minhas dúvidas quanto ao procedimento, mas tenho certeza de que febre é febre, e precisa de tratamento, descanso e remédio.

2 comentários:

Jacira mavignier disse...

Wander,

Como diz você:"febre é febre e precisa de tratamento".Porém se somente tratarmos a febre,estamos usando um paliativo.Precisamos combater a doença,o mal,não pela via do combate frontal,mas pela via do Amor e da disseminação do Evanvelho,temos que descruzar nossos braços...quem de nós se habilita?

Abs

Anônimo disse...
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