28 abril 2009

Orações Públicas

Tenho medo das orações públicas.

Principalmente pelo fato de que elas lecionam para o Divino como Ele deve agir.

O mais interessante não é quando se fundamenta um pedido com base nas escrituras.

Mas sim, quando ensinamos o próprio Deus como Ele age ou deva agir.

É uma espécie de lembrança a Ele, que parece tudo esquecer, com a finalidade de olhar para nós, criaturas suas.

Penso eu, que o erro consiste no estado de humanidade, que é pecaminosa, e que depende de auto-afirmação.

Isto, pois quando se ora, neste exato momento se inicia uma ligação com a Divindade e essa ligação, entendida por uns como conversa, necessita lembrar ao receptor/Deus como Ele deve agir para com o peticionário.

Meu entendimento é único, estamos perdendo a essência da oração ensinada por Jesus o Cristo e às vezes, pelo muito falar, até mesmo coisas que o Rabi da Galiléia disse que o Pai sabe antes de pedirmos, não temos nossas orações atendidas.

As características da oração ensinada pelo Mestre dos Mestres tem algumas peculiaridades, como vemos abaixo:

1 – Glorificação a Deus – (Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o Teu Nome, Venha o Teu Reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu)

2 – Pedir o suprimento de nossas necessidades básicas diárias – (O pão nosso de cada dia nós dá hoje)

3 – Pedir perdão a Deus e perdoar a quem te ofende – (E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores)

4 – Pedir o livramento da tentação e do mal – (E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal;)

5 – Exaltação a Deus – (porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.)

Sem pedidos com fundamentos, sem explicações ou ensino ao próprio Deus, que tudo sabe, e principalmente, com a vontade de exaltar a Deus, para que nós, quando orarmos, não venhamos a pedir apenas o que nosso umbigo tanto quer.

Creio que o Deus de Israel, Pai de Yeshua, concede inúmeras dádivas, orando certo ou não, ensinando-o ou exaltando-o, porém, creio que há uma alegria por parte DE’le quando queremos fazer o correto.

Mateus 6:
6 Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.
7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos
8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes
9 Portanto, vós orareis assim: (...)

Nenhum comentário: