09 julho 2007

Poetando

Olhar ao horizonte

E ao mesmo tempo pra dentro do coração

E perceber a fragilidade da carne

Em contrapartida com a força do espírito

Lavar o rosto da poeira do dia

Fechar os olhos no frio da noite

E nas estrelas renovar os sonhos

Como um trovão a rasgar os céus

No simples toque de quem se ama

Na dura espera por quem amar

Trabalho então nunca faltou

E o descanso já descansou

Olhando a flor a desabrochar

Me vejo então em alto mar

Tomando o sol do meio-dia

Deitando a noite na cama fria.

Um comentário:

Lou Mello disse...

Em algum momento, não sei qual e nem quem, um poeta disse que em poesia o negócio é escrever muito. Não pare; portanto.